domingo, 5 de abril de 2009

Nossos Olhos Inquisidores e Equivocados

Se o que vês é o reflexo de ti,
Apressa-te a corrigir as imagens
Que enxergas como horripilantes...
Lembra-te que o que captas
Desta ínfima fatia da realidade
É o que vai na tua alma,
Aquilo que, hoje, sabes de ti.
Cuida em ampliar teu olhar,
Acerca-te da verdade, abandona a ilusão,
Cresce, mergulha fundo na tua eternidade.
E descobre, enfim, que tu e os outros
São só perfeição.

Vida Incondicional

Vida Incondicional - Deepak Chopra

Livro fantástico, maravilhoso, nos ajuda a ampliar a visão, usando relatos de Chopra, médico indiano, sobre casos de sua clínica analisados sob nova perspectiva, correlações com as descobertas da física quântica e análise de textos tradicionais indianos.
Basicamente nos esclarece sobre a noção de realidade como um campo de possibilidades do qual podemos participar, ou seja, mostra claramente que o que vivenciamos é aquilo no que acreditamos: nós fazemos a nossa realidade e podemos nos libertar do que nos mantém cativos.
E isto nos abre para outras formas de enxergar a vida, como, por exemplo, que nós somos capazes de tudo, na dependência do nosso nível de consciência. Se tudo é feito da mesma “substância” de que é feita nossa consciência, nós podemos, à medida que temos a capacidade de nos modificar, também mudar a realidade. Nosso nível de consciência é que diz se estamos presos à realidade local ou dominamos a realidade não local (se sintonizamos com a noção de campo de consciência), se a vontade de realizar desejos passou de atender aos nossos próprios desejos para atender aos desejos de todos.
Fica claro que a nossa mente, quando identificada com o “campo”, é capaz de criar qualquer realidade.
Se relacionarmos isto à saúde, vemos que assim como temos a capacidade de gerar um problema também estamos aptos a resolvê-lo, desde que estejamos identificados não com o eu local (o eu interior) e sim com o universal (o Eu) ou como afirma um poeta sufi: saímos do círculo do tempo e entramos no círculo do amor ou ainda, fazemos yoga (união).

Estou Lendo...

Hamlet - William Shakespeare

sábado, 4 de abril de 2009

A Escolha é Sua

O tema aborto é muito complexo. Não há verdades absolutas. Tudo depende do ponto de vista. E não estamos aqui para julgar ninguém. Cabe a cada um de nós fazer nossas escolhas. Em relação ao aborto, cada um dos envolvidos está escolhendo sua atitude naquele momento: a mãe, o pai, a própria criança, cada membro das famílias envolvidas, o médico ou a pessoa que faz o procedimento, os amigos que opinam, ajudam ou se omitem, os que emitem os pareceres de qualquer religião, enfim, todos os envolvidos. Cada um está fazendo a sua escolha e estará assumindo as consequências dela. É a lei da vida. E tudo acontece exatamente como deve ser, dentro do plano geral.
O que me parece importante dizer é que cada mulher que em sua vida tiver que passar por esta experiência, ao fazer a escolha, pergunte ao seu coração, deixe que ele responda, porque só ele consegue traduzir o que diz o Eu de cada um de nós. E seja qual for a escolha feita, saiba compreendê-la dentro do seu contexto e, se mais tarde houver uma transformação no seu ponto de vista, não carregue uma culpa que nada irá acrescentar nem a você nem a ninguém, só prejudicando. Use o seu aprendizado para colaborar com outras pessoas que precisem também escolher, dando o testemunho da sua experiência, sem julgar, sem tentar impor as suas crenças, pois a escolha é individual sempre e deve ser respeitada. O que diz a justiça ou cada uma das religiões é só circunstancial. O que importa é seguir a sua verdade, o seu Eu interior.

O Que é Certo Escolher?

Deixe que falem
Ouça a consciência
Só ela sabe

Cabeça falha
Só sua alma sabe
Sintonize-se

Só o coração
Tem todas as respostas
É só perguntar

Tô Saindo de Fininho: Me Dei Mal...

Ana, sua implicante!
Dobre a língua, dê uma pausa.
Vá com calma, se me irrito,
Dou a volta num instante!
Inverto esta brincadeira calma,
Parto pra ignorância e xingo em negrito.

Cheguei com a melhor intenção,
Disposta a fazer brincadeira,
Pensei em ser bem recebida.
Foi a maior decepção
Ler a resposta rasteira
Dessa Samurai ensandecida.

Minha bandeira é da paz
Sou zen, não quero violência.
Mas covarde é a vovozinha!
Eu sou é mulher audaz
E se me ofendem, nem peço referência,
Largo o verbo e arraso nas entrelinhas.

E esse papo de possessão
Você é que dele bem entende,
Parece até mãe-de-santo...
Sai pra lá, estou com a razão!
E sou eu mesma quem responde.
Deixe a Raquel no seu canto!

Ela, como eu, é pelo amor!
Você é que toda abusada,
Adora criar confusão e partir pra luta.
Além de metida, tem o maior furor,
Traz de outras vidas a espada ensanguentada
E que pensa que por aqui só existe disputa.

Quietinha, coisa endiabrada!
Adoce com mel sua língua!
Levante o astral e peça desculpas.
Não vê que é coisa escusada
Só contenda, energia ruim que não finda?
Acho bom assumir sua culpa.

Não foi eu quem provocou,
Só queria mesmo era brincar,
E preencher a falta da Raquel.
Acabei levando toda a ira que sobrou.
Urubu albino... Dá pra aguentar?
Aguarde a Ninja, que eu tô voltando pro céu...

Mas antes preciso dizer que adorei suas respostas,
Rolei de rir, você é sem igual na briga.
Usou toda a munição que eu dei: garota, você é demais!
E agora aqui lhe faço uma singela proposta:
Raquel já está voltando, ela gosta desta lida
E eu louvo todo o seu valor, me retiro: agora só quero Paz...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Lei dos Teimosos

Depois de cair por sete vezes, levante-se bem rápido para a queda número oito. É a lei dos teimosos.

Estou Lendo...

Criando Prosperidade: a consciência da fartura no campo de todas as possibilidades - Deepak Chopra

Recado

Rita, não fique acanhada,
Pode vir duelar também.
Eu resolvi entrar nessa
Pra brincar de ir além.
Além dos parcos recursos
no uso das palavrinhas.
Nem ligo, vou só escrevendo
E aguentando as picuinhas.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Florbela Espanca e sua “Inconstância”

Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer...
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando...

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...


In: “Poesia: 1918-1930”