O sol já brilha
Acordemos pra vida
Expandindo luz
Consciência:
Viagem interior
Tornar-se a luz.
domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Temporada das Flores - Leoni
Que saudade! Agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino.
Pelas ruas, flores e amigos
Me encontram vestindo meu melhor sorriso.
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas.
Eu era a causa e a saída de tudo
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera, amor, que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores.
Espera, amor, nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera, estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pras flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Chegaram as tardes de sol a pino.
Pelas ruas, flores e amigos
Me encontram vestindo meu melhor sorriso.
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas.
Eu era a causa e a saída de tudo
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera, amor, que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores.
Espera, amor, nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera, estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pras flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Fuga
Escotilha para o futuro, o “surto”
Quando minha mente vagueia solta
Para além do que, hoje, posso e sou,
Liberta-me da mesmice dos dias
E traz no desvario das atitudes
A fertilidade, a possibilidade, o impulso.
Já não me cabe o espartilho
Que imobiliza, nem a conveniência.
Melhor a verdade, o incômodo provocador
Daqueles que, a todo custo, sabem
Que ainda que pareça tarde,
Sempre existe uma saída, a demência.
Quando minha mente vagueia solta
Para além do que, hoje, posso e sou,
Liberta-me da mesmice dos dias
E traz no desvario das atitudes
A fertilidade, a possibilidade, o impulso.
Já não me cabe o espartilho
Que imobiliza, nem a conveniência.
Melhor a verdade, o incômodo provocador
Daqueles que, a todo custo, sabem
Que ainda que pareça tarde,
Sempre existe uma saída, a demência.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
A Lucidez Perigosa - Clarice Lispector
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
– já me aconteceu antes.
Pois sei que
– em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade –
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
– já me aconteceu antes.
Pois sei que
– em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade –
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Saudade
Sombra que te acompanha,
Aguardando se concretizar
Uma vez mais.
Doendo fino e permanentemente,
Adiando uma nova realização.
Despertando as lembranças vividas e
Enlaçando-te com seu gozo de ilusão.
.
Aguardando se concretizar
Uma vez mais.
Doendo fino e permanentemente,
Adiando uma nova realização.
Despertando as lembranças vividas e
Enlaçando-te com seu gozo de ilusão.
.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Conselho
Nunca diga sim para perguntas indiscretas, pois, às vezes, as respostas podem ser constrangedoras.
Na Terra dos Sonhos
Um dia estava eu andando por uma estrada deserta quando me dei conta de que estava cansada de prosseguir minha vida como vinha fazendo até então.
É que já estava farta de trilhar caminhos conhecidos, sempre o mesmo previsível desenrolar dos fatos, as mesmas pessoas a passarem por mim, as tarefas iguais a desempenhar, a criatividade como meta a ser alcançada depois.
Depois de quê? Será que haverá depois para quem se perde no agora? É possível esperar indefinidamente para ser o que se pensa que é sem correr o risco de ir amofinando, amarelando, desaparecendo do mesmo jeito que essa esperança vã que é o destino dos tontos que se aferram à realidade esquálida e sem sumo do cotidiano?
Estar ali, só, como há muito tempo não me acontecia, me deu ensejo a marcar um encontro com essa eu que tinha o costume de postergar o que era importante. Queria há tempos dizer a ela umas verdades. Quem sabe poderia compreender que tanta responsabilidade, tanta necessidade de segurança não combinava definitivamente com alegria de viver, espontaneidade e deslumbramento. E mais, teria que saber, sua rigidez quadradinha só atrapalhava às outras: ousadas, confiantes, autênticas, que habitavam o mesmo corpo.
Ela me ouviu, eu acho. É que, inexplicavelmente, senti um sopro diferente dentro de mim. A coluna endireitou, o peito se abriu, as juntas se soltaram, estava mais leve e, ao mesmo tempo, tinha ficado mais dona de mim. E brilhava, sentia uma corrente passar por mim e meu coração expandido numa alegria sem motivo. Sorria um sorriso puro, pra ninguém, continuava só, andando na mesma estrada.
Caminhava um passo após outro, em frente sempre, no mesmo ritmo, num estado de tal alheamento que aos poucos percebi que subia na diagonal, tornando-me cada vez mais leve, fora de mim.
Fechei os olhos e me deixei ir por um momento, que me pareceu infinito em seu significado, mergulhando numa realidade que não havia antes experimentado.
Eu era todas e nenhuma. Era unicamente luz. Vibrava o que sabia ser amor, estava preenchida, ligada a tudo, eu era tudo, nada pensava, estava no vácuo. E pela primeira vez eu era.
É que já estava farta de trilhar caminhos conhecidos, sempre o mesmo previsível desenrolar dos fatos, as mesmas pessoas a passarem por mim, as tarefas iguais a desempenhar, a criatividade como meta a ser alcançada depois.
Depois de quê? Será que haverá depois para quem se perde no agora? É possível esperar indefinidamente para ser o que se pensa que é sem correr o risco de ir amofinando, amarelando, desaparecendo do mesmo jeito que essa esperança vã que é o destino dos tontos que se aferram à realidade esquálida e sem sumo do cotidiano?
Estar ali, só, como há muito tempo não me acontecia, me deu ensejo a marcar um encontro com essa eu que tinha o costume de postergar o que era importante. Queria há tempos dizer a ela umas verdades. Quem sabe poderia compreender que tanta responsabilidade, tanta necessidade de segurança não combinava definitivamente com alegria de viver, espontaneidade e deslumbramento. E mais, teria que saber, sua rigidez quadradinha só atrapalhava às outras: ousadas, confiantes, autênticas, que habitavam o mesmo corpo.
Ela me ouviu, eu acho. É que, inexplicavelmente, senti um sopro diferente dentro de mim. A coluna endireitou, o peito se abriu, as juntas se soltaram, estava mais leve e, ao mesmo tempo, tinha ficado mais dona de mim. E brilhava, sentia uma corrente passar por mim e meu coração expandido numa alegria sem motivo. Sorria um sorriso puro, pra ninguém, continuava só, andando na mesma estrada.
Caminhava um passo após outro, em frente sempre, no mesmo ritmo, num estado de tal alheamento que aos poucos percebi que subia na diagonal, tornando-me cada vez mais leve, fora de mim.
Fechei os olhos e me deixei ir por um momento, que me pareceu infinito em seu significado, mergulhando numa realidade que não havia antes experimentado.
Eu era todas e nenhuma. Era unicamente luz. Vibrava o que sabia ser amor, estava preenchida, ligada a tudo, eu era tudo, nada pensava, estava no vácuo. E pela primeira vez eu era.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Entendendo Quem Nós Somos e Aplicando Este Conhecimento no Dia a Dia
Você acredita que o que pensamos ser a realidade é pura ilusão? Pois é só ilusão. Todas as coisas que enxergamos, tocamos, todos os sons que ouvimos, tudo que tem cheiro, tudo que conseguimos provar, enfim, tudo que apreendemos com os cinco sentidos, isto é: os objetos, a natureza, os seres vivos, tudo isso não passa de ilusão. Eles só existem dessa forma que os concebemos, porque nós estamos observando cada coisa.
Parece difícil compreender este conceito mas, na verdade, não é tão complicado. Existe uma realidade manifesta e outra não manifesta.
A realidade não manifesta é a fonte. É o manancial de onde tudo tem origem. É a partir dela que surge a realidade manifesta. É a verdadeira realidade.
A realidade manifesta - que é o que nós apreendemos com os nossos cinco sentidos - é pura ilusão, porque depende do observador, de quem a concebe.
Assim, nós só conseguimos olhar um gato sabendo que se trata de um gato, depois que já tivermos sido apresentados a ele, isto é, depois que o nosso cérebro já tiver registrado o que é um gato.
Tudo o que se manifesta no mundo vem dessa realidade não manifesta, que é o Todo (o que chamam Deus, campo, fonte, energia, luz ou seja lá o que for). Tudo o que existe tem em si a centelha desse Todo. Então, nós temos nosso espírito que é derivado dessa fonte. Logo, em espírito, estamos ligados ao Todo, a tudo que existe, somos um com a Unidade.
O homem é composto pelo espírito (derivado do Todo, a realidade não manifesta), a mente (o ato de observar) e o corpo (o que é observado).
Dessa forma, nós podemos nos identificar com a realidade não manifesta que é o desconhecido, o invisível ou com a realidade manifesta que é o conhecido, o visível.
Acontece que a realidade não manifesta é a fonte da criação, é a potencialidade pura. Aí, tudo é possível. Se atuamos nesse nível estamos livres da relação espaço-temporal, podemos aplicar a magia, afinal, temos poder, temos um Deus dentro de nós. E esse é verdadeiro poder, aí nós somos a divindade, logo somos belos, perfeitos, temos todo o conhecimento, experimentamos o silêncio, a simplicidade, a invencibilidade, a felicidade. Isso representa a auto-referência, a referência do espírito, o real poder, a identificação com o Eu, com o interior.
Mas podemos nos identificar com o externo, com as coisas, com as pessoas, as circunstâncias. É a objeto-referência. Aí somos frágeis, temos necessidade do falso poder, aquele que deriva da necessidade de controle, portanto, do medo. Quando não nos identificamos com a nossa parte espiritual somos vulneráveis, temos medo e precisamos nos defender surgindo a necessidade de controlar, nos antecipando sempre, gerando estresse para as nossas vidas, buscando o falso poder.
Então, a solução é vivermos de acordo com a verdadeira realidade: que somos seres de luz, que podemos nos identificar com o poder real que reside em nós.
Mas para acessarmos essa porção do nosso ser teremos que penetrar no silêncio, no espaço entre nossos pensamentos, mergulhar aí, onde escapamos da relação espaço-temporal, onde simplesmente somos.
Podemos alcançar esse estado através de insights, auto-hipnose, grandes choques (que por instantes nos tira do estado de ilusão em que comumente vivemos), da ioga, da meditação, do tratamento homeopático, da acupuntura e outras formas, como, por exemplo, com o uso de drogas psicodélicas que levam a estados de êxtase quando nos ligamos à Unidade. Quando experimentamos esse estado de consciência alterada, podemos sair do corpo; criar a própria realidade; experimentar estados de união com tudo que existe, animado ou inanimado; mexer com o tempo, alargando-o ou restringindo-o; fazer auto-curas; ter todo o conhecimento; conhecer todas as vidas passadas etc.
Cabe somente a nós a escolha, em cada momento de nossas vidas: viver de acordo com a verdadeira realidade ou continuarmos iludidos, limitados e infelizes.
Parece difícil compreender este conceito mas, na verdade, não é tão complicado. Existe uma realidade manifesta e outra não manifesta.
A realidade não manifesta é a fonte. É o manancial de onde tudo tem origem. É a partir dela que surge a realidade manifesta. É a verdadeira realidade.
A realidade manifesta - que é o que nós apreendemos com os nossos cinco sentidos - é pura ilusão, porque depende do observador, de quem a concebe.
Assim, nós só conseguimos olhar um gato sabendo que se trata de um gato, depois que já tivermos sido apresentados a ele, isto é, depois que o nosso cérebro já tiver registrado o que é um gato.
Tudo o que se manifesta no mundo vem dessa realidade não manifesta, que é o Todo (o que chamam Deus, campo, fonte, energia, luz ou seja lá o que for). Tudo o que existe tem em si a centelha desse Todo. Então, nós temos nosso espírito que é derivado dessa fonte. Logo, em espírito, estamos ligados ao Todo, a tudo que existe, somos um com a Unidade.
O homem é composto pelo espírito (derivado do Todo, a realidade não manifesta), a mente (o ato de observar) e o corpo (o que é observado).
Dessa forma, nós podemos nos identificar com a realidade não manifesta que é o desconhecido, o invisível ou com a realidade manifesta que é o conhecido, o visível.
Acontece que a realidade não manifesta é a fonte da criação, é a potencialidade pura. Aí, tudo é possível. Se atuamos nesse nível estamos livres da relação espaço-temporal, podemos aplicar a magia, afinal, temos poder, temos um Deus dentro de nós. E esse é verdadeiro poder, aí nós somos a divindade, logo somos belos, perfeitos, temos todo o conhecimento, experimentamos o silêncio, a simplicidade, a invencibilidade, a felicidade. Isso representa a auto-referência, a referência do espírito, o real poder, a identificação com o Eu, com o interior.
Mas podemos nos identificar com o externo, com as coisas, com as pessoas, as circunstâncias. É a objeto-referência. Aí somos frágeis, temos necessidade do falso poder, aquele que deriva da necessidade de controle, portanto, do medo. Quando não nos identificamos com a nossa parte espiritual somos vulneráveis, temos medo e precisamos nos defender surgindo a necessidade de controlar, nos antecipando sempre, gerando estresse para as nossas vidas, buscando o falso poder.
Então, a solução é vivermos de acordo com a verdadeira realidade: que somos seres de luz, que podemos nos identificar com o poder real que reside em nós.
Mas para acessarmos essa porção do nosso ser teremos que penetrar no silêncio, no espaço entre nossos pensamentos, mergulhar aí, onde escapamos da relação espaço-temporal, onde simplesmente somos.
Podemos alcançar esse estado através de insights, auto-hipnose, grandes choques (que por instantes nos tira do estado de ilusão em que comumente vivemos), da ioga, da meditação, do tratamento homeopático, da acupuntura e outras formas, como, por exemplo, com o uso de drogas psicodélicas que levam a estados de êxtase quando nos ligamos à Unidade. Quando experimentamos esse estado de consciência alterada, podemos sair do corpo; criar a própria realidade; experimentar estados de união com tudo que existe, animado ou inanimado; mexer com o tempo, alargando-o ou restringindo-o; fazer auto-curas; ter todo o conhecimento; conhecer todas as vidas passadas etc.
Cabe somente a nós a escolha, em cada momento de nossas vidas: viver de acordo com a verdadeira realidade ou continuarmos iludidos, limitados e infelizes.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Diversidade
Grão de areia pequenino,
Rochas, montanhas, vulcões,
Lagos, mares, oceanos,
Florestas, campinas, sertões,
Brisa, ventos, tornados,
Terremotos, tsunamis, trovões,
Asteróides, cometas, estrelas,
Maremotos, relâmpagos, monções.
Universo que se manifesta
Em tão variadas facetas,
Ensina-me, natureza, a esperar
Da vida só iniquidades
E, da criação, falsetas.
Rochas, montanhas, vulcões,
Lagos, mares, oceanos,
Florestas, campinas, sertões,
Brisa, ventos, tornados,
Terremotos, tsunamis, trovões,
Asteróides, cometas, estrelas,
Maremotos, relâmpagos, monções.
Universo que se manifesta
Em tão variadas facetas,
Ensina-me, natureza, a esperar
Da vida só iniquidades
E, da criação, falsetas.
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