Quando ouço a palavra compreende, lembro-me de meu pai que gostava de repetir “Compreende? Compreende?” sempre que contava uma história para nós. Não entendo a saudade, tampouco busco compreendê-la. Algum dia alguém a compreenderá?... Mas sei que após longa ausência, neste momento, outra vez a música de sua voz preenche meus ouvidos e fixo meu olhar nas cenas vividas outrora, quando ele ainda estava entre nós.
sábado, 21 de março de 2009
3G, 1 Real e Arroz Integral
Decidi comprar um notebook e usar internet sem fio. Começou aí minha via crucis. Primeiro me informei sobre várias operadoras que ofereciam o serviço. Quando optei pela marca, tomei o cuidado de experimentar o pequeno aparelhinho de uma vizinha pra ver se o sinal era bom. Achei excelente e isso fortaleceu minha escolha. O próximo passo foi verificar o prazo de entrega. Como precisava do aparelho para dois dias depois, ao invés de comprar pela internet, fui à loja para adquiri-lo com pagamento à vista. Levei o dinheiro - R$ 300,00, já que o mesmo custava R$ 299,00 - e minha carteira de identidade do CRM em que constam, além do registro no órgão, o número da identidade do Félix Pacheco e o número do CPF.
Aprovei o modelo que eles tinham, já que ao invés do de cor branca mostrado na internet, só tinham em estoque um de cor preta. Mas qual não foi minha surpresa quando me solicitaram um comprovante de residência que eu não portava, já que iria efetuar a compra à vista e, além disso, eu já era cliente da operadora. A vendedora me disse que não haveria problema não estar com o comprovante, pois tentaria, caso a conta de luz de minha casa estivesse no meu nome, tirar uma segunda via pela internet. Eu achei ótimo, já que não precisaria voltar em casa. Aí, esperei mais algum tempo, até que ela voltou e falou “graças a Deus a senhora paga as suas contas em dia, mas por isto eu não poderei tirar a segunda via e então será necessário trazê-la para mim”. Não entendi o graças a Deus e, resignada, fui buscar a conta em casa.
De volta, crente que o problema estava sanado e eu teria o aparelhinho nas mãos, fui informada por outra atendente que estava fazendo o cadastro, que eu teria que voltar em casa novamente para pegar a carteira do CPF, porque a operadora não aceitava CPF que constava de carteiras de Conselhos. Fiquei pasma e irada, quase estava desistindo da compra, mas ponderei que isto iria atrasar ainda mais a minha necessidade de ter internet sem fio em dois dias para realizar um trabalho importante, e resolvi atender à exigência da dita operadora.
De posse do CPF que peguei indo em casa pela segunda vez, finalmente concordaram em me vender o desejado aparelho. Assinei os contratos, recebi as cópias, paguei R$ 300,00 pelo mesmo e não me deram troco. Fui informada que em 24 horas ele seria habilitado e que eu teria 48 horas para trocá-lo caso o modem viesse com problemas. Achei aquilo nefasto, mas voltei pra casa satisfeita, de posse do meu 3G.
Chegando, fui logo conectar o 3G ao computador. Estava morto, o led não acendia e não fazia acesso à internet. Ponderei que tinha que esperar. Tentei, até expirarem as 24 horas, outras tantas vezes e nada acontecia. Liguei para o atendimento e me informaram que iriam reforçar o sinal (que, segundo eles, estava fraco) e em 4 horas ele estaria funcionando. Quatro horas depois, deu o primeiro sinal de vida: o led estava aceso, mas acessar a internet ainda era impossível. Nova ligação para o atendimento, a quarta naquele dia, e o funcionário disse que iria abrir uma ordem de serviço porque, segundo ele, o modem estava ok, mas o aparelho estava com problemas na configuração. Foi então que acabei descobrindo que a configuração tinha sido feita em outro número de CPF (e pensar que eu tive que voltar em casa para pegar a carteira do CPF porque a operadora não aceitava CPF constando em carteiras de Conselhos, mesmo o CRM, com tantos anos de existência e idoneidade!). Bom, o fato é que, segundo o atendente, a solução só deveria ocorrer dentro de uma semana. Já eram quase 2 horas da madrugada e eu, que precisava do 3G naquele dia, resolvi então cancelar a compra.
Acordei, fui à loja, e lá não quis discutir os problemas nem as soluções que poderiam ser dadas. Queria meu dinheiro de volta, cancelar a compra. Como a minha cara não era de amigos, prontamente me atenderam, devolvendo-me a cópia do contrato, o atestado de cancelamento e o dinheiro: R$ 300,00. Mas me pediram R$ 1,00 de troco, pois não tinham, na loja, R$ 299,00. Informei que no dia da compra não me deram R$ 1,00 de troco, ao que a funcionária respondeu que só poderia me devolver R$ 299,00. Respirei fundo, engoli em seco e parti com a única nota de R$ 50,00 que tinha na bolsa para trocá-la comprando algo. Entrei numa loja de produtos naturais, já que estava “calma”, comprei um pacote de arroz integral e consegui, enfim, R$ 1,00 para o “troco”.
Só assim concretizei o cancelamento da compra do meu 3G, voltando, 48 horas depois, ao ponto de partida.
Aprovei o modelo que eles tinham, já que ao invés do de cor branca mostrado na internet, só tinham em estoque um de cor preta. Mas qual não foi minha surpresa quando me solicitaram um comprovante de residência que eu não portava, já que iria efetuar a compra à vista e, além disso, eu já era cliente da operadora. A vendedora me disse que não haveria problema não estar com o comprovante, pois tentaria, caso a conta de luz de minha casa estivesse no meu nome, tirar uma segunda via pela internet. Eu achei ótimo, já que não precisaria voltar em casa. Aí, esperei mais algum tempo, até que ela voltou e falou “graças a Deus a senhora paga as suas contas em dia, mas por isto eu não poderei tirar a segunda via e então será necessário trazê-la para mim”. Não entendi o graças a Deus e, resignada, fui buscar a conta em casa.
De volta, crente que o problema estava sanado e eu teria o aparelhinho nas mãos, fui informada por outra atendente que estava fazendo o cadastro, que eu teria que voltar em casa novamente para pegar a carteira do CPF, porque a operadora não aceitava CPF que constava de carteiras de Conselhos. Fiquei pasma e irada, quase estava desistindo da compra, mas ponderei que isto iria atrasar ainda mais a minha necessidade de ter internet sem fio em dois dias para realizar um trabalho importante, e resolvi atender à exigência da dita operadora.
De posse do CPF que peguei indo em casa pela segunda vez, finalmente concordaram em me vender o desejado aparelho. Assinei os contratos, recebi as cópias, paguei R$ 300,00 pelo mesmo e não me deram troco. Fui informada que em 24 horas ele seria habilitado e que eu teria 48 horas para trocá-lo caso o modem viesse com problemas. Achei aquilo nefasto, mas voltei pra casa satisfeita, de posse do meu 3G.
Chegando, fui logo conectar o 3G ao computador. Estava morto, o led não acendia e não fazia acesso à internet. Ponderei que tinha que esperar. Tentei, até expirarem as 24 horas, outras tantas vezes e nada acontecia. Liguei para o atendimento e me informaram que iriam reforçar o sinal (que, segundo eles, estava fraco) e em 4 horas ele estaria funcionando. Quatro horas depois, deu o primeiro sinal de vida: o led estava aceso, mas acessar a internet ainda era impossível. Nova ligação para o atendimento, a quarta naquele dia, e o funcionário disse que iria abrir uma ordem de serviço porque, segundo ele, o modem estava ok, mas o aparelho estava com problemas na configuração. Foi então que acabei descobrindo que a configuração tinha sido feita em outro número de CPF (e pensar que eu tive que voltar em casa para pegar a carteira do CPF porque a operadora não aceitava CPF constando em carteiras de Conselhos, mesmo o CRM, com tantos anos de existência e idoneidade!). Bom, o fato é que, segundo o atendente, a solução só deveria ocorrer dentro de uma semana. Já eram quase 2 horas da madrugada e eu, que precisava do 3G naquele dia, resolvi então cancelar a compra.
Acordei, fui à loja, e lá não quis discutir os problemas nem as soluções que poderiam ser dadas. Queria meu dinheiro de volta, cancelar a compra. Como a minha cara não era de amigos, prontamente me atenderam, devolvendo-me a cópia do contrato, o atestado de cancelamento e o dinheiro: R$ 300,00. Mas me pediram R$ 1,00 de troco, pois não tinham, na loja, R$ 299,00. Informei que no dia da compra não me deram R$ 1,00 de troco, ao que a funcionária respondeu que só poderia me devolver R$ 299,00. Respirei fundo, engoli em seco e parti com a única nota de R$ 50,00 que tinha na bolsa para trocá-la comprando algo. Entrei numa loja de produtos naturais, já que estava “calma”, comprei um pacote de arroz integral e consegui, enfim, R$ 1,00 para o “troco”.
Só assim concretizei o cancelamento da compra do meu 3G, voltando, 48 horas depois, ao ponto de partida.
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Conclusão:
Comprei um 3G por R$ 300,00 e para cancelar a compra gastei R$ 1,00 e ainda tive que comprar um pacote de arroz integral. E, neste momento, estou aguardando a habilitação de outro 3G de uma outra operadora. Mas, é CLARO que eu não posso dizer qual foi a operadora que me causou todo este transtorno.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Recado
Precisa de uma longa explicação? Não compreende o que lhe digo? Tampouco compreenderá, ainda que lhe explique mil vezes com palavras. Só terá a verdadeira compreensão ao captar os sinais que passo com meu olhar.
Elegia - Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti
Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
Eu sou um, quem sabe…
.
.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
Eu sou um, quem sabe…
.
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John Donne em “Elegia XIX: Indo para a Cama” (Tradução de Augusto de Campos)
Vem, oh senhora, vem, que ócios não me permito;
Fico agitado toda vez que não me agito.
Quando o inimigo ao inimigo espreita e escuta,
Mais se cansa da espera que da própria luta.
Tira este cinto, cintilante anel celeste,
Que em torno a um mundo mais formoso dispuseste.
Desprende logo o peitoral onde lusis,
Que barra os olhos dos xeretas imbecis.
Despe-te, pois o carrilhão sonoro chama,
Dizendo a mim que a hora chegou de ir para a cama.
Abre o teu espartilho, que eu invejo em tudo:
Contudo, ele te abraça; e se mantém, contudo.
Tua saia, ao cair, revela tal primor,
Que é igual à sombra a se afastar do campo em flor.
Fora a coroa entrelaçada de metal;
Solta os cabelos, diadema natural.
Tira os sapatos, e, sem medo, ora te avia
Ao sacrário do amor, à cama tão macia.
Com essas vestes cândidas, do céu amigo
Os anjos vinham. Anjo meu, trazes contigo
Um paraíso igual ao de Maomé; e embora
Haja espíritos maus também de branco, agora
Sabe-se bem qual anjo é mau, e o bom qual é:
Um deixa em pé os cabelos, o outro a carne em pé.
Concede uma licença à minha mão errante,
Para ir ao meio, encima, embaixo, atrás, adiante.
Oh, minha América! Oh, meu novo continente,
Meu reino, a salvo porque um homem tens à frente.
Tenho aqui minhas minas, meu império aqui;
Que abençoado sou por descobrir a ti!
Este acordo liberta a quem ele segura;
Onde coloco a mão, eu deixo a assinatura.
Nudez completa, da alegria o cerne e a polpa!
Como a alma sai do corpo, o corpo sai da roupa
Para o prazer total. A jóia da mulher
E maçã de Atalanta, que sua dona quer
Lançar aos tolos, a que, vendo a gema bela,
Pensem sequiosos no que é dela, e não mais nela.
Como pintura, ou capa de volume, feita
Visando aos leigos, a mulher também se enfeita;
Mas é obra mística, e seu tema se explicita
Somente àqueles a que a graça nobilita,
Como nós. Sendo assim, que eu te conheça inteira;
Sem pejo vem, e, como diante da parteira,
Mostra-te a mim. Atira longe a vestimenta:
Para a inocência punição não se apresenta.
Que esperas? Estou nu... e as horas se consomem.
Mais cobertura tu desejas do que um homem?
Fico agitado toda vez que não me agito.
Quando o inimigo ao inimigo espreita e escuta,
Mais se cansa da espera que da própria luta.
Tira este cinto, cintilante anel celeste,
Que em torno a um mundo mais formoso dispuseste.
Desprende logo o peitoral onde lusis,
Que barra os olhos dos xeretas imbecis.
Despe-te, pois o carrilhão sonoro chama,
Dizendo a mim que a hora chegou de ir para a cama.
Abre o teu espartilho, que eu invejo em tudo:
Contudo, ele te abraça; e se mantém, contudo.
Tua saia, ao cair, revela tal primor,
Que é igual à sombra a se afastar do campo em flor.
Fora a coroa entrelaçada de metal;
Solta os cabelos, diadema natural.
Tira os sapatos, e, sem medo, ora te avia
Ao sacrário do amor, à cama tão macia.
Com essas vestes cândidas, do céu amigo
Os anjos vinham. Anjo meu, trazes contigo
Um paraíso igual ao de Maomé; e embora
Haja espíritos maus também de branco, agora
Sabe-se bem qual anjo é mau, e o bom qual é:
Um deixa em pé os cabelos, o outro a carne em pé.
Concede uma licença à minha mão errante,
Para ir ao meio, encima, embaixo, atrás, adiante.
Oh, minha América! Oh, meu novo continente,
Meu reino, a salvo porque um homem tens à frente.
Tenho aqui minhas minas, meu império aqui;
Que abençoado sou por descobrir a ti!
Este acordo liberta a quem ele segura;
Onde coloco a mão, eu deixo a assinatura.
Nudez completa, da alegria o cerne e a polpa!
Como a alma sai do corpo, o corpo sai da roupa
Para o prazer total. A jóia da mulher
E maçã de Atalanta, que sua dona quer
Lançar aos tolos, a que, vendo a gema bela,
Pensem sequiosos no que é dela, e não mais nela.
Como pintura, ou capa de volume, feita
Visando aos leigos, a mulher também se enfeita;
Mas é obra mística, e seu tema se explicita
Somente àqueles a que a graça nobilita,
Como nós. Sendo assim, que eu te conheça inteira;
Sem pejo vem, e, como diante da parteira,
Mostra-te a mim. Atira longe a vestimenta:
Para a inocência punição não se apresenta.
Que esperas? Estou nu... e as horas se consomem.
Mais cobertura tu desejas do que um homem?
Este poema deu origem à letra da música Elegia,
gravada por Caetano Veloso e Simone.
gravada por Caetano Veloso e Simone.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sala de Anatomia
Esqueleto empertigado
Passeia na sala vazia,
Remexe os ossos sem graça,
Busca, talvez, companhia.
Quem sabe queira dançar,
Suavizar a coluna,
Soltar-se, ficar mais leve,
Fazer qualquer diabrura.
Mas, de repente, se acende
A luz do laboratório,
E ele corre com medo,
De volta pro purgatório.
Volta a ficar pendurado
Naquela pose idiota,
Esperando que lembrem dele
Somente nos dias de prova...
Passeia na sala vazia,
Remexe os ossos sem graça,
Busca, talvez, companhia.
Quem sabe queira dançar,
Suavizar a coluna,
Soltar-se, ficar mais leve,
Fazer qualquer diabrura.
Mas, de repente, se acende
A luz do laboratório,
E ele corre com medo,
De volta pro purgatório.
Volta a ficar pendurado
Naquela pose idiota,
Esperando que lembrem dele
Somente nos dias de prova...
Sutras de Shiva
Quando estiveres vividamente atento através de um sentido qualquer, mantém-te alerta.
Quando sentado ou deitado, deixa-te ficar sem peso, além da mente.
Vê, como se fosse pela primeira vez, uma bela pessoa ou um objeto comum.
Na beira de um poço profundo, olhe atentamente para a profundeza, até o assombro.
Olhando para o céu azul atrás das nuvens, vê a eternidade.
Quando sentado ou deitado, deixa-te ficar sem peso, além da mente.
Vê, como se fosse pela primeira vez, uma bela pessoa ou um objeto comum.
Na beira de um poço profundo, olhe atentamente para a profundeza, até o assombro.
Olhando para o céu azul atrás das nuvens, vê a eternidade.
Saigon - Cláudio Cartier, Paulo César Feital e Carlão
Tantas palavras
Meias palavras
Nosso apartamento
Um pedaço de Saigon
Me disse adeus
No espelho com batom...
Vai minha estrela
Iluminando
Toda esta cidade
Como um céu
De luz neon...
Seu brilho silencia
Todo som
Às vezes
Você anda por aí
Brinca de se entregar
Sonha pra não dormir...
E quase sempre
Eu penso em te deixar
E é só você chegar
Pr'eu esquecer de mim...
Anoiteceu!
Olho pro céu
E vejo como é bom
Ver as estrelas
Na escuridão
Espero você voltar
Pra Saigon...
.
Meias palavras
Nosso apartamento
Um pedaço de Saigon
Me disse adeus
No espelho com batom...
Vai minha estrela
Iluminando
Toda esta cidade
Como um céu
De luz neon...
Seu brilho silencia
Todo som
Às vezes
Você anda por aí
Brinca de se entregar
Sonha pra não dormir...
E quase sempre
Eu penso em te deixar
E é só você chegar
Pr'eu esquecer de mim...
Anoiteceu!
Olho pro céu
E vejo como é bom
Ver as estrelas
Na escuridão
Espero você voltar
Pra Saigon...
.
.
.
Descuido
Pousa mais uma rolinha no quintal,
Mal sabe o perigo que ronda:
Atrás de um lençol no varal,
O moleque espreita na sombra.
Sassarica a pobrezinha descuidada,
Beliscando coisinhas no chão, travessa,
Encontra logo a armadilha montada,
O menino puxa a corda e ela fica presa.
Qual será o destino da coitada?
Nas mãos do guri malvado?
Ficar cativa na gaiola enfeitada
Ou então virar um ensopado?
.
Mal sabe o perigo que ronda:
Atrás de um lençol no varal,
O moleque espreita na sombra.
Sassarica a pobrezinha descuidada,
Beliscando coisinhas no chão, travessa,
Encontra logo a armadilha montada,
O menino puxa a corda e ela fica presa.
Qual será o destino da coitada?
Nas mãos do guri malvado?
Ficar cativa na gaiola enfeitada
Ou então virar um ensopado?
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