Esta charada foi feita pra criança,
De tão facilzinha que ela é.
Mas se quiser entrar na dança,
É só tentar descobrir o que é.
Eu dou emprego ainda a muita gente.
Há quem não consiga pensar sem mim.
Durante o trabalho, sou motivo para encontros,
Jogar conversa fora, paqueras e afins.
Não sou preconceituoso,
Acompanho coisa à beça.
O fato é que sou tão gostoso...
Por mim, sempre alguém se interessa.
O meu perfume é inconfundível,
Uns seguem até descobrir de onde venho.
Mas tenho múltiplas personalidades,
Me aceitam fraco, forte e posso ser veneno.
Desperto, levanto até os desfalecidos.
Pareço inofensivo, mas posso viciar.
Nesse caso deixo o fulano irritadiço,
Com insônia e tremendo sem parar.
Eu sou aquele que aquece nos dias frios.
Mas também posso ser um preto de amargar.
Depois daquele pileque com estômago vazio,
Só eu mesmo é que consigo lhe acordar.
A minha companhia mais frequente,
Talvez seja meu jeito mais saboroso,
Que na História do Brasil se fez presente,
É com o que a mãe dá de mais precioso.
E aí? Se depois de tanta dica,
Não sabe ainda, é mané.
Então vou mandar a última:
ESSA COISA PRETA RIMA COM CHULÉ.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Juventude
A juventude traz natural ousadia que só não se constitui em defeito porque as feridas que provoca curamos rápido no início da vida.
Células-tronco
O Vaticano posiciona-se contra o aborto e as pesquisas com células-tronco, afirmando ser pró-vida, ao contrário daqueles que admitem as duas práticas que se intitulam pró-escolha. A Igreja ainda hoje mantém a mesma rigidez que beira a ignorância com pontos de vista cristalizados e restritivos. Em relação ao aborto, há polêmicas infindáveis e cada fileira defende sua opinião com argumentos que para eles são irrefutáveis e acredito que esta contenda se mantenha ainda por muito tempo. Quanto às pesquisas com células-tronco, a posição retrógrada do Vaticano é ainda mais estarrecedora, já que se usam embriões que seriam de qualquer forma desprezados, para estudos que têm como objetivo exatamente a vida. Como pode haver pessoas que se posicionam contra o progresso da ciência? As pesquisas visam melhorar as condições de vida dos homens, curar doenças que dizimam as populações e evitar o envelhecimento precoce. Por isto, penso mesmo que a ignorância é a base desta posição. Mas é aquela ignorância teimosa, absurda, de não querer mesmo ter acesso às informações, porque elas contrariam pontos de vista arraigados e intransponíveis. Penso que tudo deve estar disponível para todos, para que então cada um possa fazer suas escolhas, de acordo com suas necessidades e consciência. É preciso avançar sempre, em todos os setores da vida. Entretanto, entendo que melhorar a saúde não é questão somente de possibilidade de “substituição de peças” do corpo humano. As doenças com falências de órgãos e sistemas e o envelhecimento têm a função de mostrar ao homem os seus limites, a finitude de sua própria vida, para que aprenda a cuidar dela, preservá-la, usufruí-la melhor todos os dias. E a aspiração à imortalidade e a inexistência de doenças constituem um estágio em que o homem só poderá alcançar, na medida em que amplie sua consciência e descubra o seu potencial, a sua espiritualidade e que possa vivê-la plenamente.
Como Traduzo o Credo
Mostra o que é a vida do homem, qual a sua trajetória na experiência de vida material. É preciso crer firmemente em determinados princípios para passar bem por esta vida. Mostra que o homem, assim como Cristo, foi concebido pelo poder da luz (do Espírito Santo), nasceu da Virgem Maria, da mãe terrena e há de padecer porque para evoluir terá que passar por provas que ele mesmo escolheu ou ajudou a escolher para si na hora de descer à Terra. Na hora da dor o homem precisa aceitar a morte, a aniquilação, se entregar à dor até o fim, quando morre e desce à mansão dos mortos, o reino de Hades, que é a forma de aprofundar, de entender o sentido da prova e só então ressuscitar, voltar renovado tendo aprendido e estando apto agora, a julgar os vivos e os mortos, ou seja, não mais será preciso passar pela experiência, já tendo alcançado a iluminação, vivendo em estado de beatitude, escapando da roda de morte/renascimento. No final resume tudo dizendo no que é preciso acreditar: no Espírito Santo (a luz, a parte espiritual, o Absoluto), a Santa Igreja Católica (representa uma religião qualquer que é simplesmente um sistema de crenças, uma forma como cada um vive a sua espiritualidade), a comunhão dos santos (mostra a natureza ilimitada da mente que acontece no estado de meditação), a remissão dos pecados (o valor de aprender com a experiência apagando o pecado e a culpa), a ressurreição da carne (a reencarnação) e a vida eterna (a sobrevivência da consciência à morte).
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Como Traduzo o Pai Nosso
Essa oração nos lembra que para vivermos plenamente a vida material e tirarmos dela o que de valor ela possui, que é a experiência, é preciso estar imbuído da certeza de que estamos numa experiência corpórea, de vida material, mas somos seres espirituais, eternos. Somos centelha do Absoluto. Daí que pedimos que Ele que está no céu venha a nós e também o reino dos céus venha a nós. Isso quer dizer reconhecer a nossa espiritualidade. Se é isso o que fazemos, então temos a aceitação (aceitar que seja feita a vontade de Deus assim na terra como no céu, aceitar as leis naturais). Assim, sabemos que temos que viver o momento presente e não a nostalgia do passado ou a angústia do futuro (o pão nosso de cada dia nos dai hoje). Pedimos que perdoe os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido. Com isso propõe um olhar de relatividade, trocando de lugar com o semelhante para que possa avaliá-lo e perdoá-lo. Fazendo isto, exercitando assim, poderemos esperar que também nossas atitudes sejam dessa forma julgadas por Deus. Perdoar aos outros e a nós próprios, valorizando que o importante é o aprendizado. Virão sempre as escolhas. Se escolhemos bem, acertamos e então mostramos que já sabemos aquilo. Se escolhemos mal, erramos e, caso reconheçamos o erro, também estaremos aprendendo, nos perdoando por ter errado e evoluindo. Pedimos que não nos deixe cair em tentação que é enxergar o mundo material sem considerar que somos seres de luz. O material por si só pode representar o mal, porém se vivido com consciência de que é apenas um campo de experiência para que se manifeste o espiritual, poderá representar o bem. Esta oração é um lembrete para ter a consciência do mundo espiritual durante toda a nossa existência, o que nos mantém no aqui e agora, aumentando o nosso poder pessoal. Também nos incita a exercitar o perdão e nos capacita a escapar das tentações, nos livrando do mal. E quando dizemos “seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”, esperamos aceitar, ter fé, nos entregar ao destino e ao mesmo tempo exercer o nosso livre-arbítrio, aceitando aquilo que não pode ser mudado, mudando o que é possível mudar e tendo a capacidade de discernir entre as duas situações.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Como Traduzo a Ave Maria
Vejo, nessa oração, o reconhecimento de nossa parte divina, imortal, o contato com o absoluto. Isso é feito através de uma figura feminina, como a forma mais fácil de desenvolver a espiritualidade ao contactar sua porção feminina, o lado receptivo. Ao abrigar em seu ventre Jesus, filho de Deus, ela une em si o mortal e o imortal, o contato do homem com Deus. Por isto ela está cheia de graça e o Senhor está com ela, ela é bendita entre as mulheres (quando fazemos a religação com nossa parte divina). Jesus veio salvar os homens do mundo da polaridade. Rogamos à Santa Maria que rogue ao Senhor por nós, os pecadores (o pecado é entrar no mundo das polaridades, da relatividade, sair do absoluto), agora e na hora da nossa morte. A morte representa voltar ao domínio do Absoluto, se reconciliar com Deus, voltar à fonte.
Criando Prosperidade
Criando Prosperidade: a consciência da fartura no campo de todas as possibilidades - Deepak Chopra
Em essência, este livro mostra como a atenção faz com que algo se materialize no campo da realidade espaço-tempo a partir de um evento no campo das possibilidades. Tudo a que damos atenção cresce. A partir de um pensamento (onda) surge um neuropeptídio (matéria) em nosso próprio corpo. Assim embaixo conforme em cima. Mostra como podemos fazer mágica, isto é, transformar o invisível no visível, já que tudo no universo é inteligência. O campo das possibilidades é a porção divina que existe em todos nós. Se atuamos nesse campo, isto é, se nos voltamos para dentro e nos conectamos com a luz, com o Deus em nós, somos capazes de tudo. As qualidades desse campo são: é o potencial das leis naturais, tem infinito poder de organização, está plenamente desperto, faz correlação infinita com tudo, mostra perfeita organização, tem infinito dinamismo, tem criatividade infinita, é campo de puro conhecimento, é ilimitado, está em perfeito equilíbrio, tem auto-suficiência, é o campo de todas as possibilidades, é campo de infinito silêncio, é harmonizador, é evolutivo, tem auto-referência, tem invencibilidade, tem imortalidade, é manifesto, é nutriente, é integrador, tem simplicidade, é purificador, é campo de total liberdade, é campo de bem-aventurança (amor).
Para criar a prosperidade precisamos apenas ter conhecimento dos passos para chegar a ela, só ter essa consciência , sem esforço ou tensão para praticá-la racionalmente.
- Partir da fonte, atuar no campo de todas as possibilidades, o absoluto.
- Ser sempre melhor, querer o melhor.
- Ter desprendimento e caridade.
- Respeitar a oferta e a procura. Pensar: como posso servir?
- Esperar o melhor.
- A semente do sucesso no fracasso, sempre o aperfeiçoamento.
- Entender a manifestação dos desejos. Saber que se deve entrar no campo; afirmar a intenção, a meta de forma clara; desligar-se do objetivo e deixar o universo agir nos detalhes para concretizar o desejo.
- Querer felicidade para todos.
- Ter decisão e intenção.
- Não julgar. Estar no vão entre os pensamentos.
- Usar o poder organizador do conhecimento, ter nova percepção.
- Ter amor e buscar o luxo.
- Motivar os outros.
- Afastar a negatividade, pular para outro pensamento.
- Aceitar as polaridades, a coexistência dos opostos, para se permitir a criatividade, silenciando o diálogo interior.
- Saber qual o nosso propósito na vida (dharma).
- Questionar os dogmas, ideologias, autoridades externas, sair do condicionamento social, ouvir a si mesmo.
- Saber dar e receber não só coisas materiais.
- Fazer a riqueza circular.
- Praticar a transcendência e atemporalidade (fazer contato com o eu interior, estar no vão, ouvir a intuição, não pensar, sentir).
- Consciência da unidade por trás da diversidade, tudo ligado em teia.
- Prestar atenção aos valores, evitando o caos e a confusão.
- Ter riqueza sem a preocupação com ela.
- Ter gratidão pelo que já tem.
- Ter o vigor juvenil, identificar-se com o eu interior.
- Ter gosto pela vida, estar no momento presente e saber que tudo é perfeito.
Em essência, este livro mostra como a atenção faz com que algo se materialize no campo da realidade espaço-tempo a partir de um evento no campo das possibilidades. Tudo a que damos atenção cresce. A partir de um pensamento (onda) surge um neuropeptídio (matéria) em nosso próprio corpo. Assim embaixo conforme em cima. Mostra como podemos fazer mágica, isto é, transformar o invisível no visível, já que tudo no universo é inteligência. O campo das possibilidades é a porção divina que existe em todos nós. Se atuamos nesse campo, isto é, se nos voltamos para dentro e nos conectamos com a luz, com o Deus em nós, somos capazes de tudo. As qualidades desse campo são: é o potencial das leis naturais, tem infinito poder de organização, está plenamente desperto, faz correlação infinita com tudo, mostra perfeita organização, tem infinito dinamismo, tem criatividade infinita, é campo de puro conhecimento, é ilimitado, está em perfeito equilíbrio, tem auto-suficiência, é o campo de todas as possibilidades, é campo de infinito silêncio, é harmonizador, é evolutivo, tem auto-referência, tem invencibilidade, tem imortalidade, é manifesto, é nutriente, é integrador, tem simplicidade, é purificador, é campo de total liberdade, é campo de bem-aventurança (amor).
Para criar a prosperidade precisamos apenas ter conhecimento dos passos para chegar a ela, só ter essa consciência , sem esforço ou tensão para praticá-la racionalmente.
- Partir da fonte, atuar no campo de todas as possibilidades, o absoluto.
- Ser sempre melhor, querer o melhor.
- Ter desprendimento e caridade.
- Respeitar a oferta e a procura. Pensar: como posso servir?
- Esperar o melhor.
- A semente do sucesso no fracasso, sempre o aperfeiçoamento.
- Entender a manifestação dos desejos. Saber que se deve entrar no campo; afirmar a intenção, a meta de forma clara; desligar-se do objetivo e deixar o universo agir nos detalhes para concretizar o desejo.
- Querer felicidade para todos.
- Ter decisão e intenção.
- Não julgar. Estar no vão entre os pensamentos.
- Usar o poder organizador do conhecimento, ter nova percepção.
- Ter amor e buscar o luxo.
- Motivar os outros.
- Afastar a negatividade, pular para outro pensamento.
- Aceitar as polaridades, a coexistência dos opostos, para se permitir a criatividade, silenciando o diálogo interior.
- Saber qual o nosso propósito na vida (dharma).
- Questionar os dogmas, ideologias, autoridades externas, sair do condicionamento social, ouvir a si mesmo.
- Saber dar e receber não só coisas materiais.
- Fazer a riqueza circular.
- Praticar a transcendência e atemporalidade (fazer contato com o eu interior, estar no vão, ouvir a intuição, não pensar, sentir).
- Consciência da unidade por trás da diversidade, tudo ligado em teia.
- Prestar atenção aos valores, evitando o caos e a confusão.
- Ter riqueza sem a preocupação com ela.
- Ter gratidão pelo que já tem.
- Ter o vigor juvenil, identificar-se com o eu interior.
- Ter gosto pela vida, estar no momento presente e saber que tudo é perfeito.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Charada
Quem conta comigo nunca fraqueja.
Sou eu quem o sustenta na desilusão.
Ando de braços dados com quem confia.
Empresto força aos que não têm pão.
Uma lembrança das crianças de outrora,
Um ser que hoje quase não se vê,
Um inseto em pose de quem ora,
Preciso dizer mais pra quê?
Quem me desconhece se deprime.
Sou o alento quando o pior ocorre.
Afinal não é o que sempre dizem:
Que eu sou a última que morre?
Sou eu quem o sustenta na desilusão.
Ando de braços dados com quem confia.
Empresto força aos que não têm pão.
Uma lembrança das crianças de outrora,
Um ser que hoje quase não se vê,
Um inseto em pose de quem ora,
Preciso dizer mais pra quê?
Quem me desconhece se deprime.
Sou o alento quando o pior ocorre.
Afinal não é o que sempre dizem:
Que eu sou a última que morre?
A Arte de Ser (Aline)
Durante anos, em minha vida, eu convivi com um espírito responsável e altruísta. Sempre afoito com o seu cotidiano, aflito com a tarefa de prover a boa ordem, irrequieto, mas fiel à composição dos painéis, dos vidros, das escamas e das relações.
Eu observava as superfícies reluzentes, as paredes alvas e das mãos muito limpas, extirpada a beleza que é fornecida pelo caos. Eu perscrutei, e não encontrei frestas no ego hermético, empertigado, doce e lúcido.
Mas eis que com o auxílio do temperamento plácido da gradação, o teto da cabana quer ruir. Os muros descobrem a dança, os cômodos se travestem com texturas excêntricas, inventam tessituras, gestam hálitos e sabores coloridos.
As formas geométricas são as primeiras a dobrarem o corredor. O violeta frio nos lampejos, as telas pequenas e tímidas.
E o olhar do espírito se desvia, cria, na matéria e na fantasia, as rotas alternativas, os abismos gélidos e as escarpas sinuosas.
As torrentes de calor e do laranja se apropriam da expressão, em forma de ciranda, de deserto e de travessias tropicais.
Os quadrados se arredondam, se deparam com a perfeição do réprobo. Os pincéis se esgotam com a destreza dos dedos. A inspiração torrencial satura os seus veículos: a caldeira transborda.
Céus, faunas e floras se misturam à noite, aos sóis, à neve e ao marítimo. A espátula constrói naus, passageiros e valsas no convés. As rachaduras despontam com os cães azuis fantasmáticos: as linhagens de cérberos esparsas pelo inconsciente, cada cabeça abocanhando um destino.
A verdejância de pepinos bem americanos dentro de um cândido celeste.
O espírito, talvez, não se reconheça nesse ato. Talvez duvide da realidade das mãos brancas e calejadas.
As tarefas se desmembram e se abrigam no irrisório.
A pulsação é mais vívida. E como comprovação máxima para esse espírito racional e telúrico, o prestidigitador da existência se enlaça à Energia, e a velocidade traz o amor, com seu suporte e sua expansão.
Então nascem olhos luminescentes de Febo nos núcleos das margaridas. E no centro da Terra, as sacerdotisas velam a Deusa-mãe.
Os Xamãs enlaçam o vento e golpeiam a tempestade. Os curandeiros tremem e explodem em lilás.
Eu, um espectador assombrado e atônito, crescendo e assistindo à maturação.
As gargantas profundas abarcam as dores, a entrega e a grandeza do retorno. As Iabás desfalecidas, nas areias, encantam os passantes; fazem feitiços e sopram o pó mágico da transcendência sobre os olhares duros.
O clã dos espíritos também se aquece e se auto-permite. Migra de encontro ao calor. Atravessa túneis e acende lamparinas.
As maçãs cor-de-rosa narram os romances, a tragédia e o final feliz. As pétalas se eximem do engajamento, na unidade da flor. O firmamento afasta as cortinas, e o que se vê é um sistema só de sóis e de luz pura. O ventre da Grande Mãe nutre falos, fantasmas e bolas de fogo. Pavões bebericam, curvados sobre o lago, e nasce o Penacho.
Esse espírito vive dentro de Alba, que espera, pinta, teme, treme e ama. É a noviça que alcançou o desfecho físico do Mundo, e com um pé na terra e outro no nada, tomou a flauta de Hermes e invocou as brumas; entrou na canoa, transpôs as águas e chegou à Ilha, à imensidão do ser.
Eu observava as superfícies reluzentes, as paredes alvas e das mãos muito limpas, extirpada a beleza que é fornecida pelo caos. Eu perscrutei, e não encontrei frestas no ego hermético, empertigado, doce e lúcido.
Mas eis que com o auxílio do temperamento plácido da gradação, o teto da cabana quer ruir. Os muros descobrem a dança, os cômodos se travestem com texturas excêntricas, inventam tessituras, gestam hálitos e sabores coloridos.
As formas geométricas são as primeiras a dobrarem o corredor. O violeta frio nos lampejos, as telas pequenas e tímidas.
E o olhar do espírito se desvia, cria, na matéria e na fantasia, as rotas alternativas, os abismos gélidos e as escarpas sinuosas.
As torrentes de calor e do laranja se apropriam da expressão, em forma de ciranda, de deserto e de travessias tropicais.
Os quadrados se arredondam, se deparam com a perfeição do réprobo. Os pincéis se esgotam com a destreza dos dedos. A inspiração torrencial satura os seus veículos: a caldeira transborda.
Céus, faunas e floras se misturam à noite, aos sóis, à neve e ao marítimo. A espátula constrói naus, passageiros e valsas no convés. As rachaduras despontam com os cães azuis fantasmáticos: as linhagens de cérberos esparsas pelo inconsciente, cada cabeça abocanhando um destino.
A verdejância de pepinos bem americanos dentro de um cândido celeste.
O espírito, talvez, não se reconheça nesse ato. Talvez duvide da realidade das mãos brancas e calejadas.
As tarefas se desmembram e se abrigam no irrisório.
A pulsação é mais vívida. E como comprovação máxima para esse espírito racional e telúrico, o prestidigitador da existência se enlaça à Energia, e a velocidade traz o amor, com seu suporte e sua expansão.
Então nascem olhos luminescentes de Febo nos núcleos das margaridas. E no centro da Terra, as sacerdotisas velam a Deusa-mãe.
Os Xamãs enlaçam o vento e golpeiam a tempestade. Os curandeiros tremem e explodem em lilás.
Eu, um espectador assombrado e atônito, crescendo e assistindo à maturação.
As gargantas profundas abarcam as dores, a entrega e a grandeza do retorno. As Iabás desfalecidas, nas areias, encantam os passantes; fazem feitiços e sopram o pó mágico da transcendência sobre os olhares duros.
O clã dos espíritos também se aquece e se auto-permite. Migra de encontro ao calor. Atravessa túneis e acende lamparinas.
As maçãs cor-de-rosa narram os romances, a tragédia e o final feliz. As pétalas se eximem do engajamento, na unidade da flor. O firmamento afasta as cortinas, e o que se vê é um sistema só de sóis e de luz pura. O ventre da Grande Mãe nutre falos, fantasmas e bolas de fogo. Pavões bebericam, curvados sobre o lago, e nasce o Penacho.
Esse espírito vive dentro de Alba, que espera, pinta, teme, treme e ama. É a noviça que alcançou o desfecho físico do Mundo, e com um pé na terra e outro no nada, tomou a flauta de Hermes e invocou as brumas; entrou na canoa, transpôs as águas e chegou à Ilha, à imensidão do ser.
Radiestesia
Radiestesia Médica Fácil y Práctica - Profesor D’Arbó
A Ciência e a Arte do Pêndulo - Gabriele Blackburn
São dois livros bem interessantes que falam sobre a aplicação da radiestesia na medicina. O primeiro é mais completo, mostrando os vários campos de aplicação dessa ciência, os fundamentos e as técnicas. O segundo enfoca principalmente o uso do pêndulo no diagnóstico e cura. A leitura de ambos nos permite aprender a utilizar a radiestesia e deixa claro que esse trabalho é uma forma de manifestação psíquica onde o pêndulo auxilia a expressar a capacidade sensitiva do radiestesista, através das alterações no seu sistema neuromuscular que vão produzir o movimento do pêndulo.
A Ciência e a Arte do Pêndulo - Gabriele Blackburn
São dois livros bem interessantes que falam sobre a aplicação da radiestesia na medicina. O primeiro é mais completo, mostrando os vários campos de aplicação dessa ciência, os fundamentos e as técnicas. O segundo enfoca principalmente o uso do pêndulo no diagnóstico e cura. A leitura de ambos nos permite aprender a utilizar a radiestesia e deixa claro que esse trabalho é uma forma de manifestação psíquica onde o pêndulo auxilia a expressar a capacidade sensitiva do radiestesista, através das alterações no seu sistema neuromuscular que vão produzir o movimento do pêndulo.
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