terça-feira, 28 de abril de 2009

Nossa História Vai Passar Outra Vez

Pois é, você chegou e nem me falou porque é que vinha. Eu o olhei e me fascinou tudo o que eu via. Tudo era lindo, familiar, seus olhos verdes, meu verde mar. Tudo, a sua postura, envergadura de todo amor que me inspirou. Você me faz acreditar no prazer de amar, no prazer da vida, de uma vida tão conhecida de outro mar... Tudo de novo: o seu caminhar, sua doçura, o seu olhar... Sinto que, para sempre, na minha estrada você há de estar. Eu quero a sua vida emaranhada na minha. Assim vou resgatar o que se perdeu em outro mar...
A nossa história eu sei que de novo vai passar...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Curando a Asma

Se você já teve uma crise de asma, vai poder entender perfeitamente o que estou falando.
Acontece geralmente no meio da madrugada. A pessoa acorda sufocada, não consegue botar o ar para dentro, já que o que está dentro não pode ser eliminado. É uma pressão no peito! Cansa, chega a doer. O coração dispara, vem o medo que aumenta a dificuldade respiratória e sobrecarrega ainda mais o coração.
E o infeliz geralmente não consegue se acalmar. Acha que vai morrer e recorre aos broncodilatadores ou corre para o pronto-socorro.
As duas possibilidades são desastrosas porque trazem um alívio, mas geram dependência.
E o que provoca a crise? Já estamos fartos de ouvir falar no assunto, de escutar as recomendações, de vibrar com as novidades da terapêutica, que na verdade, logo se mostram ineficazes. Porque todas as condutas estimulam a dependência, seja do terapeuta, dos remédios, do isolamento, da negação dos contatos. E o portador desse tipo de problema precisa, ao invés de se proteger, se isolar, se retrair, é de se abrir, confiar em si mesmo, desenvolver o seu poder pessoal, sentir-se forte e preparado para viver nesse mundo.
Mas palavras são bonitas, é até fácil compreender todo o processo, porém na hora da falta de ar...
O que buscar? O que fazer?

Acordei de madrugada: era aquela aflição, a pressão no peito, o coração disparando, expirar, só por meio da tosse. Não consigo bocejar, o diafragma não desce. Ficar deitada é impossível, apesar do sono. Não consigo relaxar. Tenho que ficar sentada, curvada para frente, usando músculos acessórios do pescoço para respirar.
Eu tinha entrado em contato com alergenos: ácaros, mofo, poeira, produtos de limpeza, aerossóis para matar mosquitos. A casa estava fechada por muito tempo e o tempo estava úmido. Eu estava ansiosa porque tinha viajado e isto para mim é causa de ansiedade.
Aí tudo se soma e surgem os sintomas. Seria fácil usar medicamentos. Mas não concordo com isto. Já que sou alérgica, procuro, por uma questão de comodidade, evitar o contato com os fatores que desencadeiam o processo.
Às vezes, é impossível e surge a crise. Sou virgem de tratamento e pretendo continuar assim. Já passei por maus pedaços, mas superei sozinha. Na minha pior crise, num dia de frio intenso em Lumiar, com chuva forte, e antes uma umidade enorme, só saí da crise rezando. Fui me acalmando; a chuva foi caindo, a umidade também e aí melhorei.
Na minha última crise, procurei me conectar com alguma coisa maior que eu. No meio da crise, lembrei de meu pai que morreu há oito meses em edema agudo de pulmão, velhinho e sem suporte hospitalar. Lembrei-me da sua agonia e da minha que estava ao seu lado e que por ter asma,conhecia um pouco o horror de me sentir afogada. Essas lembranças são dolorosas, porque me trazem culpa, já que não permiti que meu pai fosse entubado para evitar todo o sofrimento prolongado dos que morrem sem a dignidade de aguardar a sua hora em paz junto dos que amam e não sustentados por aparelhos.
Aí, instantaneamente, ao invés de ficar sofrendo por lembrar da agonia do meu pai no leito de morte e me comparar nesse momento a ele, pensei no meu pai como sua alma e não seu corpo físico. Pedi sua ajuda, sua inspiração. Então pude contemplá-lo na sua grandeza e perfeição.
Nesse momento, sentada na cama, instintivamente assumi a posição de lótus. Ao invés de permanecer curvada fui tentando alongar a coluna e abri o peito. As mãos pousaram sobre os joelhos tentando englobá-los com suavidade, com um sentido de proteção enquanto internamente eu repetia a mim mesma: lembre-se de quem você realmente é. Assim fui ficando, abrindo as asas para respirar, lembrando a mim mesma de quem eu realmente era.
Imediatamente algo aconteceu. A respiração foi ficando menos pesada, fui relaxando, conseguindo expirar e aprofundar a inspiração, o coração foi acalmando e logo eu estava me sentindo melhor. Com a expiração foi sendo drenado aquele muco que ao sair dá tanto alívio. Logo, eu já conseguia ensaiar uns bocejos. Na crise também ajuda muito abrir e fechar a boca várias vezes para estimular um bocejo que permite que o diafragma possa descer e ampliar a respiração. A gente não consegue bocejar quando está com a dificuldade respiratória.
Quando já estava bem comecei a pensar no que tinha acontecido, a analisar o que tinha feito de forma intuitiva e cheguei à conclusão de que tudo é muito simples.
A gente vive tanto quanto respira e tão bem quanto bem respira.
Então, se há dificuldade respiratória, você está caído, pra baixo, literalmente curvado. Na crise você está sob tensão, contraído. Então o tratamento é relaxar, alongar, soltar (o medo da morte gera apego). Mas o corpo físico não é capaz disso porque está sob estresse. A circulação energética está prejudicada, estagnada em algum ponto. É preciso então conectar com a alma. Esta é poderosa. Então é preciso lembrar que nós não somos apenas aquele corpo que sofre naquele momento na encarnação. É preciso despertar a memória de que somos alma, que já morremos outras vezes e que continuamos, então isso apaga o medo da morte que é o medo primordial e é o medo de quem não está respirando normalmente. Conectar com a alma é despertar a força curativa que todos temos, ainda que adormecida.
E a postura instintivamente adotada facilita o restabelecimento da circulação energética. Elevando os braços também tonificamos o meridiano do pulmão e isso eu também fiz na seqüência da melhora.

Enfim, com procedimentos simples é possível sair de uma crise, ganhando autoconfiança para no segmento tomar as medidas que visam evitar novas descompensações. O fato de não usar num primeiro momento medicamentos, nem correr em busca de ajuda externa constitui um ganho enorme no processo de lidar com esta doença.
Até mesmo com crianças, estimular determinadas posturas, fazê-las cantar e despertar nelas a confiança traz grande ajuda na assistência ao paciente.
Concluímos então que é imperativo e muito vantajoso, sob vários pontos de vista, despertar o curador que há dentro de você mesmo. É o melhor plano de saúde.

Indo Embora

Há momentos que são tristes. ‘Eu me sinto presa’. São tantas coisas densas, tantos problemas pequenos que não me permitem voar...
Quero alçar um vôo leve e levar comigo aquele que almeja a liberdade.

Há momentos que são cheios de alegria. Estou solta e leve, para fugir de tantas coisas que me impedem, que me mantém numa caminhada tão medíocre...
Quero correr, pular, sumir deste mundo grotesco, alma livre que sou. Sou presa somente pela emoção, pelos contatos de amor.

Sinto-me amarrada, atolada, cansada e sem ânimo de me libertar. Busco aquilo que sei que posso e não consigo. Não sei andar nesse caminho de pedras quando sei que vim de um lugar onde caminhava sobre as nuvens.
Quero voltar, quero me reencontrar. Vou-me embora. Vou voar. Vou ser. Longe daqui...

Meu Irmão Mais Feliz:

Ele está sempre de bem com a vida. Sua principal característica é a confiança. Espera sempre o melhor de cada situação vivida. É receptivo aos acontecimentos, às pessoas e às mudanças. Sempre risonho, é difícil conseguir tirá-lo do sério. Mas quando se aborrece eleva a voz, faz cara feia que chega a assustar. Mas passa rápido e logo recupera o ar jovial, o sorriso no rosto, as palavras suaves! É tão otimista, que quase sempre exagera nas expectativas de bons negócios e acaba tendo prejuízos. Mas não se importa, está sempre recomeçando. Sabe perder e recomeçar sempre com o mesmo entusiasmo.
Tem senso de estética apurado e adora trabalhar com as mãos, produzidno peças caprichadas, em madeira e metal. É autodidata, com um largo campo de interesses, sobretudo voltado para eletrônica e informática, nos quais sobressai e realiza coisas fantásticas. Mas seu forte é a diversidade. Já trabalhou em inúmeros projetos, desde criação de camarões e escargots até construção de aeromodelos. Na informática está sempre acompanhando as novidades. Já trabalhou com fotografia, montando um estúdio de alto nível e depois deixou seu sofisticado equipamento, sendo usado somente como hobby. Na verdade, ele é extremamente criativo, desapegado, vinculado exclusivamente ao momento presente e apaixonado por tudo que faz, sem se importar com questões financeiras, previsões e burocracias.
Aprecia, sobretudo, os prazeres da mesa, é excelente cozinheiro do trivial e adora experimentar novos pratos.
Seus amigos o adoram simplesmente porque é bom desfrutar de sua companhia.
Não tem orgulho, é o irmão mais velho, mas nunca se importou de solicitar auxílio sempre que precisou.
Constituiu numerosa família, criando seis filhos que tiveram sempre abundância de carinho, liberdade, incentivo e felicidade. Não aceitou comprometer a sua felicidade em troca de segurança material. Tenho certeza de que sairá da vida deixando para os filhos a riqueza representada pela alegria de viver cada dia como se fosse o último de sua existência.

domingo, 26 de abril de 2009

Todos os Mares

Mar de azuis
De algas, de recifes de corais.
Mar das redes fartas
De coloridos peixes
Dos pescadores com seus barcos.

Mar bravio
De ondas colossais.
Mar dos desbravadores,
Dos piratas e seus tesouros,
Das garrafas com segredos.

Mar de sonhos,
Mar de lágrimas
Daqueles que esperam na praia.

Mar de ilusão,
Mar das sereias fantásticas
E dos marinheiros enfeitiçados por seu canto.

Mar das crianças travessas, dos tatuís,
Dos surfistas pegando ondas, suas pranchas
E das mulheres com seus nus.
Dos caixotes e inevitáveis tombos,
Com seios à mostra e rosadas bundas.

Mar de audácia,
Mar de desconsolo e dor,
Mar de grandiosidade e tragédias.

Mares onde nos perdemos para nunca mais,
Dos afogados nas águas ou nas próprias tristezas.
Mares que nos levam para longe...
Para terras estrangeiras ou para o estranho em si,
Para buscas insondáveis, perdição ou reconhecimento.

Mares de náufragos...
Dos esquecidos
De si mesmos ou de todos.

sábado, 25 de abril de 2009

Escrever

Sempre se escreve sobre si mesmo. Talvez seja apenas isso: uma explosão repentina no ser que precisa ser aliviada. Eu escrevo estilhaços de pensamentos que, de repente, caem na minha cabeça. Tudo é fragmentado como a própria vida. A questão de cada um é juntar os pedaços, descobrindo o relacionamento que há entre os fatos, exercendo dessa forma a compreensão.
Quando escrevo tenho medo, porque me sinto despida, me revelo para os outros, sinto-me, por vezes, em carne viva, esfolada de minha proteção. Talvez seja por isso que minhas mãos ficam vermelhas, coçam tanto e esfolam. Eu quero me revelar. Eu busco me mostrar para mim mesma.
Só sei escrever assim: sem enredo, sem preparação, apenas dando vida ao que vai jorrando, brotando de mim.
Há tempos comprei uma máquina elétrica para escrever meus textos. Mas, doce ilusão, ainda não consigo, até hoje, acompanhar, com o teclado, a rapidez das idéias. Gosto mesmo é de escrever com a caneta deslizando pelo papel. Acho tão bonito esse movimento! É fluxo, é um escorrer de idéias, de sensações, de impressões...
Muitas vezes, quando espio pela janela do ônibus, surgem mil reflexões, todas elas geradas pelos cheiros que eu capto da vida. Enquanto os ônibus correm, os odores vão chegando, me impressionam e logo mudam para outros que trazem novas cenas que se desenrolam na minha mente. É incrível a velocidade em que o mundo vai acontecendo! Quanta coisa existe para percebermos com os sentidos! As imagens que entram pelos nossos olhos, os perfumes que se sucedem marcando acontecimentos, os ruídos que nos transportam para mundos diferentes. Como a realidade é rica de coisas e como elas nos fazem voar! Como cada um pode ser tão rico quanto quiser, quanto for capaz de enriquecer suas percepções! E o toque? A sensualidade é mansa e doce. Pensar, sentir, voar. Voar para mais alto, acima de todas as coisas. Integrar realidade e fantasia. Soltar as asas e ensaiar voos cada vez mais plenos de sentir. Quanta riqueza em cada um de nós! Quanta beleza presente, pronta para ser captada por todos que se sentem aptos a viver de fato! O imaginário é, a um só tempo, nosso servo e senhor.
Sensibilidade, estar à flor da pele, ansiar por doçuras, estar acima de todas as coisas, pensar somente com o coração. Tudo faz sentido. Tudo, de repente, fica belo.
Hoje pensei num trem. Tantas analogias passaram pela minha cabeça! Um trem é tão presente, é um impulso, sem freio, é continuidade, é perseverança, é destino. É um desenvolver aos poucos, é um balançar, é um barulho contínuo. É imponente, se visto de frente. Pode ser ameaçador. É dor pungente, de saudade, se visto de costas. É belo e convidativo ao olhar, se olhado de lado. Somos nós nas suas janelas. E aí tudo passa pela gente. O trem corre ou são as coisas, o mundo que corre? Somos nós que passamos pelo mundo ou será o mundo que desfila aos nossos olhos? Fico me imaginando dentro de um deles. Não me importo se há requinte no seu interior. Eu gosto de requinte, de cuidados, mas prefiro a simplicidade. O que me atrai de fato é percorrer longas distâncias olhando pela janela. É poder ver o mundo passar por mim, é essa alma de voyeur, é a experiência da impermanência de todas as coisas. Eu vibro quando consigo captar não só imagens como também cheiros que me transportam para outras realidades. Sei que os odores que impregnam meu nariz sensibilizam áreas nervosas que são então integradas no cérebro e me despertam emoções. Adoro a fluidez das informações chegando. São tantas vidas a passar pelos meus olhos! Vidas que me fazem deflagrar outros sonhos. Vibro com a realidade que vejo e com os sonhos que cada fato real me desperta. É uma riqueza imensa que brota de dentro de mim. É vida sobre vida.
Para mim, isto é estar aberta. É sempre que o mundo me impressiona. É quando eu me conecto com o exterior. É quando o que vai por dentro de mim consegue romper as barreiras e extravasar. Adoro esta palavra: extravasar. É ir além, romper limites. É ir subindo devagar, transbordando, espalhando-se.
Música também me atinge em cheio. Ouço Je t’aime e fico trêmula. Porque hoje estou à flor da pele. E estar assim é estar viva, mesmo que isso aconteça somente às vezes. Fora isso, me sinto uma máquina de realizar. Realizo, faço, cumpro, venço, produzo. E é tão bom ser só sentidos, estar à janela do trem e ver o mundo passar. E sentir, sentir, deixar-se levar. Ser somente. Nada a fazer. Não fazer. Soltar-se. Soltar as amarras e ir à deriva, mar afora. Trem solto dos trilhos. Pássaro sem asas.

É Problema Nosso

Existirá coisa mais triste e absurda que uma criança refém da infelicidade e frustração dos pais?
Quantas crianças neste exato momento sofrem no próprio corpo e na alma os maus tratos daqueles que deveriam protegê-las?
Porque diabos estes seres frágeis são feitos de sacos de pancada que aliviam as agressões sofridas, diariamente, por pais despreparados, nesta sociedade injusta?
E o que dizer daqueles que se omitem quando não denunciam e livram por vezes da morte, crianças cujos gritos e choros contidos fingem não ouvir?
Estes filhos do desespero, do medo, da raiva e da dor são nossos também, daqueles que ainda conservam um pouco de lucidez e equilíbrio neste mundo louco.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

IR

Mês de cálculos!!!
Só tributos injustos:
Leão ou porcos?

Cadê a grana
Que pago de impostos?
Social? Zero.

Não dá pra correr,
Sou assalariado:
Só resta pagar.

Eu financio
A farra em Brasília
Com meu trabalho.

E até quando?
Não dá para entender...
Melhor nem chiar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fim de Semana na Casa da Tia

Ela tem 10 anos e veio passar o final de semana comigo. Pensei em como poderíamos nos divertir, mas na bagagem, ela vinha trazendo livros e cadernos porque tinha que estudar, recomendava o pai. É que agora nas escolas existem muitos trabalhos, atividades e provas. Assim, crianças da 4ª série, na minha época chamada de curso primário, já precisam estudar, inclusive nos fins de semana. Como resolveríamos esta questão? Afinal, ela estava comigo para enriquecer algum outro aspecto de sua vidinha, eu imaginava. Resolvi que faríamos todas as tarefas e estudaríamos livros e cadernos de um jeito bem tranquilo, divertido, sem stress. E, principalmente, sem comprometer o precioso tempo destinado ao outros aprendizados.
Ela havia chegado na sexta-feira à noite, pois fica todos os dias no integral até as 18 horas. Então só deu para jantarmos, vermos um pouco de televisão e irmos dormir, já que para estar na escola às 7 horas, o ônibus escolar a pega em casa às 6 horas e ela acorda às 5:30.
Fico admirada de como a vida das crianças de hoje é sacrificada. Aí entendo porque as fobias, úlceras e doenças de pele são tão prevalentes.
Então, no sábado, depois do café, saímos para andar um pouco pela rua e pegar sol, olhar as pessoas. Descobri que ela tem horror a cachorro e medo de sair na rua, medo aprendido com o pai já transtornado pela violência da cidade. Voltamos e iniciamos os estudos. Enquanto ela estudava, eu a ajudava e lhe ensinava a cozinhar também. Intervalos para brincadeiras e orientações várias sobre relacionamentos com colegas e professores, táticas para estudar mais rápido, como secar os cabelos, como cuidar das unhas etc. Ela descobriu que estudar podia ser divertido, interessante, sem preocupações com resultados de provas, visando apenas o conhecimento. Na tarde de sábado, já tínhamos conseguido completar as tarefas e o estudo.
Foi aí que ela me mostrou um livro que teria de ler ainda naquele dia, com 60 páginas, falando como se fosse uma horrível condenação. Mostrei a ela o gosto pela leitura e como os livros nos enriquecem. Lemos juntas, cada uma um capítulo. O livro era fantástico: A Fada que Tinha Boas Ideias, de Fernanda L. de Almeida. Propus a ela que lêssemos dramatizando as falas. Ela adorou, leu direitinho, entendeu e interpretou fadas, bruxas, cometas etc. Foi demais!
Ao ir dormis, no sábado à noite, estava em dia com todas as obrigações e assim poderia ter o domingo livre, sem pensar em escola (que a mente precisa se afastar de tudo, periodicamente, para descansar). Na manhã de domingo brincamos de karaokê porque ela iria embora à tarde para almoçar com o pai. Cantamos, dançamos, pulamos, gritamos. Eu me soltei, liberei tudo, me diverti demais. Rimos de gargalhar cantando a música do sapo que não lava o pé, com a e i o u. Foi libertador.
Hoje, segunda-feira, liguei pra ela às 5:30 e falei assim: “I sipi ni livi i pi, ni livi i pi piqi ni qi...” E ela dobrou de rir. Estamos começando uma nova semana leves, renovadas e, sobretudo, felizes.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Silêncio

Cuida em guardar silêncio. É preferível falares somente as melhores palavras.