domingo, 31 de janeiro de 2010

Somos Todos Um

Que fronteiras pode haver
Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?

O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.


Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de janeiro do Duelos Literários: Fronteiras.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hermógenes

O homem está fugindo.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hermógenes

O homem é o herdeiro do Reino.
Mas a bruxa da ignorância o encantou. E ele sofre porque pensa que é mendigo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hermógenes

Quando o diamante e o carvão, salvos da ilusão em que vivem, descobrirem que, em realidade, um não é mais do que o outro, nem mesmo diferente do outro, pois são a mesma coisa - o carbono - então deixará de existir a injustiça do primeiro contra o segundo e a revolta deste contra aquele.
Quando libertos da ignorância, da estupidez, do erro, da violência, da espoliação, do ódio, da greve, da guerra, da fome, as ruínas, a miséria, o medo... tudo deixará de existir.
Acabará a luta de classe.
Acabará porque acabará a razão de lutar - a ignorância.
É ela que impede que o carvão e o diamante descubram que, em realidade, são ambos o carbono.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Símbolo Perdido

O Símbolo Perdido - Dan Brown
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O autor desenvolve uma trama interessante que envolve o leitor desde o primeiro parágrafo.
Tudo gira em torno da Francomaçonaria e o seu papel na fundação na cidade de Washington, onde ocorre o sequestro de um grão-mestre com a mutilação de sua mão direita que então aparece no Capitólio. A partir daí, o clima é de suspense e um professor de História analisa vários símbolos para desvendar os grandes mistérios que se escondem, segundo o sequestrador que o convocou para desempenhar este papel, naquela cidade. Paralelamente entra em cena a irmã do sequestrado, que é uma cientista que trabalha com noética e demonstra, nas suas pesquisas, a importância do pensamento como algo que tem poder de agir sobre a matéria, podendo ser quantificado. Daí são discutidas as interrelações dos mistérios das antigas civilizações, com as descobertas científicas da física quântica, mostrando que, como anunciado por símbolos presentes em todos os lugares desde tempos imemoriais, a grande mudança esperada para este momento da civilização é a descoberta pelo homem de sua porção divina ao voltar-se para dentro de si mesmo, mudando completamente sua forma de estar no mundo e se relacionar com os semelhantes e o meio ambiente.É uma boa diversão e instrui a quem ainda não conhece estas novidades.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hermógenes

As potencialidades infinitas do Ser Supremo, que nós somos, permanecem abortadas pelas posses, afazeres, doutrinas, partidos, preceitos, preconceitos, vaidades estúpidas, verdades que não o são e que, embora nos retenham na penúria verdadeira e em verdadeira servidão, são por nós defendidas e amplificadas como se nos dessem segurança e paz.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Anticâncer

Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais - David Servan-Schreiber
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O valor deste livro é que, à luz da experiência própria, o autor chama a atenção para a importância de enxergar que o tratamento, tanto do câncer como de qualquer doença crônica, não pode se restringir às medidas tradicionais que só se referem à doença em si, quase sempre ignorando a ação sobre o terreno onde ela se manifesta (o organismo, a individualidade) e a atuação indispensável sobre o meio ambiente que contribui de forma incontentável, muitas vezes superando o papel da predisposição genética. Além disso, mostra como medidas possíveis, embora algumas vezes, à primeira vista, pareçam trabalhosas, podem atuar de forma preventiva melhorando a saúde de maneira geral e sempre contribuindo de forma decisiva para a eficiência do tratamento convencional.
Ele, como médico tradicional, psiquiatra e neurocientista, vence o preconceito por força da necessidade, expande a sua consciência e se permite analisar as terapias alternativas com a visão aberta e curiosa que devia ser a do verdadeiro cientista e testá-las em si mesmo, buscando sempre a explicação científica para abordagens clássicas que resistiram ao tempo, presentes nas medicinas chinesa, tibetana e indiana. Seu mérito é investigar, analisar e somente rejeitar ou aceitar depois de conhecer e se aprofundar, ao invés de fazer como a maioria dos pseudocientistas que nos cercam e que, sem ao menos se darem ao trabalho de conhecer, repudiam e desaconselham por puro preconceito, contribuindo para manter a ignorância geral e privar seus pacientes de oportunidades de melhorarem sua saúde, ampliarem suas consciências, ainda que, apesar disso, possam morrer, aliás, como todos nós iremos morrer um dia.
Ele mostra que as medidas para melhorar a saúde devem ser múltiplas e concomitantes com atuações sobre a alimentação, as atividades físicas e a emoção, promovendo uma verdadeira transformação em si, além de simplesmente serem tratados só com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Leitura indispensável nos dias de hoje, para todos que querem viver melhor.

PS - Amigos, não deixem de ler este livro por medo do título, já que ele traz, numa linguagem bem acessível, medidas fáceis de serem seguidas com um convite tentador para todos que quiserem modificar hábitos e passar a viver de acordo com sua própria natureza, libertando-se de restrições sofridas ao longo de suas vidas, muitas vezes não percebidas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estou Lendo...

Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais, de David Servan-Schreiber.

Consciência

Sou independente por natureza.
Nunca suportei que me dissessem por onde devia ir.
A não ser a percepção do erro que, inevitavelmente, corrige a minha rota.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quanta Energia

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De onde será que vem tanta disposição?
De onde retira tanta alegria?
Como pode ter energia para realizar tantas coisas ao mesmo tempo?

Ela esbanja vontade de fazer as coisas e contentamento enquanto trabalha. É que seu combustível é inesgotável, ele vem direto da fonte. Ela está conectada ao reservatório do Universo, se alinha, está ligada ao Todo.

Consegue isto porque está voltada para o seu interior e sabe bem o que veio fazer nesta vida. Ela é a grande doadora. Fica feliz ao proporcionar alguma coisa para os outros.

E foi sempre assim: um sorriso largo oferecido indiscriminadamente; as mãozinhas abertas, indo em direção às pessoas, desde a infância, com expressão de felicidade. A mesma felicidade que irradiava ao entregar presentes em enormes embrulhos de papéis coloridos e laços de fitas pra tanta gente, inventando motivos para oferecê-los.

Continua assim quando se manifesta com sorrisos, gentilezas, ajudas, trabalhos, palavras de incentivo, cuidados, abraços e carinhos que são fartamente distribuídos hoje.

Dessa forma, sua força aumenta a cada dia, já que sua energia se renova e sua aura brilha mais.
Que seu brilho aumente a cada ano.
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FELIZ ANIVERSÁRIO! BEIJO.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Desperdício de Energia

Hoje, ao passar por várias academias de ginástica, me ocorreu que o que acontece ali é uma tremenda perda de energia e um comportamento antiecológico generalizado. E, pensando em termos da nova realidade planetária, é um contrassenso tanta gente passar tantas horas queimando energia sem produzir outra coisa que não suor.
Não que eu seja contra exercícios físicos, muito pelo contrário. Mas é que todo o esforço que é feito nesses locais, que faz tanto bem à saúde, bem que podia de quebra trazer benefício a outras pessoas também.
Ao pensar dessa forma, imediatamente me pus a delirar. Imaginei como seria interessante que as pessoas que malham depois do horário de trabalho, fizessem esta atividade, por exemplo, numa frente de trabalho voluntário na construção civil. No fim de algum tempo, elas teriam o imenso prazer de ver antigos desabrigados ocupando moradias construídas com sua participação. Outras, queimariam calorias à beira de um fogão numa cozinha onde seriam preparadas refeições comunitárias. Quem gostasse de se exercitar ao ar livre poderia correr atrás de pimpolhos numa creche para filhos de mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. E as caminhadas poderiam ser feitas todas as manhãs, acompanhando pessoas da terceira idade que estão jogadas em asilos e passam semanas inteiras sem interagir com ninguém. Parece bem simples, mas sei que é difícil acontecer.
É que nós estamos cada vez mais obsessivos e essas opções são formas mais criativas de usar a energia.
Então, eu temo que continuarei a passar por salas envidraçadas cheia de gente solitária com fones de ouvido, correndo atrás de nada ou não sei do quê, fazendo movimentos repetitivos, sem um mínimo de consciência corporal, aguardando talvez um momento de azaração pra quebrar uma rotina insípida e vazia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Haikais

Preto lascado
Não irá pra panela
Mesmo sendo bom

Não só na mesa
Aparência vale mais
Que qualidade