Tem que ser benévola, porque se fosse aguda, isso talvez me fizesse nunca mais escrever. E eu quero escrever, algum dia talvez. Embora sentindo que se voltar a escrever, será de um modo diferente do meu antigo: diferente em quê? Não me interessa.
Minha autocrítica a certas coisas que escrevo, por exemplo, não importa no caso se boas ou más: mas falta a elas chegar àquele ponto em que a dor se mistura à profunda alegria e a alegria chega a ser dolorosa - pois esse ponto é o aguilhão da vida.
E tantas vezes não consegui o encontro máximo de um ser consigo mesmo, quando com espanto dizemos: “Ah!” Às vezes esse encontro comigo mesmo se consegue através do encontro de um ser com outro ser.
Não, eu não teria vergonha de dizer tão claramente que quero o máximo - e o máximo deve ser atingido e dito com a matemática perfeição da música ouvida e transposta para o profundo arrebatamento que sentimos. Não transposta, pois é a mesma coisa. Deve, eu sei que deve, haver um modo em mim de chegar a isso.
Às vezes sinto que esse modo eu o conseguiria através simplesmente de meu modo de ver, evoluindo. Uma vez senti, no entanto, que seria conseguido através da misericórdia. Não da misericórdia transformada em gentileza de alma. Mas da profunda misericórdia transformada em ação, mesmo que seja a ação das palavras. E assim como “Deus escreve direito por linhas tortas”, através de nossos erros correria o grande amor que seria a misericórdia.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Sobre o que o Duelos Representa para Mim
O Duelos hoje representa um espaço importante onde posso me expressar falando sobre minhas observações do mundo em que vivemos, onde falo sobre minhas experiências de vida, como enxergo as pessoas, sobre o que elas me passam, apresento minhas reflexões sobre o caos urbano, a solidão, a busca crescente pela individualidade, o egoísmo, os fatos que nos causam indignação, a política, a economia, a desigualdade social e tantas outras coisas que diariamente passam pela minha cabeça.
Representa, ainda, a possibilidade de fazer ensaios em prosa e “poesia”, onde me aventuro de forma “irresponsável” nos haikais que, para mim, são um exercício gostoso e descompromissado da síntese do pensamento. Não tenho formação técnica, nunca fui muito chegada à literatura e nem tenho talento especial nesta área. Aproveito para me desculpar com meus eventuais leitores do Duelos por minha descompromissada e despretensiosa forma de escrever, em virtude da frequencia que considero mesmo exagerada dos meus textos (é que é muito bom escrever). Mas me lembro que este espaço, segundo sua descrição no blog, está aberto para amadores que gostam de escrever e que os que os acessam têm sempre a opção de não ler, pulando os textos de autores cujo estilo não os agradar (Felizmente! Isto diminui a minha culpa. rsrs).
Penso que, eventualmente, existam algumas pessoas que aproveitem meus textos para refletir sobre temas polêmicos, que usem as informações que passo e que se referem, principalmente, à minha área de atuação (saúde) e ainda que possam compartilhar de minhas opiniões nada convencionais.
Aproveito este blog, também, para homenagear os amigos e parentes em dias festivos e enviar votos para todos em datas comemorativas.
Visito o Duelos porque ele me presta um serviço importantíssimo (me perdoem, novamente, os eventuais leitores) quando me permite, através dos textos, extravasar minhas dores, dificuldades, questionamentos, exercitar o autoconhecimento escrevendo para mim mesma, partindo do princípio de que escrever é terapêutico.
Mas, representa, principalmente, o espaço onde continuamente aprendo sobre várias coisas e sobre o outro, com os demais autores e, sobretudo, me divirto muito. Adoro participar, tenho total liberdade, me sinto entre amigos.
Representa, ainda, a possibilidade de fazer ensaios em prosa e “poesia”, onde me aventuro de forma “irresponsável” nos haikais que, para mim, são um exercício gostoso e descompromissado da síntese do pensamento. Não tenho formação técnica, nunca fui muito chegada à literatura e nem tenho talento especial nesta área. Aproveito para me desculpar com meus eventuais leitores do Duelos por minha descompromissada e despretensiosa forma de escrever, em virtude da frequencia que considero mesmo exagerada dos meus textos (é que é muito bom escrever). Mas me lembro que este espaço, segundo sua descrição no blog, está aberto para amadores que gostam de escrever e que os que os acessam têm sempre a opção de não ler, pulando os textos de autores cujo estilo não os agradar (Felizmente! Isto diminui a minha culpa. rsrs).
Penso que, eventualmente, existam algumas pessoas que aproveitem meus textos para refletir sobre temas polêmicos, que usem as informações que passo e que se referem, principalmente, à minha área de atuação (saúde) e ainda que possam compartilhar de minhas opiniões nada convencionais.
Aproveito este blog, também, para homenagear os amigos e parentes em dias festivos e enviar votos para todos em datas comemorativas.
Visito o Duelos porque ele me presta um serviço importantíssimo (me perdoem, novamente, os eventuais leitores) quando me permite, através dos textos, extravasar minhas dores, dificuldades, questionamentos, exercitar o autoconhecimento escrevendo para mim mesma, partindo do princípio de que escrever é terapêutico.
Mas, representa, principalmente, o espaço onde continuamente aprendo sobre várias coisas e sobre o outro, com os demais autores e, sobretudo, me divirto muito. Adoro participar, tenho total liberdade, me sinto entre amigos.
Sobre Minha Participação no Duelos
Quando recebi o convite para participar do Duelos, aceitei porque se destinava também a amadores que gostassem de escrever com qualquer estilo, podendo se expressar de várias formas e com liberdade total.
A ideia inicial era que as pessoas escrevessem sobre um mesmo tema (e iam sendo criadas as categorias) para que se tivesse diferentes visões sobre cada um deles. Achei muito interessante e claro que quis participar.
Como trabalho há muitos anos na área de saúde, sempre gostei de escrever e fazia isto de forma terapêutica desde adolescente, com uma frequência maior nas passagens mais difíceis da minha vida, nos momentos de perdas, nas dúvidas, inquietações, desespero mesmo, no meu longo processo de autoconhecimento que se mantém até hoje.
Assim, reunia meus textos numa pastinha que não mostrava a ninguém (cruz credo!).
Quando surgiu o Duelos, fui aos poucos enviando estes textos, de acordo com a minha preferência pessoal, fora da ordem cronológica em que foram escritos.
Depois gostei da experiência, me assanhei e quase esgotei o conteúdo da pastinha, ao mesmo tempo em que, inspirada por outros autores, resolvi escrever outras coisas além de cartas para mim mesma.
Foi assim que misturei textos com informações sobre saúde e testemunhos de fatos que observo no dia a dia na rua, na família, no trabalho. E aí virou um verdadeiro caldeirão, onde muito me agrada exercitar a observação do que é humano, vivências de qualquer um de nós.
Concordo que naquilo que escrevemos deixamos inscrita a nossa essência, ainda que ela assuma diferentes roupagens.
Mas, afinal, não é só através das palavras; de muitas formas, para quem sabe decifrar, nos expomos no dia a dia. Admiro a coragem de quem também faz isto escrevendo.
A ideia inicial era que as pessoas escrevessem sobre um mesmo tema (e iam sendo criadas as categorias) para que se tivesse diferentes visões sobre cada um deles. Achei muito interessante e claro que quis participar.
Como trabalho há muitos anos na área de saúde, sempre gostei de escrever e fazia isto de forma terapêutica desde adolescente, com uma frequência maior nas passagens mais difíceis da minha vida, nos momentos de perdas, nas dúvidas, inquietações, desespero mesmo, no meu longo processo de autoconhecimento que se mantém até hoje.
Assim, reunia meus textos numa pastinha que não mostrava a ninguém (cruz credo!).
Quando surgiu o Duelos, fui aos poucos enviando estes textos, de acordo com a minha preferência pessoal, fora da ordem cronológica em que foram escritos.
Depois gostei da experiência, me assanhei e quase esgotei o conteúdo da pastinha, ao mesmo tempo em que, inspirada por outros autores, resolvi escrever outras coisas além de cartas para mim mesma.
Foi assim que misturei textos com informações sobre saúde e testemunhos de fatos que observo no dia a dia na rua, na família, no trabalho. E aí virou um verdadeiro caldeirão, onde muito me agrada exercitar a observação do que é humano, vivências de qualquer um de nós.
Concordo que naquilo que escrevemos deixamos inscrita a nossa essência, ainda que ela assuma diferentes roupagens.
Mas, afinal, não é só através das palavras; de muitas formas, para quem sabe decifrar, nos expomos no dia a dia. Admiro a coragem de quem também faz isto escrevendo.
Sobre a Participação de Outros Autores no Duelos
Leio quase diariamente todos os textos que são postados no Duelos, desde sua criação, em 02/12/2008, ainda no Terra. Tenho todo respeito ao fazer isto porque considero um ato de coragem quando cada um expõe sua sensibilidade, suas opiniões, crenças e reflexões livremente, correndo o risco de, às vezes, ser mal interpretado.
Entendo que cada um dos leitores tem afinidades maiores com alguns autores e tenho minhas preferências, embora admire o trabalho de todos. Existem os mais soltos, os mais graves, os profundos, os originalíssimos, os contundentes, os que nos divertem com seu humor afiadíssimo, os autobiográficos, os contadores de histórias e, ainda, os que misturam todas estas habilidades. Estão todos de parabéns: os que atuam com maestria e os amadores e sem qualquer pretensão no campo das letras. Entre estes eu me incluo, aproveitando esta participação para me tornar uma pessoa melhor.
Entendo que cada um dos leitores tem afinidades maiores com alguns autores e tenho minhas preferências, embora admire o trabalho de todos. Existem os mais soltos, os mais graves, os profundos, os originalíssimos, os contundentes, os que nos divertem com seu humor afiadíssimo, os autobiográficos, os contadores de histórias e, ainda, os que misturam todas estas habilidades. Estão todos de parabéns: os que atuam com maestria e os amadores e sem qualquer pretensão no campo das letras. Entre estes eu me incluo, aproveitando esta participação para me tornar uma pessoa melhor.
sábado, 6 de junho de 2009
Charada
Deixo pegadas de sangue na trilha do tempo.
De início sou dor a dilacerar,
Depois um simples lamento.
Justifico a eterna presença do que feneceu.
Pois consolo na perda do amor que morreu.
Teço com os fios das lembranças,
A manta quente que agasalha,
Nos graves momentos de dor
Em que a falta do amor estraçalha
Trazendo o medo da mudança.
Às vezes sou o único remédio
Da relação que já virou tédio,
Porque contra mim não cabe argumento.
É melhor se render,
Quem comanda é o tempo.
Tantas vezes único consolo na terceira idade,
Ainda que isso pareça, da Vida, maldade.
Sou filha da perda e irmã do amor.
Gerada, inevitavelmente, por ela,
Dele, na distância, sou o elo mantenedor.
Atinjo pessoas de qualquer idade,
Pra mim não há limites se é amor de verdade.
Com os fios do tempo teço rede de proteção
Que minora o efeito de cair na realidade
De quem perdeu a razão de sua felicidade.
Sou o mata-borrão pro estrago
Das tintas da morte na tela da vida.
Cicatrizo, se é profunda a ferida,
Inevitável consequência
De uma paixão plenamente vivida.
De início sou dor a dilacerar,
Depois um simples lamento.
Justifico a eterna presença do que feneceu.
Pois consolo na perda do amor que morreu.
Teço com os fios das lembranças,
A manta quente que agasalha,
Nos graves momentos de dor
Em que a falta do amor estraçalha
Trazendo o medo da mudança.
Às vezes sou o único remédio
Da relação que já virou tédio,
Porque contra mim não cabe argumento.
É melhor se render,
Quem comanda é o tempo.
Tantas vezes único consolo na terceira idade,
Ainda que isso pareça, da Vida, maldade.
Sou filha da perda e irmã do amor.
Gerada, inevitavelmente, por ela,
Dele, na distância, sou o elo mantenedor.
Atinjo pessoas de qualquer idade,
Pra mim não há limites se é amor de verdade.
Com os fios do tempo teço rede de proteção
Que minora o efeito de cair na realidade
De quem perdeu a razão de sua felicidade.
Sou o mata-borrão pro estrago
Das tintas da morte na tela da vida.
Cicatrizo, se é profunda a ferida,
Inevitável consequência
De uma paixão plenamente vivida.
Calar Verdade, Falar Mentira
Expressar o que se pensa realmente sobre determinada coisa nem sempre é simples, exceto para mentes simplórias. Sim, porque é fácil ser fiel à verdade quando se trata de relatar um fato, mas não se vamos opinar sobre alguma coisa. E, mesmo se descrevemos o fato, ainda assim, estaremos dando a nossa visão dele. É fácil dizer exatamente o que se pensa sobre algo, sendo fiel à sua verdade, quando não temos medo de emitir a nossa opinião e não nos importamos com as conseqüências das nossas palavras sobre o interlocutor. Entretanto, se estivermos atentos e formos responsáveis com o que sai da nossa boca, isso será, não raras vezes, bastante melindroso. Assim, a omissão, e mesmo a mentira, poderão ser recursos valiosos para tornar nossa atuação positiva em determinada situação. Nem sempre dizer a verdade a qualquer custo é o mais recomendável, ainda que seja o mais desejável. Mas, se fôssemos crianças para sempre, seria fácil. Só que amadurecemos e isto tem um preço, o de nem sempre poder ser sincero. Claro que para avaliar em cada situação o que deve ser dito de verdade, omitido ou mesmo falseado, deve-se ter ética, discernimento, domínio da situação, consciência. Porque no fundo, isto é manipulação e esta só pode ser bem feita por mentes inteligentes e íntegras. Logo, é perigoso ter esta flexibilidade, correndo-se o risco de ser maquiavélico, um manipulador do mal. É complicado ter esta abertura, é como ser político: ou é alguém suficientemente correto, capaz, ético e faz um ótimo trabalho ou é um imoral, corrupto e se torna um desastre nas suas ações. Numa situação de saúde, por exemplo, nem sempre ser verdadeiro com o paciente é a melhor atitude, podendo ser temerário e até mesmo uma covardia em algumas situações, se o resultado que se deseja é o bem do doente.
O fato é que escolher em cada situação entre a verdade e a mentira é como andar no fio da navalha. Fazer bom uso da mentira é recurso de mente inteligente. E, acrescido a isto, temos que a imaginação constitui um outro perigo, considerando que para mentes fantasiosas, aquilo que é imaginado é para elas, a mais pura verdade. Ou seja, verdade ou mentira é algo complexo em sua avaliação.
O fato é que escolher em cada situação entre a verdade e a mentira é como andar no fio da navalha. Fazer bom uso da mentira é recurso de mente inteligente. E, acrescido a isto, temos que a imaginação constitui um outro perigo, considerando que para mentes fantasiosas, aquilo que é imaginado é para elas, a mais pura verdade. Ou seja, verdade ou mentira é algo complexo em sua avaliação.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Os Homens e Suas Ideias
Homens frequentemente têm ideias.
Mas até que ponto tornam-se responsáveis por elas?
Quantas vezes deixam de fazer o que idealizam?
As ideias fazem os homens crescerem.
Elas são responsáveis pela evolução da humanidade.
Os homens fazem muitas coisas e têm, às vezes, poucas ideias.
Os homens têm muitas ideias e fazem muito pouco com elas.
Os homens são os responsáveis por aquilo que fazem, apesar das suas ideias.
Homens e ideias. O que fazem uns com os outros? São responsáveis?
Mas até que ponto tornam-se responsáveis por elas?
Quantas vezes deixam de fazer o que idealizam?
As ideias fazem os homens crescerem.
Elas são responsáveis pela evolução da humanidade.
Os homens fazem muitas coisas e têm, às vezes, poucas ideias.
Os homens têm muitas ideias e fazem muito pouco com elas.
Os homens são os responsáveis por aquilo que fazem, apesar das suas ideias.
Homens e ideias. O que fazem uns com os outros? São responsáveis?
Perdão
Sinto-me atordoada. Há tempos não saio de casa, exceto para o trabalho, percorrendo os mesmos lugares sempre. Vindo novamente a esse lugar, onde tantas vezes estive no passado, o percebo agora inteiramente diferente. As pessoas me assustam e caminho trêmula por estes corredores de gente que com suas auras esbarram na minha. Não sei se conseguirei voltar para casa sem me sentir tão exaurida, sugada nas minhas energias. Essa praça me traz a sensação de familiaridade, pois há exatos quatro anos, fazia parte do meu dia a dia. Agora, passando por aqui, penso que posso encontrar aquela pessoa que há tanto tempo eu espero ver, para tentar redimir a culpa que ainda sinto, mesmo sabendo que não se justifica. Tenho a impressão de estar perto de reencontrar o elo perdido. Só quero revê-la e tentar remediar, corrigir o que sem intenção eu causei. Parece que estou bem perto dela, embora não consiga encontrá-la. É como se seus radares internos pudessem captar a minha presença e, voluntariamente, fugisse de mim. Mas, talvez não a veja porque apenas sinta que está perto, que seja só a minha vontade a me impressionar. É como algo que ficou inacabado e não sai da nossa mente. Devemos cuidar de resolver na vida, todas as pendências do nosso coração. Mas, se é coração, pressupõe ligação e, consequentemente, outra pessoa envolvida. E aí é que a coisa degenera. Porque nem sempre o que é necessidade para nós atinge o outro da mesma forma. Questões que envolvem outra pessoa acabarão por ter que ser resolvidas dentro de nós mesmos.
A culpa é um entrave desnecessário na vida de qualquer pessoa, que efetivamente, não leva a nada, que só suga a nossa energia, faz doer e turva a mente, nos deixando num estado de estar sem estar ali, sempre, no lugar que se relaciona aos fatos que geraram esse sentimento limitante.
O que importa na verdade, é compreender os fatos, do nosso ponto de vista, vendo então onde acertamos e onde erramos, porque erramos, se naquele momento era só aquela opção que tínhamos ou se podíamos ter agido diferente. Em qualquer dos casos, terá sido o que conseguimos fazer. Devemos aceitar isto e nos perdoar, depois de reconhecer o erro e dessa forma, aprender com ele.
A outra pessoa não precisa nos redimir, ela terá condições de avaliar sozinha a questão e depois do tempo que for necessário para ela, também nos perdoar (ou não) e, principalmente, se perdoar por ter acreditado demais, de acordo com suas fantasias e desejos em relação a nós.
Eis a origem da traição. Na verdade, cada vítima de traição se trai a si próprio, por ter acreditado demais, às vezes seduzida pelo traidor em questão, às vezes pela própria fantasia.
De fato, os nossos acertos serão sempre apenas conosco mesmos.
Assim é que não era necessário para trabalhar esta questão, ter reencontrado aquela pessoa.
Foi tudo apenas impressão motivada pelo desejo de resolver essa culpa pendente e pela volta ao lugar que representava o elo com o passado.
A culpa é um entrave desnecessário na vida de qualquer pessoa, que efetivamente, não leva a nada, que só suga a nossa energia, faz doer e turva a mente, nos deixando num estado de estar sem estar ali, sempre, no lugar que se relaciona aos fatos que geraram esse sentimento limitante.
O que importa na verdade, é compreender os fatos, do nosso ponto de vista, vendo então onde acertamos e onde erramos, porque erramos, se naquele momento era só aquela opção que tínhamos ou se podíamos ter agido diferente. Em qualquer dos casos, terá sido o que conseguimos fazer. Devemos aceitar isto e nos perdoar, depois de reconhecer o erro e dessa forma, aprender com ele.
A outra pessoa não precisa nos redimir, ela terá condições de avaliar sozinha a questão e depois do tempo que for necessário para ela, também nos perdoar (ou não) e, principalmente, se perdoar por ter acreditado demais, de acordo com suas fantasias e desejos em relação a nós.
Eis a origem da traição. Na verdade, cada vítima de traição se trai a si próprio, por ter acreditado demais, às vezes seduzida pelo traidor em questão, às vezes pela própria fantasia.
De fato, os nossos acertos serão sempre apenas conosco mesmos.
Assim é que não era necessário para trabalhar esta questão, ter reencontrado aquela pessoa.
Foi tudo apenas impressão motivada pelo desejo de resolver essa culpa pendente e pela volta ao lugar que representava o elo com o passado.
Tocando em Frente - Almir Sater e Renato Teixeira
Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Contato com o Sagrado
Como anda a nossa relação com o sagrado? O que consideramos sagrado? Ultimamente tem sido imperioso fazer essa conexão. Porque, na verdade, estamos tão esvaziados daquilo que é transcendente que nem conseguimos alcançar esta dimensão do nosso ser. Quando o homem se rendia à natureza, louvava os deuses e ouvia a sua intuição, contava com recursos muito mais poderosos do que toda esta tecnologia que, hoje, algumas vezes lhe cria mais problemas do que facilita a sua vida. Ouso dizer que precisamos resgatar estes valores, viver o espiritual, o místico, o sagrado. Temos que nos dirigir ao ser de luz que realmente somos. Só assim será possível vencer os medos, derrubar as defesas que tanto nos impedem e desabrochar para viver a tão sonhada paz.
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