sábado, 13 de junho de 2009

Feliz Aniversário, Angela

Você nasceu em dia de grande festa que, tradicionalmente, começa no dia anterior, quando o amor é comemorado e a madrugada é tempo de fazer promessas, brincadeiras e de colocar a imaginação para funcionar...
Assim é que traz a alegria e a jovialidade em sua essência. Quando é possível expressá-la é dessa forma que você se apresenta: leve, alegre e jovem. Tem uma leveza que contagia. Está sempre pronta para comemorar alguma coisa e fica feliz se alguém está vivendo, com projetos ou falando sobre bons momentos que experimentou. Os seus olhos brilham quando lhe mostram fotos de viagens, de festas e comemora junto as realizações dos amigos. Adora estar com as pessoas, dançar, viajar.
Talvez por isso se chame Angela, tem uma alma boa, é pura e cheia de alegria, sempre que se permite ser sua essência.
No trabalho, é séria e incansável. Em tantos anos de convivência, vejo que continua a mesma, não para de procurar o que fazer, sempre correndo e um pouco estressada. Tem o estresse das pessoas responsáveis. Acho que cuida dos colegas de trabalho como faz com seus filhos, sempre presente e tomando conta para que dêem o melhor de si, senão ela briga. É perfeita na sua função, seus diagnósticos são acurados e continua estudando sempre e preocupada em não deixar passar nenhum detalhe nos seus laudos. É precavida ao extremo quando se trata de diagnóstico, sempre utilizando todos os recursos disponíveis (por desencargo de consciência). Para mim, é referência e exemplo no trabalho e grande amiga que compartilha comigo o gosto pelas artes, em especial música e literatura.
Que o seu aniversário seja um dia de muita festa, onde todos comemorem com grande alegria, a oportunidade especial de ter em suas vidas uma pessoa tão sensível, valorosa, amiga e companheira, em todos os momentos.
Parabéns! Felicidades! Muitos abraços e beijos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Enamorados

Como é bom continuar vivendo os dias
Como antes de você ser meu bem-querer.
Quando seu rosto que ainda não conhecia
Surgia nos meus sonhos em cada noite
Sorrindo com aquele brilho no olhar doce
Que eu reconheceria depois de tanta espera.

Quando enfim você chegou concretizando
Todos os meus desejos de relacionamento ideal,
Fazendo dos meus dias uma felicidade perene,
Tive medo que de tanto amor,
O coração não suportasse se um dia a chama
Cedesse lugar ao sentimento morno da certeza.

Mas o tempo passou, passou a saudade, ficou você
Harmonizando a paisagem, colorindo meus dias,
Sendo muito mais do que eu esperava,
Fazendo de mim mais do que eu poderia ser,
Mostrando que se o amor é de verdade,
O fogo da paixão nunca deixará de arder.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

As Sete Leis Espirituais do Sucesso: um guia prático para a realização dos seus sonhos - Deepak Chopra

Discorre sobre sete leis espirituais que se respeitadas nos levam ao sucesso e mostra que são leis espirituais da vida. O objetivo do livro é chamar os leitores para entenderem e aplicarem estas leis no dia a dia e estimularem outras pessoas a fazer o mesmo, criando inclusive redes de atuação no mundo.
As sete leis são: lei da potencialidade pura, lei da doação, lei do carma, lei do mínimo esforço, lei da intenção e do desejo, lei do distanciamento e lei do darma ou propósito de vida.
São todas leis muito simples, mas que na prática, quase sempre são negligenciadas ou mal compreendidas. É importante entender que essas leis são seguidas na natureza, em todos os processos de criação. Conhecendo-as, estaremos em harmonia com a natureza, podendo ser criadores da realidade que nos cerca, sem ansiedade, com alegria e amor.
Lei é o processo como o não manifesto se transforma em manifesto.
Tudo que existe, tudo o que contemplamos vem do campo da potencialidade pura, que é o não manifesto, a divindade, o Eu, a consciência.É o invisível, o desconhecido. A partir daí, origina o manifesto. É o visível, o conhecido. Na verdade, estas seriam as leis físicas do universo, como uma dança, o movimento da divindade, da consciência.

Lei da potencialidade pura - Diz que se nos alinharmos com o Eu, o campo quântico, da potencialidade pura podemos criar uma nova realidade. Isto é criatividade. Mas para isto teremos de abandonar a objeto-referência e passarmos para a auto-referência, saber quem realmente somos: seres espirituais, ilimitados. Ajuda ficarmos em silêncio por pelo menos trinta minutos, duas vezes ao dia, entrarmos em contato com a natureza e praticarmos o não julgamento.
Lei da doação - Orienta a criar fluxo,dar e receber todos os dias, agradecer às dádivas da vida, estar aberto a receber. Manter o fluxo dando carinho, amor e afeição. Desejar em silêncio alegria para todos.
Lei do carma - É lei de causa e efeito, mostra que colhemos o que plantamos e é bom ficar alerta para as escolhas que fazemos consciente ou inconscientemente. Trazer para a consciência, estar no presente. Antes de escolher, saber as consequências para si e para o mundo. Pedir ao coração a orientação nas escolhas de acordo com a sensação de conforto ou desconforto.
Lei do mínimo esforço-Saber que há inteligência em tudo na natureza, então tudo é perfeito e ocorre sem esforço, sem ansiedade. É o princípio da não resistência. Partir da aceitação (da certeza de que tudo e todos são como devem ser nesse momento), da responsabilidade e da indefensibilidade (não precisar defender pontos de vista).
Lei da intenção e do desejo - Depois de aceitar tudo como é no presente, fazer uma lista dos seus desejos e olhar sempre, colocando esta intenção no futuro, no campo de potencialidade e deixar que o universo organize e cuide de tudo.
Lei do distanciamento - Livrar-se dos condicionamentos do passado e abrir-se para o futuro desconhecido, estar nas mãos da mente criativa que rege o universo. Deixar tudo e todos serem como são, sem impor suas idéias. Aceitar a incerteza (possibilidades) e entrar no campo de potencialidade aberto à aventura, aos mistérios, à magia, à diversão.
Lei do darma ou propósito de vida - Saber que há em você uma divindade, prestar atenção ao espírito que não é limitado pelo tempo ou pelo espaço. Fazer uma lista dos talentos únicos e saber que quando os expressa cria abundância, perde a noção do tempo, tem alegria e deve colocá-los a serviço da humanidade, perguntar como deve servir, ajudar.

Essas leis se aplicam a todos os aspectos da vida, inclusive à saúde.

Escrever ao Sabor da Pena - Clarice Lispector

Esta frase me ficou na memória e nem sequer sei de onde ela veio. Para começar, não se usa mais pena. E depois, sobretudo, escrever à máquina, ou com o que seja, não é um sabor. Não, não, estou me referindo a procurar escrever bem: isso vem por si mesmo. Estou falando de procurar em si próprio a nebulosa que aos poucos se condensa, aos poucos se concretiza, ao poucos sobe à tona - até vir como num parto a primeira palavra que a exprima.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Conselho

Tente fazer do seu jeito, ainda que não tenha qualquer elogio. Fuja de repetir só para merecê-lo ou é um sujeito vazio.

Faço Minhas as Suas Palavras

Fui tomada de grande alívio ao ler um artigo escrito por uma patologista que foi editora da New England por vinte anos, para uma revista da Fiocruz de março deste ano (Radis 79, p. 30-33).
A corajosa médica denuncia um esquema de corrupção envolvendo a classe médica, com relação às pesquisas realizadas nos Estados Unidos, patrocinadas e manipuladas por grandes grupos farmacêuticos.
No importante e surpreendente artigo, são expostas diversas outras práticas de profissionais médicos (pesquisadores, professores, catedráticos) formadores de opinião que, vergonhosamente, por ganhos materiais de grandes proporções, colocam em risco a saúde das pessoas e a credibilidade e ética de outros médicos, pesquisadores e das publicações feitas por profissionais responsáveis e íntegros.
É impressionante a que ponto a classe médica se deixou corromper e prostituir, deixando qualquer idealismo virar coisa do passado.
Aqui no Brasil imagina-se, ou melhor, sabe-se que acontece o mesmo. E, se não existir vontade e coragem de pessoas incorruptíveis para reverter esta situação inaceitável, as consequências no futuro serão ainda mais desastrosas.
Em minha prática de 28 anos como patologista em dois grandes hospitais gerais do Rio de Janeiro (sendo a Anatomia Patológica uma especialidade médica que funciona como controle de qualidade) e como homeopata há 20 anos, com estudos aprofundados que me permitem uma abordagem holística do paciente, considerando a doença como guia no processo de aprimoramento do ser, tenho observado que a prática médica vem deteriorando progressivamente. E as pessoas, hoje, principalmente as que possuem planos de saúde, quase sempre são tratadas de forma compartimentada por profissionais despreparados que muitas vezes brincam de fazer ciência ou são exímios leitores de bulas farmacêuticas, enquanto deixam de raciocinar clinicamente sobre os sintomas, tratando apenas de suprimi-los sem antes buscar a mensagem que trazem e permitir a sua integração pela pessoa doente.
Assim, proliferam agora os “novos” diagnósticos de patologias já conhecidas que trocam de nome e passam, mesmo se forem problemas simples ou variações da normalidade, a requerer tratamento com drogas potentes, com efeitos colaterais cada vez maiores. O referido artigo destaca o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e transtorno bipolar em crianças, depressões, transtorno de fobia social (timidez) como alguns diagnósticos muito frequentes hoje, baseados em interpretações de sintomas que tentam adequar os pacientes aos diagnósticos pretendidos e que têm levado profissionais desavisados, ignorantes e/ou mal intencionados a prescreverem cada vez mais medicamentos, mais potentes e perigosos, muitas vezes sem necessidade.
Se a corrupção está à solta, se a ética desapareceu, se a consciência dos profissionais deixou de prevalecer, o que fazer?
Penso que é simples: pesquisas, informações, novidades devem servir aos profissionais como base de estudo e reflexão para que daí cada profissional estruture a sua prática, que deve ser calcada sobretudo na observação do paciente: na escuta atenciosa do que ele relata, em relação ao que sente e percebe em si e como evoluem os sintomas, como o seu organismo reage e como o tratamento medicamentoso atua sobre ele. Acho que também é preciso dar tempo ao corpo para reagir, evitando intervenções medicamentosas desnecessárias e prejudiciais.
Outro ponto importante que foi levantado diz respeito às “novas descobertas” na área médica veiculadas pela mídia (vide Fantástico) e que desencadeiam verdadeira neurose em pacientes, seus responsáveis e mesmo em terapeutas, no sentido de fazer diagnósticos e instituir tratamentos. Hoje é bastante comum que pais tragam seus filhos ao médico, pedindo que ele solicite exames que eles, os pais, enumeram, simplesmente porque ouviram falar sobre a necessidade deles serem realizados. Ocorre que essas práticas só proliferam em terreno propício, ou seja, junto a profissionais despreparados, inseguros, de egos insuflados e que, ainda por cima, acabam tirando vantagem da situação, com maiores lucros para as suas clínicas e ajudando a enriquecer as empresas de planos de saúde.
Mas tenho certeza de que nem tudo está perdido, já que o caos que existe hoje na saúde, com a incompetência dos governantes e o descompromisso da classe médica com a sua honra e a saúde dos pacientes, inevitavelmente levará as pessoas a concluírem que é imprescindível que cada um passe a se responsabilizar pela sua saúde, buscando informações e estando atento na hora de escolher o profissional que seja necessário para ajudá-lo, através de observação acurada da sua prática técnica, mas, sobretudo, da sua pessoa, que transparece em suas atitudes e postura. E que, acima de tudo, possam compreender que todos nós dispomos da capacidade de autocura que pode ser despertada com a focalização do Eu interior, através de práticas de meditação, por exemplo, ou simplesmente sabendo que temos esta capacidade e aprendendo a estimulá-la com a mente e esperar que se manifeste. É claro que, dependendo do grau de comprometimento e do caso clínico em questão, será necessário e de melhor indicação contar com ajuda profissional. Mas, nem sempre, esta é a regra.
Percebemos que as pessoas, atualmente, em sua maioria, vivem reféns do medo de adoecer, se desesperam, correm para buscar fora o que têm dentro como recursos de cura e, frequentemente, a evolução acaba sendo pior do que seria se deixada seguir normalmente, sem intervenção. Isto ocorre, comumente, nos casos de viroses, onde o uso indiscriminado de antibióticos é desastroso, só para citar um exemplo.
Dessa forma, eu me senti amparada nas minhas idéias e louvo a atitude de coragem, ética, responsabilidade, inteligência, abertura mental (acompanhando o desenvolvimento de novas descobertas em variados campos de estudo), profissionalismo e exercício de consciência dessa excelente médica.
Essa profissional se arrisca, denunciando que as pesquisas com medicamentos são dirigidas, gerenciadas pelas grandes empresas farmacêuticas, que conduzem as pesquisas, controlam a apresentação dos resultados, excluindo o que não lhes interessa que seja mostrado.
E aí? Dá para confiar nos resultados de pesquisas sobre as doenças e seus tratamentos? Os próprios profissionais poderão confiar nos efeitos prometidos de atuação das drogas, posologias e ausência de efeitos colaterais?
É mais prudente desconfiar sempre e basear sua prática naquilo que é tradicionalmente eficaz, sem deixar de acompanhar o progresso da ciência, mas só depois de deixar assentarem os modismos e separar com muita diligência o joio do trigo. Dessa forma prosseguem com ótimos resultados as Medicinas Tradicionais Chinesa e Indiana.

Escrever - Clarice Lispector

Não se faz uma frase. A frase nasce.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Escrever as Entrelinhas - Clarice Lispector

Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Autocrítica no Entanto Benévola - Clarice Lispector

Tem que ser benévola, porque se fosse aguda, isso talvez me fizesse nunca mais escrever. E eu quero escrever, algum dia talvez. Embora sentindo que se voltar a escrever, será de um modo diferente do meu antigo: diferente em quê? Não me interessa.
Minha autocrítica a certas coisas que escrevo, por exemplo, não importa no caso se boas ou más: mas falta a elas chegar àquele ponto em que a dor se mistura à profunda alegria e a alegria chega a ser dolorosa - pois esse ponto é o aguilhão da vida.
E tantas vezes não consegui o encontro máximo de um ser consigo mesmo, quando com espanto dizemos: “Ah!” Às vezes esse encontro comigo mesmo se consegue através do encontro de um ser com outro ser.
Não, eu não teria vergonha de dizer tão claramente que quero o máximo - e o máximo deve ser atingido e dito com a matemática perfeição da música ouvida e transposta para o profundo arrebatamento que sentimos. Não transposta, pois é a mesma coisa. Deve, eu sei que deve, haver um modo em mim de chegar a isso.
Às vezes sinto que esse modo eu o conseguiria através simplesmente de meu modo de ver, evoluindo. Uma vez senti, no entanto, que seria conseguido através da misericórdia. Não da misericórdia transformada em gentileza de alma. Mas da profunda misericórdia transformada em ação, mesmo que seja a ação das palavras. E assim como “Deus escreve direito por linhas tortas”, através de nossos erros correria o grande amor que seria a misericórdia.

domingo, 7 de junho de 2009

Sobre o que o Duelos Representa para Mim

O Duelos hoje representa um espaço importante onde posso me expressar falando sobre minhas observações do mundo em que vivemos, onde falo sobre minhas experiências de vida, como enxergo as pessoas, sobre o que elas me passam, apresento minhas reflexões sobre o caos urbano, a solidão, a busca crescente pela individualidade, o egoísmo, os fatos que nos causam indignação, a política, a economia, a desigualdade social e tantas outras coisas que diariamente passam pela minha cabeça.
Representa, ainda, a possibilidade de fazer ensaios em prosa e “poesia”, onde me aventuro de forma “irresponsável” nos haikais que, para mim, são um exercício gostoso e descompromissado da síntese do pensamento. Não tenho formação técnica, nunca fui muito chegada à literatura e nem tenho talento especial nesta área. Aproveito para me desculpar com meus eventuais leitores do Duelos por minha descompromissada e despretensiosa forma de escrever, em virtude da frequencia que considero mesmo exagerada dos meus textos (é que é muito bom escrever). Mas me lembro que este espaço, segundo sua descrição no blog, está aberto para amadores que gostam de escrever e que os que os acessam têm sempre a opção de não ler, pulando os textos de autores cujo estilo não os agradar (Felizmente! Isto diminui a minha culpa. rsrs).
Penso que, eventualmente, existam algumas pessoas que aproveitem meus textos para refletir sobre temas polêmicos, que usem as informações que passo e que se referem, principalmente, à minha área de atuação (saúde) e ainda que possam compartilhar de minhas opiniões nada convencionais.
Aproveito este blog, também, para homenagear os amigos e parentes em dias festivos e enviar votos para todos em datas comemorativas.
Visito o Duelos porque ele me presta um serviço importantíssimo (me perdoem, novamente, os eventuais leitores) quando me permite, através dos textos, extravasar minhas dores, dificuldades, questionamentos, exercitar o autoconhecimento escrevendo para mim mesma, partindo do princípio de que escrever é terapêutico.
Mas, representa, principalmente, o espaço onde continuamente aprendo sobre várias coisas e sobre o outro, com os demais autores e, sobretudo, me divirto muito. Adoro participar, tenho total liberdade, me sinto entre amigos.