Sobressair em meio aos experts
É como lançar areia no deserto
E brilhar sob intensa luz.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Reflexão
Domingo, um dia em que geralmente os pais que trabalham fora podem estar junto de seus filhos, é um dia feliz para aqueles filhos que têm a sorte de possuir pais normais e bons.
Ontem os telejornais mostravam a babá acusada de tentar afogar o menino do qual era encarregada de cuidar e a menina austríaca que morreu vitimada por agressões da tia responsável por ela e por um irmão mais velho.
Estes crimes hediondos se repetem e faço a seguinte reflexão: domingo pode ser um dia de agradecer, pedir bênçãos, proteção, incentivo e sorte para aquelas babás, cuidadores, médicos, professores, funcionários de estabelecimento de ensino, saúde e creches que, na ausência dos pais tomam conta dos seus filhos com responsabilidade, carinho, paciência e, sobretudo, alegria.
Ontem os telejornais mostravam a babá acusada de tentar afogar o menino do qual era encarregada de cuidar e a menina austríaca que morreu vitimada por agressões da tia responsável por ela e por um irmão mais velho.
Estes crimes hediondos se repetem e faço a seguinte reflexão: domingo pode ser um dia de agradecer, pedir bênçãos, proteção, incentivo e sorte para aquelas babás, cuidadores, médicos, professores, funcionários de estabelecimento de ensino, saúde e creches que, na ausência dos pais tomam conta dos seus filhos com responsabilidade, carinho, paciência e, sobretudo, alegria.
Urubus
Manhã fria no asfalto...
Corpos enregelados, amontoados
nas calçadas frias e sujas.
Paisagem fria da cidade que acorda.
Trabalhadores rumam para as obras do PAC
em frios uniformes azuis,
robotizados, enganam os estômagos frios
com café quente nos bares das esquinas.
Crianças com blusas cor de laranja,
sonolentas, puxadas pela mão seguem para a LBV
pela longa estrada, atrás de mães disformes,
tentando vencer a sina dos dias duros e frios.
Restos do dia anterior abundam nas calçadas.
Restos humanos dormem no lixo;
fazem fogo perto da caçamba
e fumam guimbas que aquecem,
roubando o último fôlego.
Dois cavalos esquálidos descansam no muro da SUIPA.
No alto do prédio da igreja de crentes,
doze urubus pretos observam, se movimentam
e aguardam, na laje, o banquete.
Nesse recorte da comunidade, com carniça e podridão,
como no Planalto, os abutres agrupados confabulam...
Esperam para devorar o que restará dos homens de bem.
Corpos enregelados, amontoados
nas calçadas frias e sujas.
Paisagem fria da cidade que acorda.
Trabalhadores rumam para as obras do PAC
em frios uniformes azuis,
robotizados, enganam os estômagos frios
com café quente nos bares das esquinas.
Crianças com blusas cor de laranja,
sonolentas, puxadas pela mão seguem para a LBV
pela longa estrada, atrás de mães disformes,
tentando vencer a sina dos dias duros e frios.
Restos do dia anterior abundam nas calçadas.
Restos humanos dormem no lixo;
fazem fogo perto da caçamba
e fumam guimbas que aquecem,
roubando o último fôlego.
Dois cavalos esquálidos descansam no muro da SUIPA.
No alto do prédio da igreja de crentes,
doze urubus pretos observam, se movimentam
e aguardam, na laje, o banquete.
Nesse recorte da comunidade, com carniça e podridão,
como no Planalto, os abutres agrupados confabulam...
Esperam para devorar o que restará dos homens de bem.
sábado, 20 de junho de 2009
Deixei a Vida me Levar
Encontro-me sem energia, sem disposição para estudar, não saio do quarto, a não ser que seja obrigado por alguma tarefa a realizar. Sou um adulto jovem, tenho três filhos e estou desempregado. Refleti demoradamente sobre minha situação atual e percebo que ela é decorrente de anos de escolhas inadequadas. Acho que passei a minha vida me enganando. Sim, porque acreditei que as outras pessoas iriam fazer aquilo que eu esperava delas e isto não aconteceu. Agora eu estou certo de que não nasci para ser um provedor, para dedicar a minha vida a viabilizar a vida de outras pessoas, a possibilitar o desenvolvimento dos filhos. Mas, na verdade, as pessoas não me enganaram, eu é que esperei demais delas. E como eu escolhi fazer o que realmente não queria e não tinha a menor vocação, nada deu certo. Eu me sinto um fracassado. E o pior é que depois de tudo que fiz pelos meus filhos, que hoje já são dois adultos e um adolescente, recebo deles a cobrança por ter deixado de suprir suas necessidades por força das circunstâncias. E tento, desesperadamente, conseguir uma boa colocação no mercado para voltar a corresponder às suas expectativas e de minha esposa, estudando (ou melhor, querendo e não conseguindo estudar) para concursos públicos. Só que não nasci para esta vida, não é o tipo de trabalho que quero fazer, meu sonho está em outro lugar. E, como me empenho por algo que não me motiva, não tenho energia para fazê-lo. Estou em depressão, que se arrasta por muitos meses, depois de muitos anos em que me irritei continuamente e vivi em brigas eternas com minha esposa, que pensa de forma bem diferente de mim. O fato é que tenho agido dentro das expectativas dela. E enquanto ela está realizada com a vida que vem levando, diferente da que me fez acreditar que gostaria de viver ao meu lado, eu sou só frustração. Agora entendo que não posso continuar nesse caminho, porque na verdade, já parei. Preciso fazer mudanças em minha vida, profundas transformações. Estou vivendo, há muitos anos, o que escolheram que eu vivesse, não o que eu próprio escolhi. Estou tão perdido ainda...
Acho que acabei de encontrar um caminho. Sei agora um pouco mais sobre mim mesmo. Falta ainda iniciar a jornada com outro rumo.
Acho que acabei de encontrar um caminho. Sei agora um pouco mais sobre mim mesmo. Falta ainda iniciar a jornada com outro rumo.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Charada
Esta charada foi feita pra criança,
De tão facilzinha que ela é.
Mas se quiser entrar na dança,
É só tentar descobrir o que é.
Eu dou emprego ainda a muita gente.
Há quem não consiga pensar sem mim.
Durante o trabalho, sou motivo para encontros,
Jogar conversa fora, paqueras e afins.
Não sou preconceituoso,
Acompanho coisa à beça.
O fato é que sou tão gostoso...
Por mim, sempre alguém se interessa.
O meu perfume é inconfundível,
Uns seguem até descobrir de onde venho.
Mas tenho múltiplas personalidades,
Me aceitam fraco, forte e posso ser veneno.
Desperto, levanto até os desfalecidos.
Pareço inofensivo, mas posso viciar.
Nesse caso deixo o fulano irritadiço,
Com insônia e tremendo sem parar.
Eu sou aquele que aquece nos dias frios.
Mas também posso ser um preto de amargar.
Depois daquele pileque com estômago vazio,
Só eu mesmo é que consigo lhe acordar.
A minha companhia mais frequente,
Talvez seja meu jeito mais saboroso,
Que na História do Brasil se fez presente,
É com o que a mãe dá de mais precioso.
E aí? Se depois de tanta dica,
Não sabe ainda, é mané.
Então vou mandar a última:
ESSA COISA PRETA RIMA COM CHULÉ.
De tão facilzinha que ela é.
Mas se quiser entrar na dança,
É só tentar descobrir o que é.
Eu dou emprego ainda a muita gente.
Há quem não consiga pensar sem mim.
Durante o trabalho, sou motivo para encontros,
Jogar conversa fora, paqueras e afins.
Não sou preconceituoso,
Acompanho coisa à beça.
O fato é que sou tão gostoso...
Por mim, sempre alguém se interessa.
O meu perfume é inconfundível,
Uns seguem até descobrir de onde venho.
Mas tenho múltiplas personalidades,
Me aceitam fraco, forte e posso ser veneno.
Desperto, levanto até os desfalecidos.
Pareço inofensivo, mas posso viciar.
Nesse caso deixo o fulano irritadiço,
Com insônia e tremendo sem parar.
Eu sou aquele que aquece nos dias frios.
Mas também posso ser um preto de amargar.
Depois daquele pileque com estômago vazio,
Só eu mesmo é que consigo lhe acordar.
A minha companhia mais frequente,
Talvez seja meu jeito mais saboroso,
Que na História do Brasil se fez presente,
É com o que a mãe dá de mais precioso.
E aí? Se depois de tanta dica,
Não sabe ainda, é mané.
Então vou mandar a última:
ESSA COISA PRETA RIMA COM CHULÉ.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Juventude
A juventude traz natural ousadia que só não se constitui em defeito porque as feridas que provoca curamos rápido no início da vida.
Células-tronco
O Vaticano posiciona-se contra o aborto e as pesquisas com células-tronco, afirmando ser pró-vida, ao contrário daqueles que admitem as duas práticas que se intitulam pró-escolha. A Igreja ainda hoje mantém a mesma rigidez que beira a ignorância com pontos de vista cristalizados e restritivos. Em relação ao aborto, há polêmicas infindáveis e cada fileira defende sua opinião com argumentos que para eles são irrefutáveis e acredito que esta contenda se mantenha ainda por muito tempo. Quanto às pesquisas com células-tronco, a posição retrógrada do Vaticano é ainda mais estarrecedora, já que se usam embriões que seriam de qualquer forma desprezados, para estudos que têm como objetivo exatamente a vida. Como pode haver pessoas que se posicionam contra o progresso da ciência? As pesquisas visam melhorar as condições de vida dos homens, curar doenças que dizimam as populações e evitar o envelhecimento precoce. Por isto, penso mesmo que a ignorância é a base desta posição. Mas é aquela ignorância teimosa, absurda, de não querer mesmo ter acesso às informações, porque elas contrariam pontos de vista arraigados e intransponíveis. Penso que tudo deve estar disponível para todos, para que então cada um possa fazer suas escolhas, de acordo com suas necessidades e consciência. É preciso avançar sempre, em todos os setores da vida. Entretanto, entendo que melhorar a saúde não é questão somente de possibilidade de “substituição de peças” do corpo humano. As doenças com falências de órgãos e sistemas e o envelhecimento têm a função de mostrar ao homem os seus limites, a finitude de sua própria vida, para que aprenda a cuidar dela, preservá-la, usufruí-la melhor todos os dias. E a aspiração à imortalidade e a inexistência de doenças constituem um estágio em que o homem só poderá alcançar, na medida em que amplie sua consciência e descubra o seu potencial, a sua espiritualidade e que possa vivê-la plenamente.
Como Traduzo o Credo
Mostra o que é a vida do homem, qual a sua trajetória na experiência de vida material. É preciso crer firmemente em determinados princípios para passar bem por esta vida. Mostra que o homem, assim como Cristo, foi concebido pelo poder da luz (do Espírito Santo), nasceu da Virgem Maria, da mãe terrena e há de padecer porque para evoluir terá que passar por provas que ele mesmo escolheu ou ajudou a escolher para si na hora de descer à Terra. Na hora da dor o homem precisa aceitar a morte, a aniquilação, se entregar à dor até o fim, quando morre e desce à mansão dos mortos, o reino de Hades, que é a forma de aprofundar, de entender o sentido da prova e só então ressuscitar, voltar renovado tendo aprendido e estando apto agora, a julgar os vivos e os mortos, ou seja, não mais será preciso passar pela experiência, já tendo alcançado a iluminação, vivendo em estado de beatitude, escapando da roda de morte/renascimento. No final resume tudo dizendo no que é preciso acreditar: no Espírito Santo (a luz, a parte espiritual, o Absoluto), a Santa Igreja Católica (representa uma religião qualquer que é simplesmente um sistema de crenças, uma forma como cada um vive a sua espiritualidade), a comunhão dos santos (mostra a natureza ilimitada da mente que acontece no estado de meditação), a remissão dos pecados (o valor de aprender com a experiência apagando o pecado e a culpa), a ressurreição da carne (a reencarnação) e a vida eterna (a sobrevivência da consciência à morte).
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Como Traduzo o Pai Nosso
Essa oração nos lembra que para vivermos plenamente a vida material e tirarmos dela o que de valor ela possui, que é a experiência, é preciso estar imbuído da certeza de que estamos numa experiência corpórea, de vida material, mas somos seres espirituais, eternos. Somos centelha do Absoluto. Daí que pedimos que Ele que está no céu venha a nós e também o reino dos céus venha a nós. Isso quer dizer reconhecer a nossa espiritualidade. Se é isso o que fazemos, então temos a aceitação (aceitar que seja feita a vontade de Deus assim na terra como no céu, aceitar as leis naturais). Assim, sabemos que temos que viver o momento presente e não a nostalgia do passado ou a angústia do futuro (o pão nosso de cada dia nos dai hoje). Pedimos que perdoe os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido. Com isso propõe um olhar de relatividade, trocando de lugar com o semelhante para que possa avaliá-lo e perdoá-lo. Fazendo isto, exercitando assim, poderemos esperar que também nossas atitudes sejam dessa forma julgadas por Deus. Perdoar aos outros e a nós próprios, valorizando que o importante é o aprendizado. Virão sempre as escolhas. Se escolhemos bem, acertamos e então mostramos que já sabemos aquilo. Se escolhemos mal, erramos e, caso reconheçamos o erro, também estaremos aprendendo, nos perdoando por ter errado e evoluindo. Pedimos que não nos deixe cair em tentação que é enxergar o mundo material sem considerar que somos seres de luz. O material por si só pode representar o mal, porém se vivido com consciência de que é apenas um campo de experiência para que se manifeste o espiritual, poderá representar o bem. Esta oração é um lembrete para ter a consciência do mundo espiritual durante toda a nossa existência, o que nos mantém no aqui e agora, aumentando o nosso poder pessoal. Também nos incita a exercitar o perdão e nos capacita a escapar das tentações, nos livrando do mal. E quando dizemos “seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”, esperamos aceitar, ter fé, nos entregar ao destino e ao mesmo tempo exercer o nosso livre-arbítrio, aceitando aquilo que não pode ser mudado, mudando o que é possível mudar e tendo a capacidade de discernir entre as duas situações.
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