sexta-feira, 3 de abril de 2009
Lei dos Teimosos
Depois de cair por sete vezes, levante-se bem rápido para a queda número oito. É a lei dos teimosos.
Estou Lendo...
Criando Prosperidade: a consciência da fartura no campo de todas as possibilidades - Deepak Chopra
Recado
Rita, não fique acanhada,
Pode vir duelar também.
Eu resolvi entrar nessa
Pra brincar de ir além.
Além dos parcos recursos
no uso das palavrinhas.
Nem ligo, vou só escrevendo
E aguentando as picuinhas.
Pode vir duelar também.
Eu resolvi entrar nessa
Pra brincar de ir além.
Além dos parcos recursos
no uso das palavrinhas.
Nem ligo, vou só escrevendo
E aguentando as picuinhas.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Florbela Espanca e sua “Inconstância”
Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
In: “Poesia: 1918-1930”
Rezemos aos Deuses por Nossos Maridos, Chefes, Dirigentes...
Na década passada, quando uma irmã passou quase um ano na Índia fazendo pesquisa sobre lepra, eu, que na época imaginava que lá só houvesse pessoas de grande elevação espiritual, onde o sagrado estaria acima de todas as coisas, me decepcionei com os relatos de sua amarga experiência. Contou-me que o que imperava era a sujeira, a tentativa de sempre enganar os estrangeiros, uma preocupação excessiva com o material, a banalização da vida, preconceitos contra a mulher e a vergonhosa segregação em castas. Claro que sendo um país de contrastes, esta era só uma visão de um ocidental que estava indo à Índia a trabalho e não com o intuito de desenvolver sua espiritualidade. Ela mesma ponderou sobre esta questão, mas o fato é que sentiu na pele, por tempo considerável, a realidade do dia a dia naquele país.
Hoje é inevitável não deixar de observar o que está sendo retratado na novela global que aborda este assunto e que está conseguindo expressar tão bem os contrastes entre o Ocidente e a cultura indiana, entre o que parece ser e o que de fato é e como cada questão, necessariamente, deve ser analisada respeitando-se a simbologia de cada povo. No fundo, os contrastes e os aparentes absurdos ocorrem em todas as culturas, segundo o ponto de vista.
Assim é que me chamou atenção o fato apresentado na novela sobre haver um dia de jejum das mulheres consagrado a pedir aos deuses proteção para os maridos, com anseio de vida longa e de todos os benefícios para eles. As suas mulheres se sacrificariam em troca desta benesse, claro que esperando as repercussões que teriam sobre suas próprias vidas.
Estranho me pareceu à primeira vista. Entretanto, refletindo sobre a questão, vi o quanto era interessante. Na verdade, é uma prática de visualização criativa, tão em moda por aqui depois do sucesso do livro “O Segredo”, afinal, o jejum das mulheres facilitaria um estado de concentração da mente, em que elas mentalizariam coisas auspiciosas (saúde, vida longa...) para eles que, com sua boa sorte, refletiriam para elas um estado de tranquilidade, sucesso e bem-aventurança.
Achei muito pertinente esta prática (sobretudo para os de mente prática), só que penso que deveríamos estender nossas orações a todas as pessoas que influenciam direta ou indiretamente as nossas vidas: nossos pais, nossas famílias em geral, nossos professores, chefes, dirigentes de nosso estado e país...
Enfim, é muito mais simples absorver o conceito de que como estamos todos ligados, o que afeta a um afeta a todos. Desejemos o melhor e nos responsabilizemos, pois, por todos, por sua felicidade. E pelo planeta, é claro.
Hoje é inevitável não deixar de observar o que está sendo retratado na novela global que aborda este assunto e que está conseguindo expressar tão bem os contrastes entre o Ocidente e a cultura indiana, entre o que parece ser e o que de fato é e como cada questão, necessariamente, deve ser analisada respeitando-se a simbologia de cada povo. No fundo, os contrastes e os aparentes absurdos ocorrem em todas as culturas, segundo o ponto de vista.
Assim é que me chamou atenção o fato apresentado na novela sobre haver um dia de jejum das mulheres consagrado a pedir aos deuses proteção para os maridos, com anseio de vida longa e de todos os benefícios para eles. As suas mulheres se sacrificariam em troca desta benesse, claro que esperando as repercussões que teriam sobre suas próprias vidas.
Estranho me pareceu à primeira vista. Entretanto, refletindo sobre a questão, vi o quanto era interessante. Na verdade, é uma prática de visualização criativa, tão em moda por aqui depois do sucesso do livro “O Segredo”, afinal, o jejum das mulheres facilitaria um estado de concentração da mente, em que elas mentalizariam coisas auspiciosas (saúde, vida longa...) para eles que, com sua boa sorte, refletiriam para elas um estado de tranquilidade, sucesso e bem-aventurança.
Achei muito pertinente esta prática (sobretudo para os de mente prática), só que penso que deveríamos estender nossas orações a todas as pessoas que influenciam direta ou indiretamente as nossas vidas: nossos pais, nossas famílias em geral, nossos professores, chefes, dirigentes de nosso estado e país...
Enfim, é muito mais simples absorver o conceito de que como estamos todos ligados, o que afeta a um afeta a todos. Desejemos o melhor e nos responsabilizemos, pois, por todos, por sua felicidade. E pelo planeta, é claro.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Sentido da Vida
Viver. Sempre viver. Continuar. Buscar em todos os momentos um sentido para a existência. Viver com alegria. Manter o olhar adiante. Habitar o próprio corpo. Sentir-se dentro de si, senhor de si. Conduzir a própria vida. Saber que o que se quer se consegue. Entender que o Universo assente ao nosso desejo sincero. Confiar que o rio corre a favor, quando há segurança do desejo.
É uma chama que se acende, um vento que nos leva para longe, um fluxo em nós. Isto é a consciência de nossa porção espiritual.
É uma chama que se acende, um vento que nos leva para longe, um fluxo em nós. Isto é a consciência de nossa porção espiritual.
terça-feira, 31 de março de 2009
Parabéns, Aline!
Há 27 anos você chegava a este mundo, sendo festejada por seus pais e por toda a família que já a esperava cheia de alegria e com certa ansiedade. Seu nascimento foi anunciado por mim a todos os meus amigos e você permaneceu perto de nós, na casa dos avós, cercada pela numerosa família. Desta forma, foi influenciada por muitas pessoas, incorporando aspectos diversos ao seu ser que já nasceu neste contexto exatamente por estar sintonizada com ele, era o seu destino a expansão em todo os níveis.
Mostrou desde cedo sua singularidade, com temperamento forte e delicadeza natural expressa na carinha de boneca. Extremamente observadora, era ainda pré-adolescente quando escreveu sobre diferentes membros da família e me surpreendeu com sua perspicácia e sensibilidade na avaliação.
Ávida por conhecimento, lia tudo que passava por você e mostrou logo a facilidade para escrever. Suas composições eram sempre destacadas e colocadas nos murais da escola. Seus textos mostravam um amadurecimento tal, que ou eram aceitos, valorizados e premiados ou causavam um certo temor aos professores menos acostumados com pessoas originais, inteligentes e audaciosas.
Sempre teve facilidade nos relacionamentos interpessoais e seus amigos apreciavam sua maturidade precoce, não raras vezes buscando seu aconselhamento.
No colégio, expressar-se em público mostrou ser outra habilidade e como o interesse pelas pessoas e a compaixão existiam como fortes características, daí a optar por Psicologia como carreira foi um pulo.
Sempre boa aluna, não teve dificuldade para entrar para a Universidade e a vontade de conhecer e aprender sobre tudo, em especial, o que se relacionasse a outras culturas, facilitou sua vida curricular, principalmente o estudo de idiomas, sendo francês a sua paixão.
Este ano você concluiu seu Mestrado em Psicologia com destaque no seu trabalho que continuará desenvolvendo no Doutorado, tal o interesse e a abrangência do tema.
Mas sua maturidade tão realçada durante sua defesa de Mestrado vai além e se pauta, sobretudo, no aprendizado através das experiências de sua vida. Seu primeiro filho está quase nascendo e trará com ele a promessa de dias felizes que você bem merece. A família que você constituiu é harmoniosa e será um lar feliz, tranquilo, seguro e berço de conhecimentos para o Kurt.
Por tudo que você é, pelo caminho que tem trilhado, por sua força e coragem, dinamismo, inteligência e, principalmente, pelo amor que traz dentro de você e que naturalmente distribui, parabéns. Felicidades, paz, saúde, alegrias, muito amor, um abraço apertado e beijos.
Mostrou desde cedo sua singularidade, com temperamento forte e delicadeza natural expressa na carinha de boneca. Extremamente observadora, era ainda pré-adolescente quando escreveu sobre diferentes membros da família e me surpreendeu com sua perspicácia e sensibilidade na avaliação.
Ávida por conhecimento, lia tudo que passava por você e mostrou logo a facilidade para escrever. Suas composições eram sempre destacadas e colocadas nos murais da escola. Seus textos mostravam um amadurecimento tal, que ou eram aceitos, valorizados e premiados ou causavam um certo temor aos professores menos acostumados com pessoas originais, inteligentes e audaciosas.
Sempre teve facilidade nos relacionamentos interpessoais e seus amigos apreciavam sua maturidade precoce, não raras vezes buscando seu aconselhamento.
No colégio, expressar-se em público mostrou ser outra habilidade e como o interesse pelas pessoas e a compaixão existiam como fortes características, daí a optar por Psicologia como carreira foi um pulo.
Sempre boa aluna, não teve dificuldade para entrar para a Universidade e a vontade de conhecer e aprender sobre tudo, em especial, o que se relacionasse a outras culturas, facilitou sua vida curricular, principalmente o estudo de idiomas, sendo francês a sua paixão.
Este ano você concluiu seu Mestrado em Psicologia com destaque no seu trabalho que continuará desenvolvendo no Doutorado, tal o interesse e a abrangência do tema.
Mas sua maturidade tão realçada durante sua defesa de Mestrado vai além e se pauta, sobretudo, no aprendizado através das experiências de sua vida. Seu primeiro filho está quase nascendo e trará com ele a promessa de dias felizes que você bem merece. A família que você constituiu é harmoniosa e será um lar feliz, tranquilo, seguro e berço de conhecimentos para o Kurt.
Por tudo que você é, pelo caminho que tem trilhado, por sua força e coragem, dinamismo, inteligência e, principalmente, pelo amor que traz dentro de você e que naturalmente distribui, parabéns. Felicidades, paz, saúde, alegrias, muito amor, um abraço apertado e beijos.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Decepcionada
Ana rima com bacana,
Samurai com butterfly,
Ela tá mais pra deusa Inanna,
Mas se faz de lady Di.
Olhem só que ardilosa,
Corre a escrever num cantinho,
Vejam que coisa maldosa,
Depois volta na boa, de fininho.
Ana, sua embromadora,
Isso é coisa muito feia!
Coitada da Escrevinhadora...
Quase cai na sua teia.
Li tudo que você escreveu
E achava que era alma boa,
Agora, pensando bem,
Vejo que é uma à toa.
Deixo escorrer tanto fel
Nestas mal traçadas linhas,
Pois detesto que joguem ao léu
Tantas palavras daninhas.
Logo você, tão talentosa,
Que ia no caminho do bem,
Agora só vem com esta prosa
De estar sempre ferindo alguém.
Veja, Ana, se ainda se recupera,
Larga este corpo, que tu não é megera!
Volte a trilhar o caminho iluminado,
Antes ser zen que viver só de pecado.
Já chega de tanta dissimulação!
O que te fez partir pra esta escuridão?
A galera acaba apedrejando ocê!
Gente, não tô dando ideia, tô pagando pra ver!
Samurai com butterfly,
Ela tá mais pra deusa Inanna,
Mas se faz de lady Di.
Olhem só que ardilosa,
Corre a escrever num cantinho,
Vejam que coisa maldosa,
Depois volta na boa, de fininho.
Ana, sua embromadora,
Isso é coisa muito feia!
Coitada da Escrevinhadora...
Quase cai na sua teia.
Li tudo que você escreveu
E achava que era alma boa,
Agora, pensando bem,
Vejo que é uma à toa.
Deixo escorrer tanto fel
Nestas mal traçadas linhas,
Pois detesto que joguem ao léu
Tantas palavras daninhas.
Logo você, tão talentosa,
Que ia no caminho do bem,
Agora só vem com esta prosa
De estar sempre ferindo alguém.
Veja, Ana, se ainda se recupera,
Larga este corpo, que tu não é megera!
Volte a trilhar o caminho iluminado,
Antes ser zen que viver só de pecado.
Já chega de tanta dissimulação!
O que te fez partir pra esta escuridão?
A galera acaba apedrejando ocê!
Gente, não tô dando ideia, tô pagando pra ver!
Cais - Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
Para quem quer se soltar,
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor
E sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar
.
.
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor
E sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar
.
.
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