sexta-feira, 6 de março de 2009

Pergunta

Sabem o que existe em comum entre dor de amor e ciática?
Ambas podem ter como causa a raiva, maltratam muito e custam a passar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Estrelas

Estrelas, explosão de luz no negror da noite.
Estrelas, possibilidades infinitas de vida no cosmos.
Estrelas: confetes salpicados no breu do céu.
Estrelas, entes queridos levados pela morte a nos observar.
Estrelas, astros a influenciar de longe as vidas humanas.
Estrelas: presentes, desejos, sonhos que esperamos um dia chegarem para nós.
Estrelas: pura energia que nos atrai e que atraímos,
Transformando o que imaginamos em realidade.

Gentileza Gera Gentileza

Simpatia rende
Créditos e sorrisos
É bom ser gentil

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ciúme Doentio

Se ciúme é tempero do amor,
No seu caso já extrapolou.
Apimentou tanto que incendiou,
Remexeu demais a massa que desandou,
Exagerou no afrodisíaco e naufragou,
Carregou tanto no tempero que envenenou.

Pitada de ciúme dá sabor,
Mas se é neura aprisiona e causa dor,
Quando é doença então, vira horror!

Se não quer buscar ajuda,
Salto fora, rompo o laço,
Enquanto há tempo, fujo do seu furor.

Aceito esta verdade:
Não se trata de vaidade
Nem falta de cumplicidade...
Chega de barbaridade!
Quero manter a sanidade:
Amar não é ter piedade.

terça-feira, 3 de março de 2009

Lua em Leão

Quem tem Lua em Leão
O Sol ilumina a emoção:
É tudo do lado de fora,
Se sente, explode na hora.

Como é emotiva esta pessoa!
Desaba se o filme é triste
E se é alegre
Também chora à toa.

Não sustenta a discussão:
Se no argumento há rejeição
Se encolhe, sofre,
Parte seu coração.

Tem carisma e é mimada.
Se não é centro da atenção,
Não entende, fica magoada...
É tremenda a desilusão.

Muito temperamental,
Caprichosa e sem limite,
Quando é contrariada
Grita e até dá chilique.

Às vezes meio safada,
Com certeza é pancada...
É uma Lua deslumbrada,
Quase sempre apaixonada.

Mas seu coração é enorme,
Sempre pronta a ajudar,
Só precisa saber a medida
Para não se atrapalhar.

Sabe cuidar de crianças
Porque é mesmo infantil...
Não lida bem com cobranças...
Magnânima é seu perfil.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Se Segura, Insegura!

Insegura, se segura!
Paciência tem limite!
Se fez da minha vida um chiste,
Te aviso: lucidez existe!

Vê fantasmas por todo lado,
Ouve coisas que não falei,
Compõe cenas, sonha adoidado
E diz sempre que eu provoquei.

Já nem posso olhar pro lado,
Se é mulher, sequer responder...
Pronta pra armar barraco,
Termina por me endoidecer.

Mas não te permito o controle
Que é a arma dos fracos, que eu sei.
Corre, procura ajuda,
E eu te deixo, que já cansei.

Realidade Pau-de-arara

É macaxeira
E pau na moleira,
Cabeça chata.

domingo, 1 de março de 2009

Cara de Um, Focinho de Outro

Tenho o hábito de olhar para as pessoas enquanto caminho pelas ruas. E é um olhar quase sempre enxerido e audacioso, uma vez que penetra intimidades, faz analogias insuspeitadas e surpreende com as imagens captadas que geralmente passam despercebidas para os outros.
Assim é que fiz uma constatação que foi oriunda de observação acurada, testada e repetida muitas vezes para ganhar certificado de científica.
Observei pessoas que levam seus cachorros a passear durante anos a fio, seja quando ia para o trabalho, às compras, saindo para o lazer, olhando das janelas dos ônibus... enfim, sempre que saía de casa. Já tinha ouvido falar que os cachorros têm características de personalidade de seus donos. Concordo com isto e acrescento que se parecem mais, muitas vezes, não com o seu dono oficial, mas com a pessoa da família que cuida dele e é seu dono de coração. Tomo como exemplo minha relação com meu amado cachorro.
Mas minha observação se refere à aparência física entre o cachorro e o dono. Reparem só: há algo marcante que fica bastante evidente tanto no cachorro quanto no dono. Às vezes é o tipo do rosto, outras vezes o andar, outras vezes os trejeitos, a expressão e... pasmem, até a voz! Na minha vizinhança tenho inúmeros exemplos pitorecos.
É perfeitamente comprovável esta minha teoria, é um estudo que pode ser reproduzido e testado por qualquer um que amplie o olhar e se dê ao trabalho, se tiver interesse.

Entre o Céu e a Terra

No sopé do morro corria desvairada
Da perseguição escapara ilesa.
Mas o que dizer sobre seu destino?
Este, implacável, a mantinha presa...

Vida, dura vida entre os aldeões,
Vida de mulher humilhada e triste,
Rechaçada, usada, nada de escola...
Melhor morrer que já não mesmo existe.

Mas se no peito ainda mora a esperança,
A mesma que tinha no tempo de criança,
Então resiste, luta e quer vencer,
Sabe quem é, não vai esmorecer.

Assim tem sido a vida da mulher:
Escapar, lutar, descobrir quem é,
Superar preconceitos, manter a confiança...
Ou não resistir, morrer de falta de esperança.


Poesia inspirada no filme
Entre o Céu e a Terra, de Oliver Stone.

Sertão

Cavuca o chão,
Procura o que comer.
Não há de achar...