Imundície indiferença infelicidade incerteza irritação insólito
Ruas rato ronda rosário raquítico ruindade
Menino madrugada maltrapilho maus-tratos mandamentos morte
ALMAS açoite ausência ANSEIOS ALIMENTO AMOR
Odores orgulho ofensa olhos ódio ocaso
Sombra solidão sumiço sofrimento sopro SEMENTE
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Escrevendo Bobagens
A idiotice manifesta é o único recurso que nos resta quando a habilidade nunca existiu ou o talento para escrever abandona a gente por longo tempo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ex-Haiti
A morte é oportunidade para quem vai e para aqueles que ficam e a presenciam. Com a morte, o físico se desintegra para que possa ser reorganizado no futuro. E a porção de luz segue como consciência, acrescida de mais aprendizado até que após um período de transição cósmica possa novamente habitar outro corpo físico e renovar as experiências na realidade material.
Aqueles que assistem ao desenrolar da morte - seja individual ou coletiva - e estão atentos às sutilezas que o cercam, igualmente poderão adquirir conhecimento e trazer transformação às suas vidas.
A experiência do que vem ocorrendo no Haiti todos os dias, há tanto tempo, acrescida pela catástrofe que aconteceu agora, pode ser enriquecedora para o observador interessado. O caos permite, pelo contraste, delinear ocorrências da mais elevada esfera, presentes lá e em todos os lugares onde o sofrimento físico pode ser transcendido pela força do espírito.
Até quando serão necessários as grandes hecatombes e o caos disperso no cotidiano, em tantos outros lugares pelo mundo, para que a humanidade se confronte com a realidade de que o sofrimento advém da ignorância de que fazemos parte da mesma unidade e que, portanto, o que afeta a um afeta a todos e podemos mudar a realidade redescobrindo nossa verdadeira natureza de espíritos?
Aqueles que assistem ao desenrolar da morte - seja individual ou coletiva - e estão atentos às sutilezas que o cercam, igualmente poderão adquirir conhecimento e trazer transformação às suas vidas.
A experiência do que vem ocorrendo no Haiti todos os dias, há tanto tempo, acrescida pela catástrofe que aconteceu agora, pode ser enriquecedora para o observador interessado. O caos permite, pelo contraste, delinear ocorrências da mais elevada esfera, presentes lá e em todos os lugares onde o sofrimento físico pode ser transcendido pela força do espírito.
Até quando serão necessários as grandes hecatombes e o caos disperso no cotidiano, em tantos outros lugares pelo mundo, para que a humanidade se confronte com a realidade de que o sofrimento advém da ignorância de que fazemos parte da mesma unidade e que, portanto, o que afeta a um afeta a todos e podemos mudar a realidade redescobrindo nossa verdadeira natureza de espíritos?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Tenho encontrado homens e mulheres que orgulhosamente proclamam a liberdade de serem escravos de seus vícios.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Em busca de boas definições, encontrei uma que acho exatíssima:
- Potentado é um tolo que vive pelo pó tentado.
Concorda?
- Potentado é um tolo que vive pelo pó tentado.
Concorda?
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Aí está a normalidade que recuso ser.
Aí está a massificação que não aceito para poder ser aceito.
Aí está um mundo normal no qual prefiro, mesmo em troca de sofrimento, conservar-me anormal.
Aí estão as compensações, vitórias, seguranças que não busco... para, desse modo, poder continuar fora do rebanho.
Aí está a massificação que não aceito para poder ser aceito.
Aí está um mundo normal no qual prefiro, mesmo em troca de sofrimento, conservar-me anormal.
Aí estão as compensações, vitórias, seguranças que não busco... para, desse modo, poder continuar fora do rebanho.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Dois ignorantes se encontram e não tardam em se agredir.
Dois sábios se encontram e logo se abraçam.
Dois sábios se encontram e logo se abraçam.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Os condutores de que o mundo precisa raramente aparecem. Surgem como estrelinhas faiscantes, mas em geral ficam anônimos, quando não perseguidos, anulados, esmagados pela mediocridade dominante.
Alguns desses raros seres nem sequer saem da humildade em que nasceram.
O mundo não os entende. E muito menos lhes atende.
O mundo prefere continuar seu viver sofrido, entre choques de doutrinas, nacionalismos adversários, facciosismos conflitantes, impérios que crescem esmagando e fazendo injustiça, instalando a exploração, despertando ódios, derramando sangue... E tudo em proveito de mentirosas e efêmeras hegemonias.
Os gênios que poderiam conduzir o mundo à Paz continuam estrelinhas anônimas, ignoradas, isoladas, inacessíveis.
São estrelinhas num rasgo de céu em noite tempestuosa pejada de negros nimbos da violência e da ignorância.
Quando teremos nós, os homens, um céu todo estrelado?
Alguns desses raros seres nem sequer saem da humildade em que nasceram.
O mundo não os entende. E muito menos lhes atende.
O mundo prefere continuar seu viver sofrido, entre choques de doutrinas, nacionalismos adversários, facciosismos conflitantes, impérios que crescem esmagando e fazendo injustiça, instalando a exploração, despertando ódios, derramando sangue... E tudo em proveito de mentirosas e efêmeras hegemonias.
Os gênios que poderiam conduzir o mundo à Paz continuam estrelinhas anônimas, ignoradas, isoladas, inacessíveis.
São estrelinhas num rasgo de céu em noite tempestuosa pejada de negros nimbos da violência e da ignorância.
Quando teremos nós, os homens, um céu todo estrelado?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Somos Todos Um
Que fronteiras pode haver
Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?
O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.
Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
.
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Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?
O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.
Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de janeiro do Duelos Literários: Fronteiras.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Hermógenes
O homem está fugindo.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.
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