Acho que na verdade, sorte é ter consciência plena de si e dos outros para aproveitar bem as oportunidades de desenvolvimento que receber ao longo da vida.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O Que é Sorte
Acho que na verdade, sorte é ter consciência plena de si e dos outros para aproveitar bem as oportunidades de desenvolvimento que receber ao longo da vida.
domingo, 1 de novembro de 2009
Não Mais Sob os Auspícios de Saturno
Ele era mineiro e sonhava com um grande prêmio para poder dar à família de oito filhos, melhores condições de vida, com o conforto que minha mãe, uma pessoa ambiciosa, almejava.
E entre essas duas polaridades, o sonhador romântico e a empreendedora ambiciosa, eu formei a minha personalidade que congrega esses dois aspectos.
Nunca esperei pela sorte, por facilidades, tinha por certo que era preciso lutar muito para conseguir o que queria, que nada viria de mão beijada. E achava mesmo que tudo que era conquistado com esforço tinha mais valor. O sacrifício então, era o ápice e eu me dilacerava pela vida buscando desafios, aceitando pesos que não eram meus, incapaz de dizer não.
Com o tempo, aprendi a exercitar a outra polaridade. Hoje, a vida tornou-se mais leve porque passei a esperar dela mais facilidade. Eu creio firmemente no poder do pensamento, no desejo, na lei da atração, em que a vida que levamos é plasmada pelos pensamentos bem direcionados.
Ainda me empenho, mas sem sofreguidão. Ainda aceito demandas que não são minhas pela compaixão, mas aprendi a dizer não e nos tempos atuais, esse aprendizado é elementar.
Cresci e já não me defendo tanto. Aspiro à inocência da infância para me largar na vida amparada pela lucidez e pela fé.
sábado, 31 de outubro de 2009
Hábitos de Leitura
Encaro um livro como um mundo de possibilidades. É como se fosse um portal que me permitisse ter acesso a outros mundos, a realidades ainda não desvendadas. Há um mistério a ser descerrado ao abri-lo e ler suas páginas. É como se penetrássemos em universos paralelos. Sinto-me mesmo desdobrada se a leitura de um livro é cativante para mim. O universo retratado pelo autor se mistura à minha realidade e passo a carregar comigo, enquanto não terminar de lê-lo, aquele outro mundo. Então imagino os personagens, teço contextos, traço situações em que podem estar envolvidos, sinto a emoção que sentem e mergulho de cabeça nas suas histórias. Até que a leitura chegue ao fim.
Se o livro for muito bom, eu ainda gosto de demorar mais do que de costume, para que não acabe logo, como se fosse um doce maravilhoso que a gente fica com pena de comer até o fim e aí belisca e guarda para depois. Mas se ele for excepcional, mesmo que eu chegue ao final, ele não se desgarra, fica impregnado no meu ser, acho que embola nas minhas entranhas e passa a fazer parte de mim. Assim, desde que comecei a ler carrego comigo personagens que de tão vívidas são quase subpersonalidades hoje. E, em geral, não escolho os livros para ler, eles me elegem para conhecê-los e é interessante que já adquiri muitos livros que só fui ler anos mais tarde. E é incrível como eles se abrem para mim no momento mais propício, exatamente quando eu deveria ter aquela informação ou ser inspirada para ter determinado insight. É que os livros para mim são entidades, como os elfos e as fadas, têm uma comunicação direta, telepática com os humanos mais sensíveis e assim estabelecem esses contatos de outras esferas.
Penso que quem se apaixona por livros nunca está só, porque haverá este canal fascinante de comunicação. E é difícil entregar-se aos livros quando se está bem acompanhado, a não ser que sejam iguais neste aspecto. Eu tenho o hábito de ler e comentar o que é mais interessante com meu amor, embora quase sempre seja desnecessário, como se em outro plano a leitura fosse feita ao mesmo tempo.
Hoje, com a internet, podemos ler muitas coisas na tela e os blogs de literatura estão cada vez mais interessantes. Entretanto, o velho livro de papel, com capa dura, ricamente encadernado ou a brochura que o torna mais leve são insubstituíveis para mim. O contato direto com ele estreita os laços e fortalece a relação. Sou possessiva, só os empresto para raríssimos eleitos e gosto de dar outros exemplares dos que mais me marcam para quem amo. Também aprecio guardá-los arrumados nas estantes, numa ordem que só eu entendo, mas que faz todo sentido e tenho imenso prazer de poder olhar para eles sempre. Acho que são como os cristais que devem ficar expostos e não guardados em caixas ou em armários fechados.
Quando compro ou ganho um livro, sempre leio a capa, a contracapa, as orelhas e para alguns me dirijo logo às últimas páginas antes de começar a lê-lo. É como se quisesse consultar uma cigana ou cartomante para ler meu futuro, não sei. O fato é que livros, na minha opinião, são especiais e aqueles que o escrevem, quando verdadeiramente imbuídos do seu papel, são seres excepcionais e iluminados.
Hábitos de Leitura.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Amizade
São aqueles que, em nome da amizade,
Discordam e nos repreendem pela má conduta
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Sobre a Ofensiva da Polícia nas Comunidades do Rio de Janeiro
É óbvio que nenhuma outra administração enfrentou o problema da criminalidade com tamanha coragem e persistência quase obsessiva.
É evidente que quem mora em comunidades gostaria de se ver livre dos traficantes que lá infernizam as suas vidas.
É notório que não se resolve o problema das drogas e da criminalidade ligada ao tráfico apenas com a repressão e prisão dos bandidos sem as medidas que resolvam os problemas sociais gravíssimos por trás disso.
Ninguém ignora que o trabalho da polícia, deixando-se de lado a corrupção de alguns profissionais, é importantíssimo, desgastante, altamente estressante e exige um desprendimento e vocação enormes.
Claro que os bons profissionais merecem todo o nosso apoio e louvor pela proteção que nos concedem.
Mas o que assistimos na última semana foi um descaso total com a vida, transformando o bairro da Penha numa praça de guerra, com um tiroteio próximo a uma unidade de saúde, ignorando completamente a presença de pessoas comuns nas ruas, incluindo idosos, crianças e doentes.
É triste saber que situação parecida vem afetando tantas outras comunidades desde o ocorrido na invasão do Morro dos Macacos e a derrubada do helicóptero, matando os policiais.
O que é isso? É a banalização completa da morte? É a ode ao ódio?
O corpo da polícia quer encontrar os bandidos audaciosos que mataram seus companheiros.
Policial não é pago pra morrer.
Os bandidos devem ser presos.
Mas isso que vem ocorrendo me parece mais brincadeira de bandido e mocinho das crianças: uma vergonha para o Rio de Janeiro.
Isso tem que parar!!!!!!!!!!!!
O enfrentamento da criminalidade pela polícia, feito desta forma mabembe, só está ceifando vidas inocentes.
Onde estão as entidades que cuidam dos direitos humanos???????????????
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Feliz Aniversário, Adilson!
Aos quinze anos, ainda usando calças curtas, foi subitamente promovido a arrimo de família, em virtude do casamento inesperado do irmão que era de fato o primogênito. Amedrontado, ouviu de nossa mãe a sentença de que na semana seguinte, iria trabalhar como boy na Phillips do Brasil e passaria a estudar à noite. Para cristalizar esse momento solene, foi levado às lojas Ducal onde lhe compraram um terno e um par de sapatos pretos.
Assim, o menino franzino e medroso passou a enfrentar os trens cheios, onde era colocado para dentro, todas as manhãs, empurrado pela multidão que embarcava. E pode conhecer o centro da cidade nas andanças durante o expediente. Entretanto, permaneceu como boy por pouquíssimo tempo, sendo sua promoção motivada pela inteligência, responsabilidade e presteza n
a execução das tarefas que lhe eram atribuídas e também porque não ficava bem um boy trabalhando de terno. Essa postura de responsabilidade, orgulho e altivez, todos nós herdamos da mãe que, repetidamente nos estimulava dizendo: “É pra frente que se anda”.
Evidentemente que a Phillips foi seu único emprego, onde se aposentou após 35 anos de trabalho, atingindo o cargo máximo a que poderiam almejar aqueles que só contavam com competência, retidão de caráter e dedicação.
Sempre cuidou dos irmãos mais novos e mais velhos que ele, sete ao todo. Esteve ao lado da nossa mãe em todos os seus empreendimentos, já que nosso pai não compartilhava da mesma ambição e capacidade de lidar com a realidade, um pisciano típico, por natureza, contemplativo.
Mesmo com seu casamento, um tanto ou quanto tardio, continuou a ocupar-se de nossa família, sobretudo naquilo que se referisse à parte administrativa e legal. Foi, por todos esses anos, o burocrata de plantão e desempenhou funções de advogado sem nunca ter-se graduado nesta carreira, com competência e brilhantismo.
Nas questões ligadas à saúde, ele não se empenha, posto que é seu ponto fraco lidar com a doença. Deixa isso para as suas irmãs. Mas, quando se trata de cuidar dos óbitos da família, inventários, compras de bens e imóveis, sempre podemos contar com a sua prestimosa ajuda.
Ele sempre tem a palavra certa, a atitude coerente, a conduta irrepreensível e a ação protetora, nos momentos mais delicados de nossas vidas.
No fundo, ainda é o mesmo menino que pegava os doces de Cosme e Damião para organizar e dividir com os irmãos; que vendia as pipas que fazia e não soltava, para aumentar o orçamento familiar; que começou a trabalhar cedo e aprendeu com a vida que o mundo era ameaçador e que era preciso estar sempre alerta para não ser atingido. Com a maturidade, adquiriu a segurança que a competência e o progresso alcançado lhe trouxeram na expressão do seu dom natural para vendas.
Depois da morte de nossa mãe, que era seu grande exemplo e representava para todos nós a segurança e proteção, ele pode iniciar uma nova fase de sua vida.
Agora está sendo convidado a relaxar, soltar as amarras, dispensar defesas que hoje, mais o impedem que protegem e inaugurar um novo tempo.
Neste momento, ele já pode viver seus dias com mais calma e tranquilidade, dedicando-se mais a si mesmo, fazendo o que gosta de fazer, sem cobranças, sem expectativas, apenas saboreando os acontecimentos, expressando suas habilidades e exercendo suas funções de irmão mais velho, no que toca à proteção, orientação e esclarecimento. E podendo estar mais livre para se dedicar à esposa e ao filho, para os seus passeios, os contatos com os amigos ou simplesmente para ouvir o canto dos seus pássaros, uma de suas paixões.
Hoje é seu aniversário, quando completa 67 anos. E você merece de todos nós, seus irmãos, o reconhecimento de tudo que representa em nossas vidas e o agradecimento sincero por tudo que fez e continua a fazer por nós.
Um grande abraço, com todo o meu afeto, carinho e agradecimento. Beijos e um feliz aniversário.
