O vendaval a destruir as casas não deixa ver a calma imperturbável reinante no cosmo.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Hermógenes
De tanto temer a
tempestade agitando os vagalhões, os iludidos - pobre cegos - não conseguem
imaginar a grande paz do fundo do mar.
O vendaval a destruir as casas não deixa ver a calma imperturbável reinante no cosmo.
O vendaval a destruir as casas não deixa ver a calma imperturbável reinante no cosmo.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hermógenes
A única dor verdadeira - eu.
Apenas um verdadeiro mal - eu.
Só uma cruz eu vejo - eu.
A mais desgraçada de todas as distâncias - eu.
Não há outra doença senão - eu.
Quem usurpa minha essência? - eu.
Fragilidade, conflito, neurose são - eu.
Os grilhões que limitam são feitos de - eu.
Apenas um verdadeiro mal - eu.
Só uma cruz eu vejo - eu.
A mais desgraçada de todas as distâncias - eu.
Não há outra doença senão - eu.
Quem usurpa minha essência? - eu.
Fragilidade, conflito, neurose são - eu.
Os grilhões que limitam são feitos de - eu.
Mas, o que mais admiro, a
quem mais sirvo, alimento e defendo, ainda, infelizmente, é - meu eu.
Este é o drama de todos
os homens.domingo, 31 de março de 2013
Feliz Páscoa
Chega
a Páscoa e, nos dias que a antecedem, encontro, pela rua, muitas crianças com
seus rostinhos rosados, depois de tantas brincadeiras, vestidas de coelhos, com
aquelas grandes orelhas e bigodes pintados na cara.
E
o que fazem os coelhos da Páscoa, além de esconderem os ovos para a satisfação
das crianças, cuja missão, a partir daí, será procurá-los e a recompensa,
descobrir os mistérios escondidos em cada um e poder desfrutar da sua doçura,
enquanto sujam de chocolate os mesmos rostos antes mascarados de coelhos.
Penso
então que, a cada ano, a Páscoa simboliza a oportunidade do renascimento de
cada um de nós, o que não deixa de ser a possibilidade de estarmos abertos à
transformação. Se a vida é o palco onde se desenrola a nossa evolução, esse
período nos aproxima do objetivo maior de nossas vidas.
Mas,
o que será que nos impede de renascer, de mudar, de nos tornarmos melhores para
nós mesmos e, conseqüentemente para os outros?
Quando
se trata de analogia, nada é por acaso nos contos, lendas, mitos através dos
tempos. Por que então, o animal que simboliza a Páscoa é o coelho? Há muitas
explicações, a principal relacionada à grande fertilidade desses animais.
Entretanto, na mitologia dos índios norte-americanos, o coelho representa o
medo.
Encontro
dessa forma, a resposta para a dificuldade que muitos de nós apresentam no
caminho da transformação. É o medo que nos restringe e, às vezes até nos
impede, sobretudo o medo do novo, daquilo que ainda não experimentamos.
E,
como nada permanece para sempre, o segredo da felicidade está em aceitar as
possibilidades contidas em cada momento que a Vida nos oferece e fazer a melhor
escolha possível em cada situação.
Aí,
eu embarco no fluxo dessa história e desejo que cada um de nós busque no fundo
de si mesmo, qual o tipo de medo (aquela sua dimensão relacionada ao coelho)
que o está impedindo de se abrir para algo novo, um novo tempo, o renascimento
de algum aspecto da sua vida, seja no terreno pessoal, de relacionamento ou no
campo espiritual e tente lidar com ele de frente e conseguir ultrapassá-lo.
Travestidos
de coelhos, lidando com cada medo que escondeu um ovo importante no curso de
nossa vida, metaforicamente poderemos experimentar a alegria de voltarmos ser
crianças inocentes que, avidamente, procuram os ovos escondidos pelos coelhos e
podem assim se deliciar com a descoberta do que o ovo contém e se lambuzar com
a sua doçura.
Afinal,
a vida pode ser doce para quem supera os seus medos e ousa ir, em busca dos
seus desejos.
Feliz
Páscoa!
domingo, 10 de março de 2013
Hermógenes
Maré sobe. Maré desce.
Nisto, é meu mestre.
Preciso aprender.
O barquinho ancorado
flutua levinho, sereno, e nem se dá conta de que a maré sobe, de que a maré
desce.
O barquinho é equânime.Nisto, é meu mestre.
Preciso aprender.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Hermógenes
O sábio não maldiz
desiludir-se, pois sua segurança nunca se fundamenta em confortáveis engodos.
sábado, 2 de março de 2013
Hermógenes
Se continuares a te
lastimar, protestando, e com pena de ti mesmo, a cruz te parecerá cada vez mais
pesada.
Não a arrastes. Para teus
lamentos.
Corajoso, firme,
levanta-a, e põe-na decisivamente às costas e verás que vais senti-la muito
leve.
Cruz arrastada pesa muito
mais.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Hermógenes
O pranto, às vezes, é
como a chuva tão esperada pela semente escondida no leito de humo.
Dele a vida pode brotar.sábado, 16 de fevereiro de 2013
Hermógenes
No tempo, existimos.
Na Eternidade, somos.
Na Eternidade, somos.
No tempo vivemos, mas sem
tempo para rasgar a rede fantasma com que o próprio tempo nos limita e nos
impede de ser Eternidade - o sem-tempo - que seremos, que fomos, e nunca
deixamos de ser.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Hermógenes
Aquela jovem, linhas
bonitas e sorrisos fáceis, vida-promessa, é uma expressão do Absoluto.
Este velho, pobre resto
de vida, escombro de gente, em sua miséria fétida, com sua feiura e dor, também
é expressão do Absoluto.
Os iludidos limitam o
Infinito, e acham que está em alguns, noutros não; que está em certos lugares e
não noutros.
Os iludidos não conhecem
o milagre da equanimidade.
Os “que têm olhos de ver”
veem o Invisível sob todas as aparências, sejam atraentes, sejam repelentes. É
por isto que as perdas não os deprimem nem os lucros os corrompem.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Hermógenes
Quem quer ficar bom não
fica assim, sempre a esmiuçar e descrever sintomas.
Quem quer ser feliz não
fica assim, em lamentos constantes.
Para
teu bem, evita lamúrias.
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