quinta-feira, 4 de março de 2010

Hermógenes

Neste mundo bélico, “lógico”, psicodélico, tecnológico, competitivo, erótico, dispersivo, neurótico, violento, pseudo-artístico, virulento, tão “normal”, tão “intelectual”, tão superfície, tão oco, tão agitado, tão louco, tão material, tão hedonista e sem rumo... os poucos que têm Paz são “marginais”.
Marginalizemo-nos. Mergulhemos na Paz.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Buda: “Importante é Como Falar”

Aqueles que encontram as palavras certas nunca ofendem ninguém. E, no entanto, eles falam a verdade. Suas palavras são claras, mas jamais ásperas. Eles não recebem ofensas e não as dão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Felicidade

Brilha o sol com intensidade, logo de manhã,
Convidando toda a gente para viver com afã.
Que alegria será esta que brota no coração
Sempre que ele aparece dissipando a escuridão?

Há quem goste dos dias nublados
Com friozinho que chama o aconchego.
Mas vejam, parece inegável que é a luz
Que mais desperta o nosso desejo.

O sol assanha as pessoas e faz todo mundo sorrir.
Esquenta até mesmo as entranhas aguçando o sentir.
Dá vontade de sair dançando, abraçando quem encontrar,
Pintando os caminhos de sonhos e esperando o luar...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Carnaval

Carnaval é um tempo em que a realidade cotidiana dá lugar ao sonho.
E cada um de nós tem o seu.
As crianças têm a liberdade de escolher quem desejam tornar-se. E cabem, na medida, na fantasia que vestem: fadas, carrascos, pierrôs, super-heróis, colombinas, vampiros, bate-bolas. Não importa. Elas se transmutam naqueles personagens que elegeram.
Para os adultos, fica mais complicado deixar de ser o que pensam que são para manifestar outra personalidade. Geralmente, precisam de algo mais para nublar a consciência e permitir a mudança. É uma pena!
No carnaval tudo fica mais vivo. Os sentidos se aguçam e os talentos se manifestam. A profusão de cores e formas explode em criações inimagináveis que enfeitam os corpos e os lugares com luzes radiantes por toda parte.
O som é inebriante. Os acordes são arranjados magnificamente e a música só não é celestial porque o ritmo cadenciado é humano demais. As baterias descompassam o coração levando a emoção aos píncaros da glória.
Tudo é cor, tudo é luz, tudo é festa e alegria. Ou quase tudo. É inevitável lembrar do arquétipo do palhaço, daquela alegria forjada para suplantar a dor.
E aí vem a dúvida... será que esse povo que faz o carnaval na cidade é, por dentro, o que mostra na avenida nos dias de festa: só nobreza, beleza e força ou acaso tudo isso é o último vestígio de brilho que ainda sobrevive ao massacre de um cotidiano de pobreza, humilhação e medo?
Que importa? Cada pessoa é que sabe de si e nada pode tirar o que vibra dentro de cada um de nós.
E é isso que certamente explica toda a grandeza dessa festa, capaz de unir nessa arte, numa imagem harmônica, num ritmo cadenciado, num só canto, toda a diversidade de um povo que nesta hora sabe comungar num só credo. Está feita a Vossa vontade. Amamos uns aos outros como a nós mesmos. Somos feitos à Vossa imagem e perfeição. O sagrado expresso no profano.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de fevereiro do Duelos Literários: Carnaval.

Sem Máscara

Já é chegada a hora tão ansiada
De retirar a máscara de todo dia,
Liberar a repressão malfadada
E esbaldar-se colocando a fantasia.

Certamente não há mais como conter
Aquela eterna luta de polaridades.
O inevitável irá acontecer:
Homem sisudo vai sair de beldade.

Ele acaba revirando o armário do quarto
Da mulher recolhe saia e até o sapato,
Arranja a cabeleira do jeitinho exato
E aí só volta quarta-feira e sem espalhafato.

O carnaval é uma festa de beleza rara.
Mas para quem se reprime o ano inteiro,
A permissão para exibir a verdadeira cara
Pode ser pior que botar a mão em vespeiro.

É festa, é arte, é explosão de criatividade!
Pode ser orgia e bagunça por conta de bebedeira.
Mas nada tira o seu brilho em nossa cidade.
As almas expressam a luz de qualquer maneira!

Quem dera todos nós possamos um dia
Sem nenhum disfarce por menos-valia
Estampar no rosto nosso ser de energia,
Sem as máscaras exibindo a genuína alegria.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de fevereiro do Duelos Literários: Carnaval.

Carnaval

Criatividade, cantiga, compasso
Alegoria, avenida, abraço
Reinado, ritmo, remelexo
Negritude, novidade, nau
Alma, abre-alas, amor
Viagem, valor, vaidade
Animação, alegria, aquecimento
Lança-perfume, loucura, liberdade
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Este post faz parte da blogagem coletiva de fevereiro do Duelos Literários: Carnaval.

Ser ou Fingir

Carnaval é a apoteose
.......................do delírio
Pra quem só toca de leve
........................a realidade.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de fevereiro do Duelos Literários: Carnaval.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Adeus, Calissa

Pintura: "Suspiro"
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Abriu-se para você um novo tempo
Livre das dores e limitações do corpo.
Traçando agora um novo caminho na luz,
É amparada por espíritos amigos e pelo amor.

Não havia mais como continuar...
Já era pesada demais a sua cruz.
Findaram as experiências aqui na Terra
E o aprendizado por certo continuará no Além.

Você leva tudo o que aprendeu,
O quanto amou e foi amada,
As ideias que brilhantemente defendeu
E até mesmo alguma incompreensão que gerou.

O que importa é o que não passa...
Deixou muito amor para alguns,
Levou lembranças das experiências positivas
E continuará bem viva no coração dos seus amigos.

Que a consciência a leve em paz
Para um novo despertar de liberdade.
Que o amor de Deus a guarde sempre
E que a saudade se transforme em força para os que a amam.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Luz e Trevas


A luz sempre se sobrepõe às trevas.
Uma pequena faísca ilumina desfazendo a escuridão.
Ao identificar o caos que se instalou em todos os lugares
Não podemos ceder simplesmente à desordem, à miséria,
Ao preconceito, à falta de lógica e de coerência,
À insanidade e ao desequilíbrio.

A luz e o amor são mais fortes
E agora eles devem reinar
Ignorando o poder das trevas.

Não podemos nos deprimir e adoecer,
Encolher diante dos absurdos.
Sejamos fortes!
É necessário manter-nos cientes
Da nossa integridade física e mental,
Da nossa ligação com o espírito.

As pessoas que vibram na oitava superior serão
Os pilares de sustentação na transição do planeta.
E deverão ser norteados pela certeza
Daquilo que são e no que crêem.
Não podem esmorecer e se deixar arrastar
Pela corrente dos que vivem inconscientes.

Aqueles que ainda não perceberam seu ser espiritual
Seguem em desequilíbrio e contribuem
Para aumentar o caos e engrossar a legião
Daqueles que só agridem e se defendem.

Mas os que são conscientes vibram luz
E têm infinito poder não manifestado.
São indestrutíveis quando alinhados com o espírito.
Devem ser trabalhadores incansáveis
E contribuir para alterar a vibração da Terra.

Através de suas posturas, atitudes,
Palavras e gestos de amor fraterno
Serão capazes de puxar muitos que ainda estão perdidos.

No momento da dor e do desespero,
Só a calma, a temperança, a segurança de si mesmo
E a atitude amorosa podem ajudar
Àqueles que já possuem essa consciência.

Que possam ser como beija-flores
Espalhando beleza e alegria por onde passam.
Que sejam o farol para os que estão perdidos.
Que sejam o bálsamo para os corações que sofrem.

E que possam ser o refrigério das almas
Que ainda queimam em desespero inútil.
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Pintura: "Trama"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Outra Que Não Eu

Cai a tarde de calor opressivo.
Não há vento, a realidade para.
Observo tudo que não muda.
Nenhuma folha se mexe,
Não há pássaros, não há canto.
Há silêncio e tristeza.
Minha paisagem interna é cinzenta.
Vejo o mundo, mas não faço parte dele?

Sinto uma dor profunda
E nem sei qual a razão.
Parece que tudo desabou sobre mim
E que as coisas pesam demais.

Minha cabeça se atordoa
E o que me oprime é a vida
Com toda a sua forte presença.
São as alegrias e as dores.

O que me salvaria eu não consigo ter:
Um distanciamento protetor.
E nada a desejar, nada a esperar.
E não ter medo de nada,
Não sofrer pelas dores alheias,
Não sentir minha própria dor.

Mas, será que isso é viver?
Eu que sou passional,
De natureza viva, quente e mutante?
Como ter serenidade, certeza e calma?


Eu não sou calma nem placidez.
Eu sou barulho, gritos, choros, sorrisos.

Eu sou idiotamente humana demais!