Dois ignorantes se encontram e não tardam em se agredir.
Dois sábios se encontram e logo se abraçam.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Hermógenes
Os condutores de que o mundo precisa raramente aparecem. Surgem como estrelinhas faiscantes, mas em geral ficam anônimos, quando não perseguidos, anulados, esmagados pela mediocridade dominante.
Alguns desses raros seres nem sequer saem da humildade em que nasceram.
O mundo não os entende. E muito menos lhes atende.
O mundo prefere continuar seu viver sofrido, entre choques de doutrinas, nacionalismos adversários, facciosismos conflitantes, impérios que crescem esmagando e fazendo injustiça, instalando a exploração, despertando ódios, derramando sangue... E tudo em proveito de mentirosas e efêmeras hegemonias.
Os gênios que poderiam conduzir o mundo à Paz continuam estrelinhas anônimas, ignoradas, isoladas, inacessíveis.
São estrelinhas num rasgo de céu em noite tempestuosa pejada de negros nimbos da violência e da ignorância.
Quando teremos nós, os homens, um céu todo estrelado?
Alguns desses raros seres nem sequer saem da humildade em que nasceram.
O mundo não os entende. E muito menos lhes atende.
O mundo prefere continuar seu viver sofrido, entre choques de doutrinas, nacionalismos adversários, facciosismos conflitantes, impérios que crescem esmagando e fazendo injustiça, instalando a exploração, despertando ódios, derramando sangue... E tudo em proveito de mentirosas e efêmeras hegemonias.
Os gênios que poderiam conduzir o mundo à Paz continuam estrelinhas anônimas, ignoradas, isoladas, inacessíveis.
São estrelinhas num rasgo de céu em noite tempestuosa pejada de negros nimbos da violência e da ignorância.
Quando teremos nós, os homens, um céu todo estrelado?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Somos Todos Um
Que fronteiras pode haver
Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?
O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.
Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
.
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Olhando do ponto de vista da emoção?
Quando o homem vai entender
Que fazemos parte da mesma amplidão?
O que separa é sem valor
Por que insistir na posse?
Criamos um mundo sem cor:
Viver só na matéria não traz sorte.
Se há caminhos, há espaços distintos
E, portanto, fronteiras existem
Mas se seguimos nossos instintos
Semeando amor, dissolvemos todos os limites.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de janeiro do Duelos Literários: Fronteiras.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Hermógenes
O homem está fugindo.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.
Foge dos outros.
Foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da fome, da guerra, da privação, da morte...
Mas a fuga principal é aquela com que procura escapar do encontro consigo mesmo.
Cada um se sente, para si mesmo, a maior ameaça, a decepção maior.
O homem tem medo de saber o que ele é.
Todas as portas de escape são buscadas, contanto que se aliene do que é ou supõe ser.
LSD, aquisições, aplausos, divertimentos, prazeres, euforizantes, vícios, pervertidos ócios, negócios sufocantes... As portas são muitas...
Que pavor da solidão!
Todas as portas parecem válidas, mas são frustradoras.
Que pavor do silêncio!
Silêncio e solidão lhe parecem ameaças. Por isto são temidos e evitados.
Lastimável e trágico erro!
Poucos podem aceitar que a salvação está na direção oposta à da fuga.
A libertação, o remédio e a paz estão no fim da estrada do silêncio e da solidão.
Foi-nos insistentemente ensinado “conhece-te a ti mesmo”. Têm-nos insistentemente repetido que a “verdade que liberta” nos salvará.
Mas, até agora não aceitamos.
E o escapismo universal segue devastando o homem e tudo.
A procura de si mesmo - em silêncio e só - é a esperança.
E a minha esperança é que se voltem para ela todos os homens.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Hermógenes
O homem é o herdeiro do Reino.
Mas a bruxa da ignorância o encantou. E ele sofre porque pensa que é mendigo.
Mas a bruxa da ignorância o encantou. E ele sofre porque pensa que é mendigo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Hermógenes
Quando o diamante e o carvão, salvos da ilusão em que vivem, descobrirem que, em realidade, um não é mais do que o outro, nem mesmo diferente do outro, pois são a mesma coisa - o carbono - então deixará de existir a injustiça do primeiro contra o segundo e a revolta deste contra aquele.
Quando libertos da ignorância, da estupidez, do erro, da violência, da espoliação, do ódio, da greve, da guerra, da fome, as ruínas, a miséria, o medo... tudo deixará de existir.
Acabará a luta de classe.
Acabará porque acabará a razão de lutar - a ignorância.
É ela que impede que o carvão e o diamante descubram que, em realidade, são ambos o carbono.
Quando libertos da ignorância, da estupidez, do erro, da violência, da espoliação, do ódio, da greve, da guerra, da fome, as ruínas, a miséria, o medo... tudo deixará de existir.
Acabará a luta de classe.
Acabará porque acabará a razão de lutar - a ignorância.
É ela que impede que o carvão e o diamante descubram que, em realidade, são ambos o carbono.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O Símbolo Perdido
O Símbolo Perdido - Dan Brown
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O autor desenvolve uma trama interessante que envolve o leitor desde o primeiro parágrafo.
Tudo gira em torno da Francomaçonaria e o seu papel na fundação na cidade de Washington, onde ocorre o sequestro de um grão-mestre com a mutilação de sua mão direita que então aparece no Capitólio. A partir daí, o clima é de suspense e um professor de História analisa vários símbolos para desvendar os grandes mistérios que se escondem, segundo o sequestrador que o convocou para desempenhar este papel, naquela cidade. Paralelamente entra em cena a irmã do sequestrado, que é uma cientista que trabalha com noética e demonstra, nas suas pesquisas, a importância do pensamento como algo que tem poder de agir sobre a matéria, podendo ser quantificado. Daí são discutidas as interrelações dos mistérios das antigas civilizações, com as descobertas científicas da física quântica, mostrando que, como anunciado por símbolos presentes em todos os lugares desde tempos imemoriais, a grande mudança esperada para este momento da civilização é a descoberta pelo homem de sua porção divina ao voltar-se para dentro de si mesmo, mudando completamente sua forma de estar no mundo e se relacionar com os semelhantes e o meio ambiente.É uma boa diversão e instrui a quem ainda não conhece estas novidades.
Tudo gira em torno da Francomaçonaria e o seu papel na fundação na cidade de Washington, onde ocorre o sequestro de um grão-mestre com a mutilação de sua mão direita que então aparece no Capitólio. A partir daí, o clima é de suspense e um professor de História analisa vários símbolos para desvendar os grandes mistérios que se escondem, segundo o sequestrador que o convocou para desempenhar este papel, naquela cidade. Paralelamente entra em cena a irmã do sequestrado, que é uma cientista que trabalha com noética e demonstra, nas suas pesquisas, a importância do pensamento como algo que tem poder de agir sobre a matéria, podendo ser quantificado. Daí são discutidas as interrelações dos mistérios das antigas civilizações, com as descobertas científicas da física quântica, mostrando que, como anunciado por símbolos presentes em todos os lugares desde tempos imemoriais, a grande mudança esperada para este momento da civilização é a descoberta pelo homem de sua porção divina ao voltar-se para dentro de si mesmo, mudando completamente sua forma de estar no mundo e se relacionar com os semelhantes e o meio ambiente.É uma boa diversão e instrui a quem ainda não conhece estas novidades.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Hermógenes
As potencialidades infinitas do Ser Supremo, que nós somos, permanecem abortadas pelas posses, afazeres, doutrinas, partidos, preceitos, preconceitos, vaidades estúpidas, verdades que não o são e que, embora nos retenham na penúria verdadeira e em verdadeira servidão, são por nós defendidas e amplificadas como se nos dessem segurança e paz.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Anticâncer
Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais - David Servan-Schreiber
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O valor deste livro é que, à luz da experiência própria, o autor chama a atenção para a importância de enxergar que o tratamento, tanto do câncer como de qualquer doença crônica, não pode se restringir às medidas tradicionais que só se referem à doença em si, quase sempre ignorando a ação sobre o terreno onde ela se manifesta (o organismo, a individualidade) e a atuação indispensável sobre o meio ambiente que contribui de forma incontentável, muitas vezes superando o papel da predisposição genética. Além disso, mostra como medidas possíveis, embora algumas vezes, à primeira vista, pareçam trabalhosas, podem atuar de forma preventiva melhorando a saúde de maneira geral e sempre contribuindo de forma decisiva para a eficiência do tratamento convencional.
Ele, como médico tradicional, psiquiatra e neurocientista, vence o preconceito por força da necessidade, expande a sua consciência e se permite analisar as terapias alternativas com a visão aberta e curiosa que devia ser a do verdadeiro cientista e testá-las em si mesmo, buscando sempre a explicação científica para abordagens clássicas que resistiram ao tempo, presentes nas medicinas chinesa, tibetana e indiana. Seu mérito é investigar, analisar e somente rejeitar ou aceitar depois de conhecer e se aprofundar, ao invés de fazer como a maioria dos pseudocientistas que nos cercam e que, sem ao menos se darem ao trabalho de conhecer, repudiam e desaconselham por puro preconceito, contribuindo para manter a ignorância geral e privar seus pacientes de oportunidades de melhorarem sua saúde, ampliarem suas consciências, ainda que, apesar disso, possam morrer, aliás, como todos nós iremos morrer um dia.
Ele mostra que as medidas para melhorar a saúde devem ser múltiplas e concomitantes com atuações sobre a alimentação, as atividades físicas e a emoção, promovendo uma verdadeira transformação em si, além de simplesmente serem tratados só com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Leitura indispensável nos dias de hoje, para todos que querem viver melhor.
PS - Amigos, não deixem de ler este livro por medo do título, já que ele traz, numa linguagem bem acessível, medidas fáceis de serem seguidas com um convite tentador para todos que quiserem modificar hábitos e passar a viver de acordo com sua própria natureza, libertando-se de restrições sofridas ao longo de suas vidas, muitas vezes não percebidas.
Ele, como médico tradicional, psiquiatra e neurocientista, vence o preconceito por força da necessidade, expande a sua consciência e se permite analisar as terapias alternativas com a visão aberta e curiosa que devia ser a do verdadeiro cientista e testá-las em si mesmo, buscando sempre a explicação científica para abordagens clássicas que resistiram ao tempo, presentes nas medicinas chinesa, tibetana e indiana. Seu mérito é investigar, analisar e somente rejeitar ou aceitar depois de conhecer e se aprofundar, ao invés de fazer como a maioria dos pseudocientistas que nos cercam e que, sem ao menos se darem ao trabalho de conhecer, repudiam e desaconselham por puro preconceito, contribuindo para manter a ignorância geral e privar seus pacientes de oportunidades de melhorarem sua saúde, ampliarem suas consciências, ainda que, apesar disso, possam morrer, aliás, como todos nós iremos morrer um dia.
Ele mostra que as medidas para melhorar a saúde devem ser múltiplas e concomitantes com atuações sobre a alimentação, as atividades físicas e a emoção, promovendo uma verdadeira transformação em si, além de simplesmente serem tratados só com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Leitura indispensável nos dias de hoje, para todos que querem viver melhor.
PS - Amigos, não deixem de ler este livro por medo do título, já que ele traz, numa linguagem bem acessível, medidas fáceis de serem seguidas com um convite tentador para todos que quiserem modificar hábitos e passar a viver de acordo com sua própria natureza, libertando-se de restrições sofridas ao longo de suas vidas, muitas vezes não percebidas.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Estou Lendo...
Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais, de David Servan-Schreiber.
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