Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa

Chega a Páscoa e, nos dias que a antecedem, encontro, pela rua, muitas crianças com seus rostinhos rosados, depois de tantas brincadeiras, vestidas de coelhos, com aquelas grandes orelhas e bigodes pintados na cara.
E o que fazem os coelhos da Páscoa, além de esconderem os ovos para a satisfação das crianças, cuja missão, a partir daí, será procurá-los e a recompensa, descobrir os mistérios escondidos em cada um e poder desfrutar da sua doçura, enquanto sujam de chocolate os mesmos rostos antes mascarados de coelhos.
Penso então que, a cada ano, a Páscoa simboliza a oportunidade do renascimento de cada um de nós, o que não deixa de ser a possibilidade de estarmos abertos à transformação. Se a vida é o palco onde se desenrola a nossa evolução, esse período nos aproxima do objetivo maior de nossas vidas.
Mas, o que será que nos impede de renascer, de mudar, de nos tornarmos melhores para nós mesmos e, conseqüentemente para os outros?
Quando se trata de analogia, nada é por acaso nos contos, lendas, mitos através dos tempos. Por que então, o animal que simboliza a Páscoa é o coelho? Há muitas explicações, a principal relacionada à grande fertilidade desses animais. Entretanto, na mitologia dos índios norte-americanos, o coelho representa o medo.
Encontro dessa forma, a resposta para a dificuldade que muitos de nós apresentam no caminho da transformação. É o medo que nos restringe e, às vezes até nos impede, sobretudo o medo do novo, daquilo que ainda não experimentamos.
E, como nada permanece para sempre, o segredo da felicidade está em aceitar as possibilidades contidas em cada momento que a Vida nos oferece e fazer a melhor escolha possível em cada situação.
Aí, eu embarco no fluxo dessa história e desejo que cada um de nós busque no fundo de si mesmo, qual o tipo de medo (aquela sua dimensão relacionada ao coelho) que o está impedindo de se abrir para algo novo, um novo tempo, o renascimento de algum aspecto da sua vida, seja no terreno pessoal, de relacionamento ou no campo espiritual e tente lidar com ele de frente e conseguir ultrapassá-lo.
Travestidos de coelhos, lidando com cada medo que escondeu um ovo importante no curso de nossa vida, metaforicamente poderemos experimentar a alegria de voltarmos ser crianças inocentes que, avidamente, procuram os ovos escondidos pelos coelhos e podem assim se deliciar com a descoberta do que o ovo contém e se lambuzar com a sua doçura.
Afinal, a vida pode ser doce para quem supera os seus medos e ousa ir, em busca dos seus desejos.

Feliz Páscoa!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Difícil Exercício da Simplicidade nas Palavras e Ações

Cada um de nós tem o seu caminho de desenvolvimento espiritual que, em última análise, seria um processo de refinamento durante essa existência rumo a níveis cada vez mais altos de consciência, independentemente do que significa Deus para cada um, inclusive os que se intitulam ateus.
Assim, considerando que nós somos matéria e energia que só se diferenciam pela vibração mais lenta ou mais rápida, sendo realmente compostos da mesma “substância” do espírito,o objetivo maior de nossas existências é sintonizar com as esferas mais altas. Essa separação só existe na nossa ilusão e quando nos conscientizamos de que somos espírito num corpo material, tudo faz sentido e fica mais fácil. Só que essa consciência vem em raros lampejos que são percebidos por alguns de nós e que para outros é estranho, não se dando conta quando ocorrem. E desenvolver essa percepção é extremamente difícil no estágio de evolução em que nos encontramos e ocorre progressivamente, em várias etapas que nos permitem, aos poucos, ir aumentando o nosso autoconhecimento, tentando vencer os condicionamentos e alcançando um estado de observador dos acontecimentos da vida, o que não quer dizer indiferença e sim uma placidez que reflete a paz do espírito.
Chegar a isso, que ainda não é estar plenamente consciente do seu verdadeiro Eu, já é uma raridade de ser alcançada pelo homem comum. Entretanto, pelo menos, podemos tentar evitar o eterno estado de separação em que vivemos (diabo=dia-ballo que quer dizer: o que divide) que gera nossos conflitos, sofrimentos e dor. Esse distanciamento do espírito do estado de união é a grande heresia (voltarmos as costas para a luz que faz parte de nós) que é o resultado do estado de inconsciência do homem, a ilusão.
Essa evolução não se faz pelo externo e sim, lentamente, pelo interior. Não é possível usar a vontade apenas, o racional. É muito mais do que isso. Somos humanos e os dois polos, o bem e o mal, fazem parte desse processo. O importante é sempre, através do erro, redirecionar a nossa energia para sintonizar com as vibrações mais altas do espírito.
Dessa forma, não importa em qual âmbito das nossas vidas isso ocorra. Inclusive, no campo da sexualidade, a agressividade se transmuta em força, poder e vontade em nível espiritual; o criticismo em discernimento e o amor egoístico em amor universal.
Mas, por enquanto, todos nós ainda estamos no caminho, senão não habitaríamos este mundo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pensando a Respeito da Tragédia na Região Serrana

“Nada como a dor alheia para desviar nossa atenção da responsabilidade com a nossa própria vida.”
- Há alguém que sofre e clama por socorro dentro de nós, da nossa casa, em nosso trabalho ou na vizinhança e nós não ouvimos seu apelo cotidianamente.
- É importante aproveitar a iniciativa de socorrer as vítimas de grandes tragédias para estender esta solidariedade também àqueles que estão perto de nós.
- Atenção para o fato de podermos estar apenas tentando expiar nossa culpa ao darmos os donativos, como quem diz: Agora que já prestei ajuda, qualquer que seja, tenho a permissão de voltar a ser feliz com a minha vida de banalidades, apesar da desgraça alheia tão próxima.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Oásis

Antes de começar mais uma jornada de trabalho, um grande número de funcionários civis e militares passa por ali todos os dias.
É um lugar colorido e aconchegante, onde pessoas bem-humoradas, solícitas e carinhosas recebem os clientes, contrastando com a frieza que reina em torno.
Lá, as pessoas podem saciar a sua curiosidade pelo que acontece no mundo, buscar informações, comprar livros, algumas vezes de conteúdo surpreendente e desopilar o fígado congestionado pela rotina estressante.
Antes do trabalho, quando ficarão inevitavelmente imersos numa atmosfera cinza, sem graça e fria, por conta da natureza extremamente rígida do local, podem satisfazer seu lado lúdico, enquanto folheiam revistas e livros de todo tipo.
Nesse pequeno recinto, pouco refrigerado, que inicia tão cedo suas atividades todos os dias no hospital, acontece uma alquimia muito interessante. Lá, é possível para os que têm mais sensibilidade, perceber que transmutamos as energias pesadas, adquiridas durante o trajeto até ali, num encontro sutil com almas afins, os nossos queridos jornaleiros.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mãos à Obra

Quanta angústia! Quanta dor se vê durante todo o tempo! Tão perto de nós! Que magnitude de destruição!
As imagens são aterradoras. O susto e quase tudo veio abaixo! Parece a carta da Torre do tarô!
As mortes, o desamparo, os ferimentos, a fome, a solidão, o abandono, os órfãos, os idosos, os deficientes, os traumatizados física e emocionalmente.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distantes de nós, das nossas mãos para acudi-los, dos nossos olhos para lhes transmitir força, das nossas palavras de consolo, da nossa força de trabalho para lhes garantir teto, água e comida, roupas, um mínimo de condições básicas para continuarem, apesar de tantas perdas.
Muitos de nós, ou porque moram nas áreas afetadas, têm parentes por lá, fazem parte das forças de socorro público ou se dispuseram e conseguiram ir para lá ajudar, talvez não sintam essa angústia. Eles estão lidando diretamente com a desgraça e o mínimo que puderem fazer lhes traz um sentimento positivo de vitória diante do sofrimento, embora também se cansem e se fragilizem no contato com a tristeza e a dor e precisem ser substituídos por outros sujeitos compassivos, pelo menos aqueles que, exatamente por estarem ajudando na linha de frente, consigam renovar suas energias e se mantenham muito bem, uma vez que não funcionam apenas no corpo, na matéria e sim guiados pelo espírito.
Mas há aqueles de nós que têm compaixão e estão longe, assistindo pelos noticiários na tv e pelos jornais ao desenrolar dos acontecimentos. São pessoas do Rio e de outros estados do Brasil ou mesmo de outros pontos do mundo, que como já aconteceu em outras catástrofes, se mobilizam, trazem os afetados no seu pensamento durante todo o tempo e manifestam a sua compaixão e vontade de ajudar através do envio de donativos por variadas vias, torcendo para que cheguem aos desabrigados e sejam distribuídos com equanimidade. Mas, dar dos bens que possuímos, seja muito ou pouco de acordo com nossas posses e apegos, não satisfaz nessas horas. A vontade é poder estar lá, agindo ou algumas vezes apenas compartilhando a dor e apoiando os que necessitam.
Seria bom que em virtude da magnitude da catástrofe, parte dos atingidos pudesse ser trazida aqui para a cidade do Rio de Janeiro e colocada em abrigos que possibilitariam àqueles que moram e trabalham aqui e não podem se deslocar para a região serrana, prestar o auxílio que desejam, dentro das suas habilidades, aptidão e áreas de atuação profissional.
É preciso considerar que esse apoio não pode ir esmorecendo com o passar dos dias, como acontece naturalmente após a primeira mobilização, até porque o número de mortos computados deve crescer, mas, nas próximas semanas, o que se espera é o aparecimento das doenças infecciosas na população sobrevivente, o que demandará ainda mais cuidado e ajuda de todos nós.
Que essa corrente de solidariedade possa sempre se expandir, porque os tempos são de certeza de estarmos todos no mesmo barco.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Renascer das Cinzas

Renascer pressupõe morrer: morte de fato ou morte em vida, morte do ser ou de algo que se relaciona a ele. Mas sempre à morte, à polaridade vida x morte. E se há renascimento, há superação.
O ano começou com a tragédia na região serrana do Rio e agora, no fim de janeiro, passadas duas semanas do desastre, o tema renascimento me remete a estes tristes acontecimentos sob forma de oração.

Que aqueles que morreram encontrem a paz e sigam seu caminho de evolução espiritual.
Que os que perderam familiares, amigos, conhecidos ou semelhantes se conformem e continuem suas vidas para que ia renasça a esperança em sues corações.
Que aqueles que aguardam a localização dos desaparecidos na tragédia se fortaleçam a cada dia enquanto esperam a identificação do corpo, a alegria do encontro se o desaparecido estiver vivo ou a aceitação, se não puder ser encontrado.
Que o medo possa ser superado por todos com o passar do tempo e que, para isso, sempre procurem ajuda.
Que as perdas materiais sejam superadas com a ajuda daqueles que têm compaixão, com o socorro do Poder Público cumprindo seu papel com competência e decência.
Que os diretamente atingidos consigam se recuperar através do trabalho e da conformação, mas, acima de tudo, as perdas materiais sejam aproveitadas como a comprovação de que tudo é impermanente e que, portanto, a vida precisa ser vivida com responsabilidade a cada segundo, principalmente por aqueles que não foram atingidos diretamente.
Que os atingidos pela catástrofe aos poucos encontrem, dentro de si mesmos, os meios para renascer das cinzas, através da superação das perdas dos entes queridos, dos seus imóveis e bens materiais, mas, sobretudo, reavivando a esperança num futuro em que seus sonhos poderão ser reconstruídos e suas estabilidade e paz possam ser resgatadas, acrescidos da experiência de amor fraternal compartilhado nos momentos da dor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro

O que dizer sobre o acontecido, quando as imagens falam por si mesmas? A única resposta é o silêncio. A dor e a noite silenciam as vozes que gostariam de gritar seu desespero diante de tão súbita e aterradora ocorrência.
Na verdade, foi um desastre anunciado há muito tempo, embora sua proporção tenha sido uma grande surpresa que ainda por cima ocorreu durante a madrugada.
Todos nós, moradores do Rio de Janeiro ou não, estamos muito abalados e o povo brasileiro tão solidário nessas catástrofes acorre imediatamente com ajuda e solidariedade.
Mas o tempo vai passar, as chuvas irão cessar, a terra vai secar, assim como o pranto, e tudo será reconstruído, não se sabe quando, até as vidas dos atingidos pela calamidade.
Tudo passará. Nada fica para sempre. Nem a felicidade nem a dor. Tudo é um ciclo que se repete e repete sempre. É a vida.
E algo tão grandioso, nos faz pensar que o momento presente precisa ser mais valorizado em toda a sua magnitude. Precisamos ficar mais atentos para o que fazemos a cada dia de nossas vidas, o quanto aproveitamos cada momento de paz, o quanto declaramos do amor que sentimos e o quanto ainda somos capazes de fazer sofrer por nossas bobagens, intransigências, orgulho e desrespeito cotidianos justamente àqueles que nos são mais próximos, para que não precisemos ser despertados em consciência por uma desgraça desta monta, capaz de nos fazer corrigir o passo na vida.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É Natal

É Natal.
Vamos permitir que nasçam em cada um de nós sentimentos de fraternidade, de amor ao próximo, de tolerância com os outros e com aspectos nossos que não apreciamos.
Vamos tentar permitir que aquilo que em nós ainda é latente se desenvolva e possamos descobrir novos talentos, novas capacidades de interagir com os outros e produzir coisas boas.
É importante, sobretudo, que estejamos atentos para buscar a transformação daquilo que é inadequado, que tira a nossa felicidade, que nos distancia dos outros e impede a expressão do amor que reside no fundo de nós. Transformar-se é poder evoluir.
Que nesse Natal nós possamos nos abrir mais para o amor, abandonando defesas desnecessárias e fortalecendo realmente o nosso Ser que naturalmente procura o estado de união. Afinal, somos todos irmãos e não podemos estar bem enquanto tantos sofrem, se hostilizam ou são indiferentes na sua solidão, além da necessidade do encontro consigo mesmos.
Feliz Natal!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

SOS Rio de Janeiro

Nas últimas semanas, o estado do Rio de Janeiro foi manchete dos jornais brasileiros e estrangeiros em virtude do caos que se instalou na cidade, provocado por integrantes de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e da reação do Estado, com a integração das forças armadas e polícias, que cooperaram e retomaram terrenos dominados por bandidos para as comunidades pobres residentes nesses locais.
A mídia chamou a atenção para as ações cinematográficas das forças de repressão, com uma atuação jamais vista antes, tornando um fato histórico a sua ação competente, destoando do que até então era apresentado por uma polícia desfalcada, desguarnecida, esquecida, solitária e corrupta.
Esperamos que esse episódio de ação responsável e competente passe a ser a regra e que seja permanente, com a presença do Estado nessas e em todas as outras comunidades do Rio.
Outros dois fatos pedem a nossa reflexão e infelizmente não estão sendo focalizados pela mídia:
É importante assinalar que aqueles usuários que se escondem nas áreas nobres da cidade, quando o caos se instala e evitam sair às ruas por medo, são os mesmos que garantem a manutenção de toda essa violência nas comunidades pobres, ao financiarem o crime organizado quando compram as suas drogas.
É oportuno também refletir sobre o fato de que os chefes do tráfico com casas luxuosas nas comunidades carentes têm como sonhos de consumo, bens (suítes suntuosas com banheiras de hidromassagem, aparelhos de ar condicionado central, piscinas e tvs de tela plana enormes) que muitas vezes constituem exatamente os objetos de desejo de pessoas que, mesmo sendo intelectualmente mais favorecidas que eles, aceitam levar uma vida com níveis crescentes de estresse, empenhando seu tempo e suas almas, apenas para garantir possuí-los. Nesse particular, quanto se diferenciam desses marginais?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Charlotte Chegou!

Chegou muito bem a nossa querida Charlotte, em 12 de novembro.
Com saúde e vitalidade, veio brilhar a estrelinha. É grande a alegria dos pais, do irmão e de toda a família.

Seja bem-vinda a este mundo, esta que veio trazendo festa. Que possa a sua presença na família proporcionar equilíbrio e harmonia. Que seja motivo de felicidade para todos e que saiba aproveitar bem as experiências trazidas pela Vida para tornar-se melhor a cada dia.

Ela tem o Sol em Escorpião, a Lua em Aquário, o Ascendente em Gêmeos e o Sol de casa 1.
Na Numerlogia, tem Alma 1, Imagem 5, Expressão 6, Destino 8, Destino complementar 3, Pessoal 3, Intensidade 9 e Maturidade 5.

Que sua passagem por esta vida seja proveitosa e plena de amor, que traga a felicidade para muitos e que se realize naquilo que planejou.
Que tenha aceitação para o plano maior, equilíbrio, força de vontade, muito amor para dar, caridade como caminho e que desenvolva a fé para que possa sempre ter paz.
Amém!

Sua tia-avó está muito feliz com sua chegada e agradece a Deus esta benção.

sábado, 6 de novembro de 2010

Voltem Logo

Diza e Jorge, vocês fazem muita falta!
Desde o dia 2, o Fazendo Arte e o Quero que você leia estão parados e sei que, como eu, muita gente está estranhando a ausência de vocês.
Assim, estou torcendo para que o Jorge saia logo desse hospital e como está com várias histórias na cabeça para contar, comece logo a trabalhar nelas. Além disso, a experiência de ficar de molho esses dias vai render muitas reflexões e aprendizados que, com certeza ele vai querer compartilhar com a gente.
Sei que o susto foi grande, mas, felizmente, não passou de um acidente de percurso sem maiores consequências.
E o que vai ficar de tudo isso é uma riqueza de experiências que vocês bem saberão aproveitar nas suas produções, sempre voltadas para o enriquecimento dos que acompanham seus blogs. E ainda mais, a satisfação de saberem o quanto são queridos por todos nós e o quanto são necessários.
Desejo uma ótima recuperação pro Jorge e muita energia e amor para vocês. Beijos.

Fertilidade

Pintura: "Criação"
.
Muitos de nós já se deram conta da velocidade que se instaurou em nossas vidas há algum tempo. Se, de início, isto assustava um pouco e imaginávamos que não seria possível acompanhar, logo aqueles mais antenados perceberam que se desenvolvessem a flexibilidade e a atenção, teriam grandes oportunidades de evolução. Essa marca uraniana pede rapidez de resposta e plena atenção.
É necessário que estejamos cada vez mais preparados para fazer as escolhas que a vida nos apresenta a cada instante, com a maior responsabilidade que conseguirmos ter. Isso é que vai diferenciar os homens.
Optar com total consciência é a meta para uma evolução mais facilitada. Então é importante estarmos mais presentes em cada momento e lembrando que todos fazemos parte de uma mesma realidade, todos estamos no mesmo barco, o crescimento de cada um necessita da evolução de todos os outros. Assim, trabalharemos por causas que incluam o bem-estar de todos os seres, com cuidados e responsabilidades com os semelhantes e com o meio-ambiente, considerando que nada está desvinculado, estamos todos ligados numa imensa rede de conexões que se sustenta no amor e, consequentemente, na compassividade.
É preciso estarmos atentos, receptivos, com um olhar direcionado para o outro e termos flexibilidade para respondermos rapidamente e de forma responsável às demandas que serão cada vez maiores e mais frequentes. Entretanto, se entendermos que não estamos sozinhos e que podemos ser inspirados e auxiliados por energias que só aguardam a nossa solicitação para atuarem, nossos caminhos se alargarão e serão facilitados.
A fertilidade ocorre em nossas vidas, à medida que descobrimos nossa natureza de espíritos vivendo uma experiência material.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Auschwitz

.
Meu irmão está em viagem pela Europa, a trabalho. Como deve ficar alguns dias na Polônia, um de seus colegas propôs que fossem visitar as ruínas do campo de concentração de Auschwitz.
Quando ele me deu essa notícia, eu gelei, pensando que poderia estar no lugar dele.
É que eu sou extremamente fraca para qualquer coisa que se relacione com esse momento de horror na história da humanidade.
Quando fui assistir, sem saber do que se tratava, ao filme A Lista de Schlinder, eu tive uma reação inusitada: não podia parar de chorar compulsivamente, logo nas primeiras cenas mais chocantes. Foi uma reação incontrolável.
Algum tempo depois, eu tive uma recordação de vida passada em que eu me via numa daquelas filas de judeus para serem mortos. Foi muito forte o sentimento.
De fato, mesmo que eu fosse à Polônia, jamais iria me aproximar daqueles lugares horrorosos. A aura de dor, tristeza e desespero deve permanecer até hoje por lá e isso certamente afeta aos que visitam as ruínas. Não importa se na época, alguém que fez parte das minhas vidas passadas esteve lá como nazista ou judeu. Para a personalidade de hoje, não importa de qual lado esteve, o incômodo é o mesmo. Afinal, em determinado contexto, acertar ou cometer erros é irrelevante. O que importa é o aprendizado adquirido por viver a experiência.
Vou esperar para ouvir o que ele vai me contar sobre essa vivência tão significativa em sua vida.

domingo, 31 de outubro de 2010

Preciosa

Assisti ao filme Preciosa, uma produção que tem a participação da Oprah.
Vi logo que só poderia ser uma estória de superação. O filme é muito bom. Acredito que os professores de escolas públicas desse país poderiam aproveitá-lo como indicação para temas de trabalhos e discussão nas salas de aulas. Além do argumento, que é atualíssimo e extremamente interessante, a produção é ótima, o desempenho dos atores e a direção são excelentes.
Vários aspectos do filme são dignos de nota, mas o que mais me surpreendeu foi o modelo de ensino alternativo para alunos que foram banidos ou que não puderam acompanhar a escola tradicional e se baseia na focalização do desenvolvimento da identidade para aquele aluno problema. E essa abordagem enfoca sobretudo os aspectos emocionais. Cada aluno começa no primeiro dia de classe dizendo o seu nome,de onde veio, de que cor mais gosta e o que sabe fazer bem. Isso permite que a pessoa tenha uma noção exata de si mesma, em termos mais amplos, não só no âmbito familiar e social, como também do ponto de vista espiritual e entenda que cada um de nós possui uma missão, um papel certo a desempenhar perfeitamente no filme da vida. A partir daí, se dá a construção da identidade do aluno, com a possibilidade de superar as grandes dificuldades que impediram cada um deles de acompanhar o ensino tradicional. Eles, aos poucos, são trazidos para a realidade, para o aqui e agora, para dentro de si mesmos, para que então possam ter um olhar profundo para o outro e para a sociedade.
Outro ponto importante é mostrar como o amor, o fato de olhar e acolher o aluno com sérios problemas, pode contribuir para elevar a sua auto-estima e fazer com que ele possa fazer a superação e se tornar capaz de oferecer aquilo que não recebeu de seus pais ou da família.
Discute o abuso sexual por parte dos pais ou da família e que se reflete depois no consentimento ao abuso imposto pela própria sociedade. Mostra como nos momentos de horror, aquele que sofre tem como mecanismo de defesa a fantasia, usando a imaginação para obter a gratificação que não encontra no mundo e nas pessoas. Chama a atenção para o fato de que, geralmente, quem não foi amado não sabe amar e ainda para o problema das crianças com necessidades especiais e a gravíssima questão do preconceito, que permeia toda a trama.
Enfim, o filme é magnífico, discutindo temas variados como preconceito, superação,perversão, abuso sexual, incesto,exploração do trabalho infantil e dos filhos de maneira geral, ódio por parte de quem devia cuidar, papel da escola na sociedade, falhas na Educação etc.
Vale assistir, refletir e discutir sobre ele.

sábado, 23 de outubro de 2010

Renascer

O conceito de reencarnação é algo que já incorporei há muito tempo. Penso nisso naturalmente e compreendo o discurso de pessoas que não compartilham da mesma opinião, tendo em vista que cada um de nós tem direito a conceber o mundo e todos os acontecimentos da forma que lhe parecer mais verdadeira. Entretanto, não aceito que usem como argumento que não creem nisso ou naquilo porque está escrito o contrário em algum texto antigo, quase sempre a Bíblia, sem que levem em conta as variadas interpretações que podem ser dadas, o contexto histórico em que determinada coisa foi escrita e os tantos erros de tradução possíveis. E, quase sempre, repetem como papagaios coisas que ouviram sem compreender bem e muito menos sem antes se darem o trabalho de estudar o assunto para depois opinar.
Assim é que para aqueles que buscarem com atenção, a comprovação da crença na reencarnação, com multiplicidade de vidas do espírito em diferentes corpos se encontra em variadas passagens na Bíblia. Mas, aqueles que se recusam a enxergar continuarão negando essa verdade até o fim dos seus dias, apesar das provas irrefutáveis.
O que gostaria de focalizar aqui não é a reencarnação e sim a oportunidade que algumas pessoas têm nessa vida de renascer, de se transformarem totalmente, a partir de uma ocorrência de tamanho impacto em suas vidas, que é capaz de provocar uma morte simbólica e a possibilidade de um renascimento. Esse ponto de mutação pode ser uma doença grave que ameace a vida, uma experiência de quase-morte em que a pessoa que se recupera transforma-se completamente, uma perda de um ente querido, um rompimento amoroso de uma relação muito importante ou algum outro acontecimento que faça com que a pessoa passe a ver todas as outras coisas de uma nova perspectiva. É certo que cada um desses escolhidos teve que passar por um período extremamente difícil (a noite escura da alma). Mas, a chance de transformação e evolução, sem que necessitem reencarnar para que isso se concretize, é uma benção. E, para quem observa e identifica isso é uma graça recebida e é bonito de se admirar.
Eu tive o prazer de assistir à transmutação da minha sobrinha que apresentou Linfoma no início desse ano e enfrentou corajosamente o diagnóstico e o tratamento e, durante todo o processo, procurou compreender o papel da doença na sua vida e as mensagens que lhe sugeria, sendo capaz de integrar todos os significados, o que foi fundamental para a sua transformação.
Hoje estive com ela e pude perceber que tanto por fora quanto interiormente é outra pessoa, alguém muito mais rico. Ela é a fenix que renasceu das cinzas. E será sem dúvida, o farol que iluminará a vida de muitas pessoas, sinalizando para elas as oportunidades que suas vidas lhes apresentam todos os dias e que elas deixam passar, simplesmente por não terem sido capazes ainda de ter um olhar mais profundo pras coisas da vida e a certeza de que tudo acontece da melhor forma para cada um de nós, dentro de um equilíbrio perfeito que não podemos conceber naturalmente.
Desejo a ela muitas bençãos e alegrias pela coragem, força, lucidez e amor em todos os momentos vividos nesse processo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Todos Tão Perdidos

O tempo está abafado. Já choveu muito durante a noite, mas as nuvens continuam carregadas.
É o primeiro dia do horário de verão. Quase toda gente está meio sem foco, um tanto ou quanto desvairada, como se o espírito ainda não tivesse encaixado no corpo que foi forçado a acordar uma hora mais cedo.
Indo para o trabalho, passei pela comunidade do Jacarezinho, onde no cruzamento principal, estava um rapaz drogado, circulando entre os carros que passavam em velocidade média e desviavam dele buzinando, freneticamente, após o grande susto de um quase atropelamento. No seu delírio, não sei o que ele enxergava no lugar dos carros, não imagino do que fugia ou perseguia. Ele era mais um enlouquecido nessa cidade, numa segunda-feira, logo cedo.
Mas, será que não existem tantos de nós, tão perdidos quanto ele, atrás de falsas ilusões, sem se darem conta da realidade?
Desejo que cada um de nós seja capaz de estar cada vez mais presente hoje, tomar plena consciência dos seus atos e direcionar seus pensamentos num sentido mais coerente com suas crenças e benéfico para todos.

domingo, 17 de outubro de 2010

A Morte do Xamã

Tirei uma carta do tarot na tentativa de iluminar o meu caminho para os próximos dois meses, uma vez que tenho sentido uma ansiedade que sinaliza mudanças em minha vida.
A carta chamava a atenção para a necessidade de identificar em minha personalidade aspectos já ultrapassados tendo em vista meu grau de evolução atual. Falava de como poderia ser interessante me despojar de comportamentos, sentimentos, condicionamentos sem utilidade, para permitir o desenvolvimento de aspectos que eu já teria em potencial.
Tendo em vista que as artes divinatórias nos mostram que essas orientações não dispõem sobre a nossa vida e sim nos apontam outras possibilidades de avaliação, outros pontos de vista, é sempre muito proveitoso esse tipo de consulta. Andar no escuro pode ser mais difícil e, além disso, as predições não tiram o prazer do novo, do desconhecido, apenas nos permitem um aprofundamento na avaliação de cada etapa de nossa vida.
Pensei naquilo que já estaria caducando em meu ser, considerando os aprendizados que fiz até aqui, o que estaria destoando em mim e entendi que gostaria de ser menos reativa, mais plácida, mais serena, menos crítica, deixar de lado os chiliques. Afinal, se acredito que cada pessoa tem uma trajetória e está num estágio de evolução, se o meu nível de aceitação dos desígnios da Vida é maior, porque insisto em continuar esperneando?
Considero essa uma tarefa árdua, tendo em vista minhas tintas leoninas. Mas quero colocar na prática essa percepção.
A simbologia dessa carta é entar em contato com tudo que representa lixo em nossa vida e em nosso ser e ser capaz de descartar isso para dar espaço para que novas habilidades, talentos e manifestações de comportamento possam surgir. Entretanto, lidar com o lixo pode parecer difícil. Fazendo um paralelo com a psicologia, é trabalhar para integrar a sombra, reconhecendo aspectos de nosso ser que, a princípio parecem negativos, mas que possibilitarão o surgimento de uma dimensão mais completa de nosso ser. O lixo bem trabalhado se transforma em expressão de arte e beleza.
Desejo a todos que puderem refletir sobre essa carta hoje, proveitosas mortes.