sábado, 13 de outubro de 2012

Saudade

A saudade é barco que não atraca
Ou desliza em suaves ondas de águas cristalinas
Ou se arrebenta no mar revolto cor de sangue
Oriundo do torvelinho da inconformação

No Astral Também se Vive

No vale perdido das horas insones
Sonho enlouquecida com um beijo teu

Durmo

Acordo e a boca em carne viva
Me fala que a alma
Sacia o desejo nos lábios que mordeu

Paixão é Paixão, Amor é Amor

Teu corpo-açoite me queima em noites de ilusão
Minha febre traduz momentos de pretensa paixão

Te quero de corpo e alma
Não me basta a imaginação

De que vale a grandeza de uma estrela
Tão longe está da minha mão

Constatação

O prosaico me estarrece
Se se torna habitual.
Vivo na contramão porque quero.
Esquisita sim, jamais frugal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Chilique

Cáustica, não mede as palavras!
Insana, esbraveja e polui o ar.
Imagina que os ouvidos alheios
Absorvem tudo que extravasar.

Entretanto, ela desconhece
O enorme estrago que faz.
Além de prolongar sua agonia,
Carrega outros tantos atrás.

Explodir não é a regra.
Há alternativas bem melhores.
Que tal conversar com o espelho
Nem cobra e dá bom conselho...

Borboleta

Borboleta esvoaçando
Suas asas pelo ar...
É tanta leveza bailando!
O coração não tem pesar.

Crianças são borboletas
Compartilhando emoção!
Tão puras mostram aos adultos
Quão inútil é a tensão!

Feliz dia das crianças!!!
Que Deus as abençoe e guarde!
Adulto, seja  tranquilo!
É desnecessário o alarde.

Crianças desejam paz!!!
Basta-lhes um olhar carinhoso.
Tudo mais pode esperar...
Permita-se ser criança de novo.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Paciência

Grande coisa saber tudo só em teoria.
Ser o que se sabe, na prática, é a grande magia.
Queria ser um feiticeiro só para experimentar
Poder, num piscar de olhos. num sábio me transformar...

Que doce ilusão a minha...
Quem falou que iria adiantar?
Sabedoria é como fazer doce
Pra dar o ponto tem que saber esperar.

Energia

Não sou  apenas matéria.
Quem não sabe disso?
Sou energia vibrando
E me esqueço ou finjo
Que sou muito densa.
E, incapaz de enxergar:
Mora em mim um ser de luz a pulsar.
Troco continuamente
Alguma coisa com toda gente
E mesmo com tudo que há.
Na mesma frequência,
Logo encontro um par.

Veja que responsabilidade...
Alguém sabe o que acarreta isso?
Sintonizo com Deus
Ou posso encarnar o próprio ouriço.
Num momento posso ser inspirada,
No outro, lanço espinhos de raiva em saraivada.




Mente Inquieta

Saltimbancos são meus pensamentos
Roubam de mim a paz
Não se aquietam um só momento...