terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pra quem se foi

Recebi uma ligação de alguém chorando que me comunicava a morte súbita de um sobrinho e dizia estar precisando ser ouvida. Era uma ex-colega de trabalho que voltava do sepultamento e muito nervosa me contava as circunstâncias do ocorrido e pedia que rezasse por ele, quando mais tarde retornei a ligação.
Ele era jovem e teve um infarto fulminante. A família está em choque, sem acreditar que ele de fato morreu. E ele, como estará?
Tento uma conexão, embora sem conhecê-o e peço que quem esteja perto o acalme, conforte e conduza para um lugar de paz.
Penso que ninguém está só. Mesmo na hora da morte temos ajuda. E ele será amparado nessa sua nova realidade que afinal é apenas uma mudança de vibração, ainda que para quem o ame pareça tão catastrófica nessa hora.
Mas o tempo vai passar e trazer de volta a paz ao coração de todos que gostam dele.

Noite feliz

Ainda não é Natal, mas ao sair de casa essa noite, vi o céu  e fiquei fascinada com o tom de azul nunca visto antes.
Percebi que era um sinal. Tive vontade de ficar na rua, ao relento, passeando de mãos dadas, namorando a vida.
Entendi que estava vestida de primavera, daí a motivação de dançar, de bailar ao som dos motores e buzinas no congestionamento de um final de dia.
Dezembro não chegou. Nem ligo. Meu Eu superior hoje, está travestido de Noel, fazendo minha noite feliz.

domingo, 30 de setembro de 2012

Hermógenes

Quando desce a nevada, os galhos mais lenhosos, mais fortes, chegam a quebrar sob a carga branca da neve que neles se acumula.
Os mais frágeis e flexíveis se defendem, vergando sabiamente, quando há o mínimo excesso de peso.
Depois que a neve os deixa, reerguem-se e, assim, nunca arrebentam.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hermógenes

Guarda teu violino. Não insistas. Ninguém te quer escutar Não agridas com a maviosidade de teu instrumento, com a beleza de tua melodia, a batucada dos que desejam apenas divertir-se, atordoar-se. Espera. Depois, toca.

domingo, 2 de setembro de 2012

Hermógenes

O mundo que nos rodeia só é realidade na medida em que nos identificamos com ele, pois é ele que nos impinge dor ou prazer, alegria ou pesar, doçura ou amargor, segurança ou medo, euforia ou tédio.
Desde que vamos podendo desmascarar as ilusões, vamos chegando à equanimidade do espectador amadurecido, que vê a fita, mas não se deixa por ela emocionar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Hermógenes

Sentia-se seguro. Aprofundara-se no chão. Ali, sua fortaleza. Fortaleza insípida. Segurança-rotina. Imóvel. Sedentária. Rígida. Era segurança mineral. Sempre a mesma. Sem qualquer luta. Isenta dos estímulos da necessidade. Sem contar com a força criadora da angústia.

sábado, 25 de agosto de 2012

Hermógenes

O cachorrinho saiu do mar. Estivera nadando. Saiu e sacudiu-se todo.
Seria bom que nós, os homens, aprendêssemos a lição, isto é, a sacudir ressentimentos, ódios, medos, tristezas e todas as formas de impregnação psíquica que andam por aí, por onde andamos.

domingo, 5 de agosto de 2012

Hermógenes

Se em teu surrão levas todas as tuas queridas crenças, para que visitar o pomar da Sabedoria?! Não tens lugar para mais nada.