O que faz alguém exigir que todos parem como estátuas, rendendo a respiração, acrescentando um quantum de estresse ao seu dia à sua passagem?
O que existe dentro deste ser ignóbil que pensa estar acima de seus semelhantes?
O que se esconde no recôndito desta mente torpe com delírios de grandeza?
Que pequenez expressa este ser quando, ao invés de tentar estar à altura do cargo que ocupa, se locupleta com atos de sadismo gratuitos e tão cotidianos?
Por que até agora, dentro de um local que se rotula como hospital, ninguém ousou fazer e assumir um diagnóstico de psicopatia?
Até quando ter que conviver com psicopatas no poder?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nos Trilhos da Esperança
Lá vai o trem todo dia,
Carrega vidas que insistem em viver...
Leva ao trabalho que rende tão pouco,
Leva quem procura trabalho pra fazer.
Trem descendo, trem subindo,
Trem repleto de sofreguidão.
Trem teimoso e o desalento
Estampado em cada estação.
São mulheres, maltrapilhos, meninos pedindo pão.
Homens fortes, ignorantes; outros com alguma instrução.
Muitos sonham olhando a paisagem...
Outros deixam escorrer só indignação
Por esta vida de desencantos na lida
Sem oportunidade de um futuro são.
Vagões apinhados descem nas manhãs.
Outros entupidos de gente, à noite sobem.
No vaivém de vidas sofridas, exauridas,
Que, contudo, ainda com fios de esperança tecem.
Tecem projetos, se seguram nos vagões.
Tecem memórias, guardam suas tristezas e desilusões.
Tecem a história de vidas de superação.
Tecem a certeza de que dias melhores virão.
Carrega vidas que insistem em viver...
Leva ao trabalho que rende tão pouco,
Leva quem procura trabalho pra fazer.
Trem descendo, trem subindo,
Trem repleto de sofreguidão.
Trem teimoso e o desalento
Estampado em cada estação.
São mulheres, maltrapilhos, meninos pedindo pão.
Homens fortes, ignorantes; outros com alguma instrução.
Muitos sonham olhando a paisagem...
Outros deixam escorrer só indignação
Por esta vida de desencantos na lida
Sem oportunidade de um futuro são.
Vagões apinhados descem nas manhãs.
Outros entupidos de gente, à noite sobem.
No vaivém de vidas sofridas, exauridas,
Que, contudo, ainda com fios de esperança tecem.
Tecem projetos, se seguram nos vagões.
Tecem memórias, guardam suas tristezas e desilusões.
Tecem a história de vidas de superação.
Tecem a certeza de que dias melhores virão.
domingo, 5 de julho de 2009
Caindo em Si
Sol a pino, meio-dia
Os miolos cozinhando, tonteio
Caio no meio-fio, sozinha
Roda tudo, enjoo e desnorteio.
No chão me sinto melhor,
Era tudo o que eu queria:
Parar por um só instante,
Ficar quieta, em minha companhia.
Mas logo vem o alvoroço,
Chegam curiosos de todo lugar,
Melhor eu estaria num calabouço
Que cercada pela multidão a tagarelar.
Minha cabeça outra vez volta a doer,
Só queria um momento de descanso.
Mas, caindo sob o peso do mundo a me corroer
Constato que ceder não deixa de causar espanto.
Os miolos cozinhando, tonteio
Caio no meio-fio, sozinha
Roda tudo, enjoo e desnorteio.
No chão me sinto melhor,
Era tudo o que eu queria:
Parar por um só instante,
Ficar quieta, em minha companhia.
Mas logo vem o alvoroço,
Chegam curiosos de todo lugar,
Melhor eu estaria num calabouço
Que cercada pela multidão a tagarelar.
Minha cabeça outra vez volta a doer,
Só queria um momento de descanso.
Mas, caindo sob o peso do mundo a me corroer
Constato que ceder não deixa de causar espanto.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Macacos me Mordam
Sei que o mundo anda cada vez mais louco,
Macacos me mordam se não for proposital...
O caos, a destruição são só mais um motivo
Para o reencontro com a alma e coisa e tal.
A aparente degradação do ser humano,
Macacos me mordam se não for idéia genial,
Para instaurar um novo tempo nesse universo,
Mudança de paradigma ou então vai tudo mal...
Macacos me mordam se não for verdade,
Que agora é o numinoso que vai reinar,
A supremacia do feminino, nova realidade,
Harmonia, cooperação, respeito, amor estão no ar.
Macacos me mordam se não for proposital...
O caos, a destruição são só mais um motivo
Para o reencontro com a alma e coisa e tal.
A aparente degradação do ser humano,
Macacos me mordam se não for idéia genial,
Para instaurar um novo tempo nesse universo,
Mudança de paradigma ou então vai tudo mal...
Macacos me mordam se não for verdade,
Que agora é o numinoso que vai reinar,
A supremacia do feminino, nova realidade,
Harmonia, cooperação, respeito, amor estão no ar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Gente Miúda
Quando eles chegam tudo em volta brilha.
É algazarra, brincadeira, festa e liberdade.
Não se pode ter sossego, muito menos tristeza.
Ter criança perto deixa sempre saudade.
Muito eles têm pra ensinar aos adultos,
Tão acostumados às vivências importantes.
Mas nada nesse mundo é mais fecundo
Que o que gera a convivência com os infantes.
Porém o aprendizado depende de atitude.
Acompanhar as crianças convida à mudança,
A gente deve se soltar, deixar que tudo mude...
Fazer bagunça, rir à toa e entrar na dança.
É algazarra, brincadeira, festa e liberdade.
Não se pode ter sossego, muito menos tristeza.
Ter criança perto deixa sempre saudade.
Muito eles têm pra ensinar aos adultos,
Tão acostumados às vivências importantes.
Mas nada nesse mundo é mais fecundo
Que o que gera a convivência com os infantes.
Porém o aprendizado depende de atitude.
Acompanhar as crianças convida à mudança,
A gente deve se soltar, deixar que tudo mude...
Fazer bagunça, rir à toa e entrar na dança.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Viagem nas Cores
Viajar nas cores é deixar a imaginação levar você por caminhos inesperados, tortuosos, promissores e sempre gratificantes.
É ampliar sua visão, permitir que ela se estenda para além do que é evidente.
Tentar enxergar o que está por trás é uma necessidade nos tempos atuais. Se o concreto não preenche suas lacunas, se tantas vezes o assusta, tente ver por outro ângulo.
Continuar a viver mantendo a esperança, única possibilidade existente para termos paz, só depende da transformação que pode ser efetuada em cada um de nós, se assim quisermos.
É sempre possível melhorar e resgatar os valores que parecem irremediavelmente perdidos, desde que consigamos ampliar a consciência e desenvolver a flexibilidade. Devemos então estar abertos para as mudanças e sermos rápidos nesse processo de adaptação à nova realidade.
A pintura abstrata traz um universo de cores que se misturam e compõem imagens que podem ser concebidas por cada observador, segundo o seu ponto de vista.
Assim, a proposta de viajar nas cores é exercitar a capacidade de desenhar a paisagem do caminho que você fará ao caminhar, com as cores que se permitir combinar, enxergando novas possibilidades em tudo o que viver. Ou seja, é treinar desenvolver a habilidade de criar a sua própria realidade, de acordo com os seus pensamentos e sentimentos.
Ter uma boa viagem só depende de você.
É ampliar sua visão, permitir que ela se estenda para além do que é evidente.
Tentar enxergar o que está por trás é uma necessidade nos tempos atuais. Se o concreto não preenche suas lacunas, se tantas vezes o assusta, tente ver por outro ângulo.
Continuar a viver mantendo a esperança, única possibilidade existente para termos paz, só depende da transformação que pode ser efetuada em cada um de nós, se assim quisermos.
É sempre possível melhorar e resgatar os valores que parecem irremediavelmente perdidos, desde que consigamos ampliar a consciência e desenvolver a flexibilidade. Devemos então estar abertos para as mudanças e sermos rápidos nesse processo de adaptação à nova realidade.
A pintura abstrata traz um universo de cores que se misturam e compõem imagens que podem ser concebidas por cada observador, segundo o seu ponto de vista.
Assim, a proposta de viajar nas cores é exercitar a capacidade de desenhar a paisagem do caminho que você fará ao caminhar, com as cores que se permitir combinar, enxergando novas possibilidades em tudo o que viver. Ou seja, é treinar desenvolver a habilidade de criar a sua própria realidade, de acordo com os seus pensamentos e sentimentos.
Ter uma boa viagem só depende de você.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Contradição
Quando você se foi, de tão grande a dor, pensei que fosse arrebentar. Meu peito doeu quando seu espírito deixou o corpo e me senti completamente esvaziada e perdida. Estava em choque. Não conseguia acreditar.
Desde a semana anterior à sua morte, eu sabia que ia acontecer e imaginava como seria. Mas, na hora, foi algo totalmente novo e inesperado. Precisei então tomar as providências cabíveis e ao mesmo tempo queria estar ao seu lado, ao lado daquele corpo de quem eu já cuidava há tanto tempo e com tanto zelo. Seguiu-se uma espera de incalculável tempo, arrumei sua roupa, seu corpo foi guardado e enfeitado de flores coloridas que eu dispus misturando com outras de pétalas brancas, como que pintando um quadro, como tantas vezes eu fiz com as tintas pra depois mostrá-lo e você me dizer que gostava que fosse bem colorido, usando muito vermelho, amarelo, azul, verde, rosa etc. etc. No dia seguinte, lhe fiz todas as homenagens que consegui fazer, algumas secretamente, que só eu poderia entender e me amparei como pude, para suportar a dura realidade, a sua falta.
Seguiram-se outros acontecimentos dolorosos na família que tentavam ocupar minha mente e minhas horas, talvez na tentativa da Vida de me desviar da minha própria dor. Cuidados necessários a outras pessoas me impediram de assistir à sua missa de sétimo dia, algo totalmente inusitado e extremamente doloroso para mim, mas que me ensinou na prática a me desdobrar, estando ao mesmo tempo em dois lugares: naquele onde eu era necessária em corpo e no outro, mentalmente, onde meu coração desejava. Assim, fiz tudo que devia fazer, embora emocionalmente estivesse paralisada pela dor da sua morte.
Chorei o quanto pude, sozinha. A pior dor foi a da primeira noite sem você, uma dor visceral que me causou frio extremo e me corroeu por dentro.
Então percebi que devia sobreviver, que tinha que desarrumar a casa e tratei para que não houvesse uma desestruturação maior da família. Agi como você agiria, fiz da melhor forma que consegui. Tudo se harmonizou na medida do possível considerando-se que era a perda da matriarca, em torno da qual tudo e todos giravam.
Aí, aos poucos, eu fui podendo entrar em contato com a minha própria dor: eu precisava tê-la de volta, não me acostumava à sua ausência nos meus dias e noites. Sofri e chorei e me senti perdida e sozinha, mesmo no meio dos outros que eu amava. Ninguém seria capaz de preencher o seu lugar na minha vida que, entretanto, devia continuar.
Encontrei como saída para enfrentar o sofrimento, escrever para você o quanto fosse necessário. Eu lhe contaria toda falta que você me faz, tudo que fosse acontecendo em minha vida, pediria seus conselhos e orientações como sempre fiz.
O tempo passou, eu melhorei, ainda sofro, choro, meu peito ainda dói, minha garganta aperta quando sinto a vida agora tão diferente e vazia.
Nesse momento, eu me pergunto quem sou se sempre só fui aquela que a seguia e amava com veneração.
E a cada dia tomo contato com uma parte de mim que ainda não conhecia, como se, aos poucos, fosse nascendo, podendo sem você, ser inteiramente. Ser infeliz por tanto amor, por não tê-la junto e porque a vida continua.
Até que fique apenas a saudade que faz companhia na ausência e acalma a dor da perda, trazendo quem se ama para perto outra vez com as lembranças felizes quando for necessário.
.
.
Desde a semana anterior à sua morte, eu sabia que ia acontecer e imaginava como seria. Mas, na hora, foi algo totalmente novo e inesperado. Precisei então tomar as providências cabíveis e ao mesmo tempo queria estar ao seu lado, ao lado daquele corpo de quem eu já cuidava há tanto tempo e com tanto zelo. Seguiu-se uma espera de incalculável tempo, arrumei sua roupa, seu corpo foi guardado e enfeitado de flores coloridas que eu dispus misturando com outras de pétalas brancas, como que pintando um quadro, como tantas vezes eu fiz com as tintas pra depois mostrá-lo e você me dizer que gostava que fosse bem colorido, usando muito vermelho, amarelo, azul, verde, rosa etc. etc. No dia seguinte, lhe fiz todas as homenagens que consegui fazer, algumas secretamente, que só eu poderia entender e me amparei como pude, para suportar a dura realidade, a sua falta.
Seguiram-se outros acontecimentos dolorosos na família que tentavam ocupar minha mente e minhas horas, talvez na tentativa da Vida de me desviar da minha própria dor. Cuidados necessários a outras pessoas me impediram de assistir à sua missa de sétimo dia, algo totalmente inusitado e extremamente doloroso para mim, mas que me ensinou na prática a me desdobrar, estando ao mesmo tempo em dois lugares: naquele onde eu era necessária em corpo e no outro, mentalmente, onde meu coração desejava. Assim, fiz tudo que devia fazer, embora emocionalmente estivesse paralisada pela dor da sua morte.
Chorei o quanto pude, sozinha. A pior dor foi a da primeira noite sem você, uma dor visceral que me causou frio extremo e me corroeu por dentro.
Então percebi que devia sobreviver, que tinha que desarrumar a casa e tratei para que não houvesse uma desestruturação maior da família. Agi como você agiria, fiz da melhor forma que consegui. Tudo se harmonizou na medida do possível considerando-se que era a perda da matriarca, em torno da qual tudo e todos giravam.
Aí, aos poucos, eu fui podendo entrar em contato com a minha própria dor: eu precisava tê-la de volta, não me acostumava à sua ausência nos meus dias e noites. Sofri e chorei e me senti perdida e sozinha, mesmo no meio dos outros que eu amava. Ninguém seria capaz de preencher o seu lugar na minha vida que, entretanto, devia continuar.
Encontrei como saída para enfrentar o sofrimento, escrever para você o quanto fosse necessário. Eu lhe contaria toda falta que você me faz, tudo que fosse acontecendo em minha vida, pediria seus conselhos e orientações como sempre fiz.
O tempo passou, eu melhorei, ainda sofro, choro, meu peito ainda dói, minha garganta aperta quando sinto a vida agora tão diferente e vazia.
Nesse momento, eu me pergunto quem sou se sempre só fui aquela que a seguia e amava com veneração.
E a cada dia tomo contato com uma parte de mim que ainda não conhecia, como se, aos poucos, fosse nascendo, podendo sem você, ser inteiramente. Ser infeliz por tanto amor, por não tê-la junto e porque a vida continua.
Até que fique apenas a saudade que faz companhia na ausência e acalma a dor da perda, trazendo quem se ama para perto outra vez com as lembranças felizes quando for necessário.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de junho do blog Duelos Literários:
A Vida Continua...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Trem da Infância
Trem da minha infância tão feliz
Imaginando sua passagem nos trilhos a sorrir.
Piuí... piuí... piuí... piuí... piuí... piuí...
Na cadência do seu ritmo vinham vagões
Coloridos, levados pela Maria-fumaça imponente
E naquela nuvem que soltava se escondiam
Os personagens da minha fantasia
Bailando no ar, na dança da sequência do trem...
Hoje eu me pergunto:
É o homem que tem o olhar
Ou é o olhar que faz o homem?
Imaginando sua passagem nos trilhos a sorrir.
Piuí... piuí... piuí... piuí... piuí... piuí...
Na cadência do seu ritmo vinham vagões
Coloridos, levados pela Maria-fumaça imponente
E naquela nuvem que soltava se escondiam
Os personagens da minha fantasia
Bailando no ar, na dança da sequência do trem...
Hoje eu me pergunto:
É o homem que tem o olhar
Ou é o olhar que faz o homem?
domingo, 28 de junho de 2009
De Amor em AMOR
Aurora de sóis escaldantes
Espargindo vermelho-alaranjado no horizonte,
Aquecendo a manhã da minha existência
Você chegou eternizando aquele instante...
Inesperada explosão naquela esfera
Prateada e sombria dos meus dias,
Entrou dançando e trazendo alegria
A quem dormitava em interminável espera.
E hoje, passados tantos anos,
Duvido que exista sobre a Terra
Alma que seja só luz e primavera
Como esta que cedeu aos seus encantos.
Sigamos fortalecendo os elos radiantes;
Pelo caminho espalhando flores perfumadas;
Harmonizando, esclarecendo, sendo amparo na jornada
Dos que amamos e de qualquer outro semelhante.
Espargindo vermelho-alaranjado no horizonte,
Aquecendo a manhã da minha existência
Você chegou eternizando aquele instante...
Inesperada explosão naquela esfera
Prateada e sombria dos meus dias,
Entrou dançando e trazendo alegria
A quem dormitava em interminável espera.
E hoje, passados tantos anos,
Duvido que exista sobre a Terra
Alma que seja só luz e primavera
Como esta que cedeu aos seus encantos.
Sigamos fortalecendo os elos radiantes;
Pelo caminho espalhando flores perfumadas;
Harmonizando, esclarecendo, sendo amparo na jornada
Dos que amamos e de qualquer outro semelhante.
sábado, 27 de junho de 2009
Luarormônio
Quando ela reina no céu absoluta,
Enviando seus raios prateados ao mundo,
Traz um quê de assanhamento aos corações.
Deixa no ar , nas pessoas, sentimento profundo.
É ter o sentido aguçado para o outro,
Uma vontade enorme de agarrar,
É o beijo que anda à solta, faminto,
A busca incessante do relacionar.
A cabeça zonzeia , está nas nuvens,
Hipersensibilidade no olhar,
Tudo parece tão imenso e passageiro,
É coisa de arrepiar e endoidar.
Nada faz sentido e, ao mesmo tempo,
É só gravidade no que pintar.
Faz-se tempestade de chuvisco,
Melhor mesmo é deixar passar...
Apesar de toda essa barafunda na mente,
O que se sente, não se pode deletar.
Porque o sentimento, esse é transparente,
Sob os auspícios do astro argênteo no ar.
É lindo olhar no céu quando ela é plena,
Pois explodindo de carinho vou estar,
Só resta encontrar alguém que queira,
Uivar junto, a noite inteira, à beira-mar.
Enviando seus raios prateados ao mundo,
Traz um quê de assanhamento aos corações.
Deixa no ar , nas pessoas, sentimento profundo.
É ter o sentido aguçado para o outro,
Uma vontade enorme de agarrar,
É o beijo que anda à solta, faminto,
A busca incessante do relacionar.
A cabeça zonzeia , está nas nuvens,
Hipersensibilidade no olhar,
Tudo parece tão imenso e passageiro,
É coisa de arrepiar e endoidar.
Nada faz sentido e, ao mesmo tempo,
É só gravidade no que pintar.
Faz-se tempestade de chuvisco,
Melhor mesmo é deixar passar...
Apesar de toda essa barafunda na mente,
O que se sente, não se pode deletar.
Porque o sentimento, esse é transparente,
Sob os auspícios do astro argênteo no ar.
É lindo olhar no céu quando ela é plena,
Pois explodindo de carinho vou estar,
Só resta encontrar alguém que queira,
Uivar junto, a noite inteira, à beira-mar.
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