terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Valor das Palavras

Em relação ao valor das palavras, três coisas devem ser observadas:
1. cada palavra dita é como uma flecha lançada;
2. deve haver um objetivo a ser alcançado, senão será uma oportunidade perdida;
3. uma vez lançadas, elas jamais voltam.

Abraço de Auras

Foi uma surpresa. Sem que eu esperasse, ela correu ao meu encontro, pediu meu colo e me abraçou. Perguntou antes à mãe quem eu era. E ela lhe disse: não se lembra dela?
Eu trabalho com a sua mãe e já nos encontramos uma vez, numa festa de aniversário quando ela era ainda um bebê e a última vez, há mais de um ano quando ela veio com a mãe ao hospital para uma consulta. Lembrou-se de mim, eu acho. E me abraçou, espontaneamente, com tanto carinho que me emocionou. No meu colo, ela me olhou nos olhos, agarrou-se no meu pescoço e encostou sua cabecinha no meu ombro. Ficamos assim um bom tempo e pude sentir a sua respiração e, mais que isso, a sua vibração.
Nunca eu recebi um abraço mais gostoso. Talvez por tratar-se de uma garotinha de três anos. É que eu adoro crianças e elas a mim.
Crianças são assim mesmo, uma delícia. Não fazem nada obrigadas. Deixam-se levar pela emoção. São só espontaneidade.
Não sei o que ela viu em mim. Fui à sua casa buscar uma encomenda. Nem entrei, nos encontramos no jardim, ela veio atrás da mãe e me viu. Talvez ela tenha seguido a sua alma que percebeu e encontrou ressonância na vibração da minha.
Foi isso mesmo: um encontro de auras. Maravilhoso! Inesquecível.

Estou Lendo...

Madre Teresa: venha, seja minha luz, de Brian Kolodiejchuk.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sobre a Eutanásia

Quando condenamos um médico que participa da ortotanásia, ou seja, que interrompe a vida mantida às custas de aparelhos, deixando que a morte se concretize quando naquele momento não resta nenhuma possibilidade de que a vida se mantenha sem os meios artificiais, o que demonstramos?
Eu me pergunto se o que leva a isto não é uma revolta e um desconsolo com o fato de mesmo o médico ser impotente diante da finitude da vida. E não estaríamos sendo românticos demais ao supormos que o médico sempre pode melhorar as condições de vida de alguém e salvar vidas? Nem sempre é assim. A doença e o sofrimento fazem parte do aprendizado da alma. E só quem vive a realidade dentro de um CTI pode avaliar o sofrimento de doentes terminais. Muitas vezes, os familiares vendo o paciente previamente preparado para a visita, não fazem idéia dos reveses que enfrenta em outros momentos e que só os médicos e a equipe de saúde testemunham. É justo que tenham a opção de terem seus sofrimentos cessados.
Não se pode decidir sobre o tempo de vida de ninguém. Só o numinoso tem esta resposta. E o médico que movido pela compaixão cria um carma com o paciente que ajuda a morrer devia ser respeitado, louvado e não condenado sumariamente.

domingo, 9 de agosto de 2009

Selo MasterBlog


Recebi o selo MasterBlog do Duelos Literários e agradeço a indicação.
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Tenho as seguintes características:
1. Apreço pela verdade.
2. Mania de observar as pessoas.
3. Busca constante de aprendizados.
4. Certeza de que só as mudanças enriquecem.
5. Usar as letras de forma terapêutica para mim e para os outros, sendo assim, muitas vezes meu remédio é amargo.
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Indico os seguintes blogs:
1. Duelos Literários
3. Adir Vieira - Quero que Você Leia
4. Jorge Queiroz da Silva - Fazendo Arte
5. Fatinha - Querido Brógui
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O recebimento do selo inclui as seguintes regras:
1. Postar o selo.
2. Colocar no seu post o nome do blog que te indicou ao prêmio.
3. Escrever uma mensagem de agradecimento ao blogueiro que te indicou.
4. Abaixo do selo descrever 5 características suas.
5. Indicar o prêmio a 5 ou mais blogs para receber o selo.

Pelo Dia dos Pais

Hoje é dia de recordar, de reavaliar, de agradecer pelo que antes não tinha compreensão para alcançar ainda e me foi dado com carinho sem que eu me desse conta.
E o que me vem à mente nesse momento é sua expressão serena, seus longos silêncios, seus olhos que tudo observavam sem que se percebesse, quando pareciam somente mirar o que estava longe.
Recordo-me das histórias que gostava de contar aos filhos, sempre à noite. Eram fatos acontecidos na fazenda em que nasceu e passou a infância e a juventude até vir de Passa-Quatro para o Rio de Janeiro e que, por terem as assombrações como tema principal, nos enchiam de medo. E ele adorava rir de nós que, assim desprotegidos, pedíamos a ele que nos fizesse companhia até que conseguíssemos, depois de tanto terror, pegar no sono.
Sua natureza contemplativa fazia com que preferisse a solidão e muitas vezes isso foi confundido com desatenção e distanciamento. Mas, na realidade, ele sempre esteve bem perto de todos nós, ainda que só tenhamos tido essa certeza quando nos deixou.

Existe um certo alvoroço hoje, dia em que se comemora o dia dos pais, e fico pensando que a mais justa e singela homenagem seria parar tudo e, com calma, olhar para eles podendo percebê-los em sua totalidade. Assim, poderiam ser descobertos em muitos aspectos ainda insuspeitados, antes que fosse tarde demais para amá-los plenamente.

Mando Notícias

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Escrevo-te somente após tanto tempo, não porque só agora me lembre de ti. Antes, recordo-me por quantas vezes tive que, a força, segurar o ímpeto de enviar-te muitas outras cartas que te escrevia apenas em minha mente, dizendo do meu amor.
Não, não estive afastada de ti, embora seja o que decerto te pareça.
O que ocorre é que me debati até agora em dúvidas de como estarias e como ficarias após teres notícias do meu amor que permaneceu inalterado, melhor dizê-lo, crescendo exponencialmente com o passar dos dias de tua ausência.
Pensava em ti, como ainda penso em todos os momentos. Imaginava-te pensando em mim, certa do meu amor e eu com a certeza do teu. Mas, como ousar e enviar-te uma só palavra que poderia, se eu estivesse enganada, despertar em ti qualquer rejeição ao meu amor? Afinal, quem ama teima em oscilar entre dúvidas e certezas, mesmo sabendo que se há amor, ele é certo.
Entretanto, aquele que ama como eu amo, não suporta a rejeição que o faz, ante essa possibilidade, preferir a própria morte.
E assim, covarde diante da incerteza do que ainda nutres por mim em teu coração, me deixei ficar em silêncio...
Até este momento supremo em que a vontade de gritar-te, mesmo que só por mais uma vez que te amo ainda, foi maior que o meu temor pelo teu silêncio.
E somente tenho uma coisa a dizer-te: que ainda te amo e te quero de volta para viver esse nosso amor do qual estou certa de que não te esqueceste.
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Este post faz parte da blogagem coletiva de agosto do blog Vou de Coletivo!:
Uma Carta de Amor.
E da blogagem coletiva de agosto do Duelos Literários: Cartas de Amor.

sábado, 8 de agosto de 2009

Feliz Aniversário, Lilinha!

Ela é a irmã mais velha numa família de oito irmãos, o braço direito da mãe. Veio com o Destino 2 na Numerologia e, desde cedo, ficou ao lado da mãe cuidando dos irmãos mais e da casa.
Sempre foi diferente, já demonstrava isso na letra, que eu sempre achei linda, exatamente por ter um padrão individualíssimo. Quando criança, adorava rir e o irmão mais velho que ela, o brincalhão, era a sua principal motivação. De natureza delicada e refinada, gostaria de fazer tudo com calma e esmero. Mas a vida quis que ela desenvolvesse a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Conservou a meticulosidade e, para ter eficiência, sofreu as consequências do estresse. Sempre trabalhou muito em casa e, logo cedo, na fábrica Klabin, onde seu trabalho perfeito logo conquistou os diretores que muito a prezavam.
É a minha madrinha e dela tenho as melhores recordações da infância. Usava todo o seu salário para ajudar nas despesas da casa e comprar o que fosse necessário para os irmãos e sobrinhos. Gostava de me comprar roupas na manufatura Rio, ligada à fábrica, que escolhia com todo o carinho e instinto maternal. Quando eu ainda era bebê, ela também me ninava cantando Balada Triste, revezando com minha mãe. Certamente que devo as duas, meu gosto por cantar. Trazia da biblioteca do trabalho, pesados volumes infanto-juvenis, de autores clássicos para eu ler nos fins-de-semana. Levava a mim e ao meu irmão mais novo às festas de Natal da fábrica, onde recebíamos belos presentes todos os anos.
Era ela quem ajudava a dar banho e arrumar os irmãos. Aprendeu muito cedo a ser mãe e, por natureza, gostava desse papel. Sempre foi muito carinhosa com os pequenos. Mas se irrita diante da pressa, da autoridade, de regras, ela que é leonina.
Quando fui fazer o vestibular, saiu comigo para me inscrever no cursinho e na faculdade, junto com minha mãe, era quem me aconselhava nos momentos mais difíceis. E foi graças a ela que eu não me desliguei já no último ano do curso, por ser totalmente contrária a procedimentos realizados a título de estudo científico em pacientes de hospitais universitários. Ela me alertou de que para poder fazer medicina do meu jeito, era preciso, antes, me formar e assim eu fui até o fim.
De inteligência brilhante, o seu sonho era estudar Medicina, mas as condições da família na sua época não permitiram e teve que encerrar os estudos no fim do colegial para ir trabalhar. Mesmo assim entrou para a Cultura Inglesa onde, estudando à noite, completou o longo curso.
Sempre adorou estudar e ler. Lia muito e também escrevia. Eu sempre adorei ler seus textos, de uma clareza impressionante, aliada ao romantismo sempre presente em sua vida.
No trabalho, conheceu o grande amor de sua vida, com quem se casou aos 30 anos. Veio morar perto de nossa casa e, com saudade, ficava dando adeus pela janela do apartamento, de onde podia enxergar nossa casa. Nunca deixou de ter saudade da vida que levava na casa cheia e barulhenta, mas passou a apreciar a vida a dois, silenciosa e romântica. Continuou a trabalhar por alguns anos, mas acabou deixando o emprego quando ficou grávida. Queria ter seus filhos, mas a vida tinha para ela outros planos. Assim, tentou por quatro vezes sem sucesso, o que marcou profundamente sua vida. Foram anos de tentativas e, até entender que não era para ter seus próprios filhos, teve que superar muita mágoa e ressentimento. Seu caminho era transcender questões pessoais, e foi uma empresa penosa.
Afinal, compreendeu que a vocação para mãe ela viveu e poderá viver por toda a sua vida através de filhos gerados por outras pessoas. Nisso ela se superou.
Os sobrinhos que vieram depois se beneficiaram de seu carinho imenso. Era ela que dava banho neles, fazendo com a espuma do sabonete “bonequinhos de neve” em demoradas brincadeiras. Ela os penteava, arrumava para a escola, os levava e trazia de volta pra casa. Nas festinhas de aniversário e da escola esteve sempre presente e é madrinha de alguns. Mas sempre ficou a saudade de seus próprios filhos. É difícil para ela aceitar o fato de ter-se preparado tantas vezes para a maternidade e ter sido frustrada. Este entendimento exige muito de quem passa por esta vivencia.
Agora, com os sobrinhos criados, vive uma vida mais tranquila ao lado de seu amor, de quem cuida com enorme desvelo, ela que nasceu para cuidar e se dedicar aos outros.
Na família, talvez seja ela a mais lúcida, a mais realista, a mais preparada para lidar com a vida e as perdas.
Todos nós temos muito a lhe agradecer, eu em especial, sobretudo pelos belos momentos da infância proporcionados por ela e a inspiração e as trocas na maturidade.
Aprendi muito da vida com ela, cujas vivências me trouxeram a necessidade de buscar explicações para os acontecimentos trazidos pelo destino, me encaminhando para os estudos esotéricos. Sempre foram muito interessantes e proveitosas as nossas discussões sobre vida e espiritualidade.
Agradeço a ela por tudo que representa em minha vida e desejo que possa desenvolver a capacidade de dedicar todo o carinho, cuidado e atenção que tem com aqueles que ama profundamente para si mesma. Tenho certeza de que ainda viverá calmamente seus dias escrevendo, estudando, dividindo suas impressões sobre a vida, mas fazendo muitos mimos a si mesma e sendo muito mais feliz.

Xô, Medo de Cachorro!

Não sei o que acontece comigo
Que nem dá pra me segurar.
Se avisto um cachorro na rua:
Cruz-credo! Parece que vou desmaiar.

É um medo que me pelo,
É tortura sem razão.
Acho que ele vai me morder,
Que não tenho salvação.

Mas eu devo perceber, qualquer dia,
Que nem todo cachorro é ruim.
É que esse pavor já virou mania
E não dá mais pra ficar assim.

Vou entender que existem medos
Que vivem na nossa imaginação.
E pra poder voltar a ter sossego,
Só mesmo usando a mágica do balão.

Botamos num saco todo pensamento
Que causa muito, muito medo na gente.
Mandamos num balão o saco pro firmamento
E assim todo mundo fica feliz e contente.

E quando o medo vai embora,
A gente pode perceber, devagarzinho,
Que o cachorrinho correndo lá fora
Agora já pode ser nosso amiguinho.


Poesia composta para um blog infantil.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Saúde, Dinheiro e Caráter

Saúde é tudo. Dinheiro sem ela não vale nada. Mas, se fica perdido quando é perdida uma dessas duas coisas, seu caráter não é firme. E, de fato você não tem nada.