No Rio de Janeiro
Já não dá para viver.
Vou trabalhar. Eu volto?
Certeza não posso ter.
E dentro de um coletivo
Que sempre lotado está
Eu posso ser metralhado
Ou rezar pra me salvar.
Sendo assim nunca se sabe
Se vai ter provocação
De algum desavisado...
E começar a confusão.
Agora então, no verão,
E perto do carnaval
O desequilíbrio se instala
Sobretudo na geral.
Há que se ter cuidado
E anjo da guarda de plantão:
O desvario anda solto
E acaba em arrastão.
É tanta selvageria
Presente aqui e acolá
Que está me dando agonia
Sair pra qualquer lugar.
A bandidagem está solta,
Impune ditando a lei
E o povo, já tão sofrido,
Nunca consegue ter vez.
Conviver com o perigo
Tão amiúde não faz mal?
Abre o olho, meu amigo,
Um dia pode ser fatal.
CESURA PARA CENSURA - por - KBÇAPOETA
-
Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?
Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imagi...
Nenhum comentário:
Postar um comentário