sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Chilique

Cáustica, não mede as palavras!
Insana, esbraveja e polui o ar.
Imagina que os ouvidos alheios
Absorvem tudo que extravasar.

Entretanto, ela desconhece
O enorme estrago que faz.
Além de prolongar sua agonia,
Carrega outros tantos atrás.

Explodir não é a regra.
Há alternativas bem melhores.
Que tal conversar com o espelho
Nem cobra e dá bom conselho...

Borboleta

Borboleta esvoaçando
Suas asas pelo ar...
É tanta leveza bailando!
O coração não tem pesar.

Crianças são borboletas
Compartilhando emoção!
Tão puras mostram aos adultos
Quão inútil é a tensão!

Feliz dia das crianças!!!
Que Deus as abençoe e guarde!
Adulto, seja  tranquilo!
É desnecessário o alarde.

Crianças desejam paz!!!
Basta-lhes um olhar carinhoso.
Tudo mais pode esperar...
Permita-se ser criança de novo.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Paciência

Grande coisa saber tudo só em teoria.
Ser o que se sabe, na prática, é a grande magia.
Queria ser um feiticeiro só para experimentar
Poder, num piscar de olhos. num sábio me transformar...

Que doce ilusão a minha...
Quem falou que iria adiantar?
Sabedoria é como fazer doce
Pra dar o ponto tem que saber esperar.

Energia

Não sou  apenas matéria.
Quem não sabe disso?
Sou energia vibrando
E me esqueço ou finjo
Que sou muito densa.
E, incapaz de enxergar:
Mora em mim um ser de luz a pulsar.
Troco continuamente
Alguma coisa com toda gente
E mesmo com tudo que há.
Na mesma frequência,
Logo encontro um par.

Veja que responsabilidade...
Alguém sabe o que acarreta isso?
Sintonizo com Deus
Ou posso encarnar o próprio ouriço.
Num momento posso ser inspirada,
No outro, lanço espinhos de raiva em saraivada.




Mente Inquieta

Saltimbancos são meus pensamentos
Roubam de mim a paz
Não se aquietam um só momento...


Indagação

Vai-vém de sonhos,
Panteão de deuses-heróis forjados.
Desfile de egos assumidos
Na ilusão de tempos vividos
E outrora desempenhados.
Sem saber, hoje, desenganados.
Busco minha verdadeira história
Nos porões empoeirados da memória.
Quem sou eu afinal?
Faço-me a cada momento
Ou sou fortuito acaso de um destino fatal?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sem ou zen?

Hoje tô brigada comigo!!! Isso pode ser muito proveitoso. É indício de transformação. Quando implico comigo e fico querendo me ver pelas costas, sei que estou pronta pra mais um salto, mesmo que seja um pulinho só. É que fico zen por um tempo, crente que já consegui deixar de me abalar pelas investidas do externo, mantendo um estado de paz constante, quando, de repente, o involutivo me traga outra vez. E eu, de zen viro sem. Sem paciência, sem tolerância, sem pudor de manifestar toda minha condição rasa de ser. O pior é que isso sempre é desencadeado por alguma banalidade. É como se eu reservasse a capacidade de ser zen para as questões sérias e nos probleminhas cotidianos não conseguisse ultrapassar a necessidade de controle, o maniqueismo de certo e errado e outras bobagens afins.O fator x de hoje foi precisar fazer contato com uma operadora de celular. Pode? Aí dá vontade de ser freira carmelita ou me enterrar num templo budista pra sempre, logo percebendo que essas facilidades não valem pra quem deseja evoluir. nesse caso tem que ser zen morando no Rio de Janeiro e tendo uma vida produtiva e não reclusa. lidando com toda sorte de futilidades que a gente mesmo escolhe pra criar problemas pra nossa vida. Já tratei de cortar o máximo de serviços e bens do meu acervo de ilusões, exatamente pra não me aborrecer, mas mesmo assim ainda fico tendo estes ataques com o que ainda tenho que manter.
Só vou fazer as pazes comigo quando conseguir me afinar ainda mais com a realidade da minha natureza humana. Fui.
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pra quem se foi

Recebi uma ligação de alguém chorando que me comunicava a morte súbita de um sobrinho e dizia estar precisando ser ouvida. Era uma ex-colega de trabalho que voltava do sepultamento e muito nervosa me contava as circunstâncias do ocorrido e pedia que rezasse por ele, quando mais tarde retornei a ligação.
Ele era jovem e teve um infarto fulminante. A família está em choque, sem acreditar que ele de fato morreu. E ele, como estará?
Tento uma conexão, embora sem conhecê-o e peço que quem esteja perto o acalme, conforte e conduza para um lugar de paz.
Penso que ninguém está só. Mesmo na hora da morte temos ajuda. E ele será amparado nessa sua nova realidade que afinal é apenas uma mudança de vibração, ainda que para quem o ame pareça tão catastrófica nessa hora.
Mas o tempo vai passar e trazer de volta a paz ao coração de todos que gostam dele.

Noite feliz

Ainda não é Natal, mas ao sair de casa essa noite, vi o céu  e fiquei fascinada com o tom de azul nunca visto antes.
Percebi que era um sinal. Tive vontade de ficar na rua, ao relento, passeando de mãos dadas, namorando a vida.
Entendi que estava vestida de primavera, daí a motivação de dançar, de bailar ao som dos motores e buzinas no congestionamento de um final de dia.
Dezembro não chegou. Nem ligo. Meu Eu superior hoje, está travestido de Noel, fazendo minha noite feliz.

domingo, 30 de setembro de 2012

Hermógenes

Quando desce a nevada, os galhos mais lenhosos, mais fortes, chegam a quebrar sob a carga branca da neve que neles se acumula.
Os mais frágeis e flexíveis se defendem, vergando sabiamente, quando há o mínimo excesso de peso.
Depois que a neve os deixa, reerguem-se e, assim, nunca arrebentam.