segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Comunicação com os Espíritos

Comunicação com os Espíritos - Linda Georgian

Este livro é interessante porque relata a experiência de pessoas com capacidades mediúnicas e pessoas comuns que tiveram contatos com pessoas que já tinham morrido. O seu objetivo é dar conforto àqueles que perderam entes queridos, afirmando que a vida continua após a morte, só que em outra dimensão. Nos esclarece sobre formas que podemos desenvolver para alcançar a comunicação com os mortos, através de observação e preparação de nossos corpos físico e emocional, a fim de ser possível ultrapassar as barreiras dos nossos cinco sentidos. Mostra ainda como entender a alma em uma dimensão cultural, filosófica e científica. Descreve como outras culturas encaram a morte e como diferentes religiões lidam com ela Demonstra ainda como os xamãs através do contato com ancestrais mortos promovem a cura de doentes. É uma leitura interessante.

domingo, 6 de setembro de 2009

Natureza

Colmeia me lembra ursos.
Doçura almejada e roubada, é certo.
E as abelhas furiosas com seus abusos...
É bom fugir antes que cheguem perto!!!

Estou Lendo...

Mentes Perigosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva.
Mulheres que Correm com Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

sábado, 5 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sobre o Amor

O amor só se realiza plenamente quando, após o deslumbramento inicial em que as expectativas são de receber o melhor, o belo, o delicado e o maravilhoso como únicas possibilidades, encaramos a realidade. Passada a correria na tentativa de se esconder (de si mesmo), podemos ser capazes de olhar a morte subjacente, enxergando e aceitando o que há de pior e, finalmente, fazendo renascer a carne, mas só depois de juntar os ossos num ser reconhecível e passível de ser amado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ratos

Eles estão jogados, caídos, subjugados, presos nas ruas, dormindo entre ratos, sonhando com a humanização possível(?).
Meninos perdidos, sujos, sem consciência, manchados com a nódoa das ruas, refletindo toda a sujeira e descaso dos que por eles passam sem os enxergar.
Arrasados, desfalecem sob o sol a pino do verão, em qualquer lugar, e só não irão morrer se forem despertados à força e levados por mãos compassivas, que ainda existem, para a sombra. Porque, no seu declínio de todas as horas, não reconhecem a luz, seu locus é lúgubre eternamente.
Esses meninos vão morrer e não deveriam, tão cedo! Famílias inteiras se desintegram e ocupam as ruas. Eles não se refugiam nas ruas mais desertas, ficam intencionalmente nas ruas principais. Mas não os enxergam! O que esperam da vida? Há vida para eles? O que lhes proporciona o crack? Que lacunas são preenchidas neles?
Será que no barato da droga, no êxtase tão efêmero onde se “integram”, onde naquele instante cada um deles é um com o todo, vale todo o resto do tempo, em que continuam excluídos, à margem, no lixo, dividindo com os ratos o espaço, imitando deles a respiração rápida e superficial que não faz parte da sua própria natureza e que advém do medo?
Eles são feitos ratos. São ratos que fedem, cinzentos, rápidos, fugidios, rechaçados, inspirando medo quando de fato só precisam de proteção.
E se são ratos por estarem assim, então porque os ratos que estão no poder não os veem? Por que não reconhecem sua mesma natureza de ratos, usurpadores do que não lhes pertence e direcionam recursos oriundos dos impostos arrancados covardemente dos trabalhadores para transformar essa triste realidade das ruas?
A quem pertencem esses meninos?
Só os compassivos se ocupam deles que, deslocados, continuam proliferando nas ruas, ameaçando quem passa com a barbárie por efeito das drogas e levando junto aqueles que ainda não se transmutaram em ratos também.
Quem será capaz de proteger-lhes de si mesmos?
Que programa social de verdade pretenderá modificar-lhes o destino realmente?
Não podem ser deixados à deriva simplesmente. Se assim for, arrastarão para o fundo aqueles que se julgam a salvo nos seus lares.
Urge que se faça alguma coisa para reverter essa situação absurda e desumana, senão por amor, ao menos por algo tão humano como o egoísmo, prevenindo o que está certo:
QUE PROLIFEREM CADA VEZ MAIS OS RATOS E TRAGAM A PESTE QUE DIZIMARÁ A TODOS – A PESTE NEGRA DA FALTA DE COMPAIXÃO.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Olhos Negros

Solidão dilacera meu corpo neste momento sem glórias. Tropeço pelo caminho feito de misérias em que sigo como única opção ao desfalecimento definitivo e morte.
Não encontro quem me apoie. Eu tenho que ser meu próprio esteio quando a sentença é olhar a morte cara a cara.
É uma iniciação. É mais uma depois de tantas e não me amedronto. Sei que posso olhar agora o que de mais horroroso se apresentar. Desconheço as máscaras que pretensos salvadores insistem em usar. Não as quero intuir também. É preciso lidar com as personas na forma que tiverem. E apenas ter o conhecimento de que são apenas máscaras.
Procuro na vida o conhecimento puro, aquele que provém da experiência. E devo vivenciar a dualidade de todas as coisas, por mais que isto me custe.
O que é mais difícil é ser subjugada e admitir, na caminhada, trechos que foram repudiados e rejeitados anteriormente e que, em dado momento, se constituem no aprendizado mais valioso. Afinal, faz-se necessário vencer a si mesmo antes de ser aceito como iniciado.
Procuro a natureza real das coisas e neste caso é preciso estar sozinho, ser absolutamente aberto no olhar e não ter medo de ver. Buscar ver, desvendar o que não se mostra, esclarecer o que é dissimulado. É isso o que eu desejo.
E no caminho da descoberta do que é real, imagino que sou apenas dois grandes olhos pretos e perscrutadores.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Metáfora da Rendição

Estrelas se acendem em sequência,
Iluminando o negror do céu sem lua,
Todas as vezes que minha mente pensa
Que naquele momento minha boca é sua.

E o meu corpo aquecido se umedece
Como pétalas orvalhadas na madrugada
Que enfim se mostram. E rejuvenesce
Nas manhãs se abrindo em flor, sua amada.

Como é difícil conceber a minha vida
Sem a certeza de encontrar o seu olhar,
Farol que me protege das tormentas.
Eu que aprendi a me lançar em alto mar...

E então movida pela saudade que castiga,
Sem que exista ainda uma outra forma de chegar,
Peço perdão e rogo a os deuses com essa missiva:
Volte pra mim, meu coração é seu lugar.


Este post faz parte da blogagem coletiva de agosto do Duelos Literários: Cartas de Amor.