sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Hermógenes

Tenho encontrado homens e mulheres que orgulhosamente proclamam a liberdade de serem escravos de seus vícios.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Hermógenes

Em busca de boas definições, encontrei uma que acho exatíssima:
- Potentado é um tolo que vive pelo pó tentado.
Concorda?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hermógenes

Aí está a normalidade que recuso ser.
Aí está a massificação que não aceito para poder ser aceito.
Aí está um mundo normal no qual prefiro, mesmo em troca de sofrimento, conservar-me anormal.
Aí estão as compensações, vitórias, seguranças que não busco... para, desse modo, poder continuar fora do rebanho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hermógenes

Dois ignorantes se encontram e não tardam em se agredir.
Dois sábios se encontram e logo se abraçam.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hermógenes

Os condutores de que o mundo precisa raramente aparecem. Surgem como estrelinhas faiscantes, mas em geral ficam anônimos, quando não perseguidos, anulados, esmagados pela mediocridade dominante.
Alguns desses raros seres nem sequer saem da humildade em que nasceram.
O mundo não os entende. E muito menos lhes atende.
O mundo prefere continuar seu viver sofrido, entre choques de doutrinas, nacionalismos adversários, facciosismos conflitantes, impérios que crescem esmagando e fazendo injustiça, instalando a exploração, despertando ódios, derramando sangue... E tudo em proveito de mentirosas e efêmeras hegemonias.
Os gênios que poderiam conduzir o mundo à Paz continuam estrelinhas anônimas, ignoradas, isoladas, inacessíveis.
São estrelinhas num rasgo de céu em noite tempestuosa pejada de negros nimbos da violência e da ignorância.
Quando teremos nós, os homens, um céu todo estrelado?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Somos Todos Um

Que fronteiras pode haver
Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?

O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.


Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de janeiro do Duelos Literários: Fronteiras.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hermógenes

O homem está fugindo.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hermógenes

O homem é o herdeiro do Reino.
Mas a bruxa da ignorância o encantou. E ele sofre porque pensa que é mendigo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hermógenes

Quando o diamante e o carvão, salvos da ilusão em que vivem, descobrirem que, em realidade, um não é mais do que o outro, nem mesmo diferente do outro, pois são a mesma coisa - o carbono - então deixará de existir a injustiça do primeiro contra o segundo e a revolta deste contra aquele.
Quando libertos da ignorância, da estupidez, do erro, da violência, da espoliação, do ódio, da greve, da guerra, da fome, as ruínas, a miséria, o medo... tudo deixará de existir.
Acabará a luta de classe.
Acabará porque acabará a razão de lutar - a ignorância.
É ela que impede que o carvão e o diamante descubram que, em realidade, são ambos o carbono.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Símbolo Perdido

O Símbolo Perdido - Dan Brown
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O autor desenvolve uma trama interessante que envolve o leitor desde o primeiro parágrafo.
Tudo gira em torno da Francomaçonaria e o seu papel na fundação na cidade de Washington, onde ocorre o sequestro de um grão-mestre com a mutilação de sua mão direita que então aparece no Capitólio. A partir daí, o clima é de suspense e um professor de História analisa vários símbolos para desvendar os grandes mistérios que se escondem, segundo o sequestrador que o convocou para desempenhar este papel, naquela cidade. Paralelamente entra em cena a irmã do sequestrado, que é uma cientista que trabalha com noética e demonstra, nas suas pesquisas, a importância do pensamento como algo que tem poder de agir sobre a matéria, podendo ser quantificado. Daí são discutidas as interrelações dos mistérios das antigas civilizações, com as descobertas científicas da física quântica, mostrando que, como anunciado por símbolos presentes em todos os lugares desde tempos imemoriais, a grande mudança esperada para este momento da civilização é a descoberta pelo homem de sua porção divina ao voltar-se para dentro de si mesmo, mudando completamente sua forma de estar no mundo e se relacionar com os semelhantes e o meio ambiente.É uma boa diversão e instrui a quem ainda não conhece estas novidades.